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A polêmica com o comercial da Leica

A palavra Leica foi banida das redes sociais chinesas após a polêmica com o comercial The Hunt. O vídeo acabou circulando na internet daquele país e gerou mal-estar por lá. O motivo é um trecho da propaganda que mostra um fotógrafo cobrindo os protestos na Praça da Paz Celestial (Tiananmen). Um momento que resultou na histórica e icônica foto de um homem sozinho parado na frente de tanques de guerra. Um fato que ocorreu em 1989 e gerou uma das fotos mais marcantes do fotojornalismo mundial. No vídeo, o fotógrafo se esconde, foge de policiais chineses e retrata a famosa imagem que acabou como símbolo dos protestos. Na China a propaganda não foi bem recebida, com direito a hashtag #LeicainsultingChina compartilhada na rede social Weibo. Na conta da marca nessa rede social chinesa foram diversos comentários criticando a Leica pelo vídeo. Vale destacar que o vídeo também foi celebrado por ativistas chineses e participantes dos protestos. O antigo líder estudantil envolvido nos protestos, Zhou Fengsuo, disse que o vídeo “capturou o espírito dos eventos ocorridos há 30 anos”. Ele disse ainda que ficou emocionado ao assistir The Hunt.

https://www.youtube.com/watch?v=lPnnHCeRH3w

Em outra partes do mundo, The Hunt foi muito bem recebido. Inclusive aqui no Brasil. Tanto é verdade que no site da FHOX ficou entre as notícias mais lidas da última semana. Até mesmo na China parte dos usuários comemoraram a propaganda dizendo que a produção é ousada. A Leica foi procurada por vários meios de comunicação como a Reuters e outros sites de notícias. O porta-voz da Leica, Emily Anderson, respondeu ao portal South China Morning Post (Hong Kong) dizendo que o vídeo não era um filme oficial de marketing da empresa. “A Leica Camera AG deve, portanto, distanciar-se do conteúdo mostrado no vídeo e lamenta qualquer mal-entendido ou conclusões falsas que possam ter sido tiradas”, disse ela por e-mail, acrescentando que a empresa tomou medidas para não compartilhar o filme em canais de mídia social da Leica (segundo informações do site Epoch Times).

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A produção do vídeo é da agência de publicidade F/Nazca Saatchi & Saatchi e compartilhado na conta oficial do Twitter da agência. A repercussão do “The Hunt” foi tamanha que chegou até na parceira da marca na China. A fabricante de smartphones Huawei se recusou a comentar sobre o filme. Usuários chineses pediram um posicionamento da marca sobre o assunto. Lembrando que empresas como a Snapchat e outras acaram proibidas de trabalhar na China devido a questões variadas que envolvem políticas de privacidade de dados e outros pontos. Outras marcas famosas já tiveram situações delicadas devido a posições políticas em publicações caso da Delta Airlines e a Muji. Difícil dizer essa ocorrência vai prejudicar a Leica e as vendas de suas câmeras sofisticadas naquele país. Lembrando que a China conta com um crescente número de novos milionários e que o mercado de luxo segue crescente naquele país. Outro ponto complexo de avaliar é se haverá impacto na relação entre Huawei e Leica. A aliança das duas marcas se mostrou uma das mais acertadas e certamente ajudou a Huawei a passar a Apple só ficando atrás da Samsung em número de unidades vendidas de smartphone no mundo. Inegável é que a peça publicitária é realmente poderosa. Basta notar que o filme foi reproduzido em alguns dos principais sites de fotografia do mundo. Caso do Petapixel, além de também ter sido celebrado em portais de publicidade. A DPreview também destacou uma curiosidade. “A famosa imagem de ‘Tank Man’ foi capturada com uma câmera Nikon FE2 usando uma lente Nikkor 400mm 5.6 ED-IF e TC-301 filme colorido Fuji 100. O clique de Jeff Widener acabou entrando para a história como uma das fotografia mais importantes de todos os tempos. 

Jeff Widener, 1989

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