News 3 anos atrás | Leo Saldanha

A força da fotografia newborn

A questão não é se esse mercado vai continuar existindo, mas sim como ele vai se transformar

por Revista FHOX

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Fotografia newborn é tudo igual? Fotografia newborn é modinha? Não deveria chamar fotografia de recém-nascido? São tantos rótulos e tantas cutucadas. Engraçado é que são questionamentos dos próprios colegas. Da minha experiência de mercado, isso costuma indicar algo óbvio: o mais atacado costuma ser o estilo fotográfico mais forte do momento. Foi assim com a fotografia de casamento muitos anos atrás. Tenha calma, esse post não é para ser polêmico. Separei pontos que considero importantes sobre esse mercado e que acredito valer a pena compartilhar.

1 – A fotografia newborn é modinha? Não é. O que não quer dizer que não vai se transformar. E já mudou no Brasil nesse último ano em comparação com o que era feito em 2009. No fim, a fotografia newborn lida com muita responsabilidade e compromisso com as famílias atendidas. Esse post da Laura Alzueta aborda algumas dessas questões. O sucesso da sessão vai muito além de belas fotografias.

Para relembrar: retratar bebês é algo que ocorre desde o início da fotografia como negócio no século XIX – tinha gente que fotografava até bebê morto. Algo que era parte da cultura daquele tempo. E uma curiosidade: no último congresso Fotografar ocorreu um pequeno debate sobre tirar a fotografia newborn da caixa. Pois bem, nesse ano diversos hospitais norte-americanos e europeus estão dando caixas especiais para que os pais coloquem seus newborns nos primeiros dias. São caixas que protegem os bebês principalmente na hora de dormir. Ou seja, deixa na caixa! Virou item de saúde. Veja aqui.

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De Adriana Margotto

2 – Fotografia newborn é tudo igual? Não é. Existem estilos distintos. No Brasil temos estúdios de rua que fotografam de um jeito e fotógrafas de grife que fotografam de outro. Existem fotos muito parecidas? Sim, mas isso não exclusivo da fotografia de recém-nascidos e acontece com muita frequência no wedding e nos ensaios de família, gestante, criança e aniversário. O clichê é dominante na fotografia porque fotógrafos gostam de olhar para fotógrafos. Os que se destacam, costumam se inspirar em outras coisas. Esse post da Adriana Margotto ilustra isso muito bem.

Foto de Carla Durante
Foto de Carla Durante

3 – Não deveria chamar de fotografia de recém-nascidos? Pode e muitas fotógrafas até usam, embora a maioria prefira newborn porque o termo pegou. O cliente estabeleceu uma relação de consumo com o termo. Aliás, bem diferente de fotografia de casamento. As noivas não estão de olho no Wedding e sim no fotógrafo de casamento. No caso da fotografia newborn as mães reconhecem o termo, o que é um mérito das fotógrafas da área graças as inúmeras matérias em sites, na TV e nas revistas de criança. As próprias fotógrafas conseguiram determinar a força da fotografia newborn e estão de parabéns por isso. Claro, tem gente que não gosta. Irônico é reclamar do termo newborn fazendo um post no Facebook usando a rede wifi direito do smartphone. Esse post da Carla Durante aborda alguns desses assuntos com muita propriedade.

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4 – Diferente de outros segmentos, a fotografia newborn tem uma associação efetiva e atuante, a ABFRN (Associação Brasileira de Fotógrafos de Recém-nascidos). As diretoras e fundadoras são referências do mercado que decidiram se juntar para um trabalho de conscientização e sem fins lucrativos. Desconheço iniciativas parecidas de outros segmentos. Normalmente o que vemos são premiações, o que não é a mesma coisa. Lutar por uma causa é bem diferente do que lutar pela sua causa (prêmio). Nada contra prêmios. A própria FHOX conta com uma premiação: O Wedding Best – O Álbum.

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5 – Uma indústria própria e única: e o melhor, marcas criadas pelas próprias fotógrafas empreendedoras – elas criaram pela falta de opção, custos de produtos importados ou pela percepção de oportunidade real. Hoje existem desde pequenos negócios até operações que já exportam produtos. Em um momento de crise, isso deveria ser motivo de orgulho. Gera renda, empregos e movimenta a fotografia.

Agora que falei de coisas boas. Quero destacar dois pontos:

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Indo além da fotografia newborn. Foto de Simone Silvério

1 – As fotógrafas newborn tem uma enorme oportunidade na fotografia de família. Muitas estão sendo forçadas (pela crise) a abrir um cardápio mais amplo. Aniversários, batizados, partos, gestante, etc. Tudo parte da fotografia de família. Aliás, vejo a fotógrafa newborn como uma fotógrafa da família. Com uma grande vantagem: ela ganha uma cliente fiel ao fazer um ensaio tão delicado de um momento que não volta mais.

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Digipix

2 – O segundo álbum mais importante da família. Depois do casamento é, ou deveria, ser o álbum newborn. Um registro único que só tem chance de ocorrer naquelas primeiras duas semanas de vida da criança. Tudo o que é exclusivo, raro, tem mais valor. Mais um mérito das fotógrafas newborn em dar a essas fotos um propósito tão importante. Muitas notam que podem vender outros produtos. Uma bela fotografia dessas pode parar na parede por exemplo.

Sobre o Congresso FHOX Newborn:

Depois de compartilhar minha visão, sinto que posso fazer o merchan do primeiro Congresso FHOX Newborn (dia 29 de novembro, em Sampa). Vou te dar quatro bons motivos para participar.

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Foto de Russ Jackson. Atração internacional do congresso

1 – O futuro desse negócio segundo as fotógrafos que são referências: um dos nossos principais objetivos com o FHOX Newborn é indicar os novos caminhos da fotografia newborn brasileira. E para tanto chamamos algumas das principais referências brasileiras (que já são talentos tipo exportação, inclusive) para palestrar no congresso. Cada uma com um tema definido, em palestras concisas, diretas, informativas e inspiradoras. Muitas delas deram entrevista para a matéria de capa que fizemos sobre o assunto esse ano. Muitas destacaram a busca de uma estética nova, mais brasileira. Isso é ótimo. O ótimo post da Dani Margotto fala sobre o futuro.

Foto de Deninson Fagundes
Foto de Deninson Fagundes

2 – Conhecimento e informação: nos últimos anos é uma pena ver que o termo congresso perdeu o sentido na fotografia. Virou mais arena de egos, verdadeiros shows circenses fotográficos. Um desperdício, já que na verdade um congresso deveria servir na sua essência para debater técnicas, explorar as tendências e indicar rumos. É assim que deveria ser e esse é o norte que baliza todos os nossos eventos. Conteúdo, informação e cases.

3 – Preço justo: sabemos do momento complexo. Foi por essa razão que definimos um valor de investimento em conta. Parece que acertamos pois estamos recebendo inscritos de várias partes do Brasil.

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4 – Conhecer as marcas que se apresentam como líderes do segmento: os patrocinadores são Digipix, Fujifilm e Kodak Alaris. Na minha opinião, essas três empresas mostram a preocupação em abraçar e estimular esse mercado. Importante dizer que o Congresso FHOX Newborn contará ainda com 11 marcas expondo produtos. Todos devem ter muitas promoções e lançamentos. Essa minifeira é exclusiva para congressistas.


Então fica aqui nosso convite para que você invista em você e participe do Congresso FHOX Newborn. Atividade com vagas limitadas. Saiba mais aqui.