News 2 semanas atrás | Leo Saldanha

200 dias depois: veja as oportunidades para a fotografia na economia de baixo contato

Não é só o ensaio remoto que se tornou um serviço em tempos de pandemia. Veja o que outros segmentos podem se beneficiar nessa nova fase do mercado

por Revista FHOX

The Low Touch Economy, and The Global Change in Retail. | by Marcus Magarian | Medium

Passados 200 dias do começo da pandemia no Brasil, economistas e especialistas em consumo estão chamando essa nova fase de economia de baixo contato. Ou seja, aquela que oferece oportunidades ao mesmo tempo sem gerar riscos de contágio do coronavírus para os consumidores. De acordo com o relatório “Economia do Baixo Contato”, divulgado pela consultoria global Board of Innovation, são mais de 30 oportunidades que surgiram com a pandemia. Tudo diretamente relacionado aos novos padrões de comportamento do consumidor e sobretudo de pouco contato real entre o consumidor e o negócio seja ele qual for. O que se nota claramente é o avanço óbvio do online e dos serviços de entrega ou afins.

person holding white printer paper

A reconfiguração dos negócios em outros setores é estonteante. O exemplo das lojas ao vivo com transmissão em live e venda na hora usando o ponto físico combinado com o virtual e entrega é só um exemplo. Outra tendências são as “Dark Stores”. Um conceito que já vinha com força para as cozinhas criadas exclusivamente para delivery e que agora se estende para lojas dos mais variados tipos. Na prática isso quer dizer: de lojas físicas que servem só como ponto de produção, coleta ou entrega de produtos. Algo que inclusive encaixa bem para negócios de impressão de fotografia. Mas a economia de baixo contato rende também em outras frentes do ramo fotográfico. Veja.

Snapchat Prints | Social Print Studio

Impressão – Se existe uma área que cresceu e que tende a crescer ainda mais em novos formatos é justamente a da foto no papel. O motivo é que os negócios estão se adaptando. Do fotógrafo que passou a imprimir as fotos da própria família até novos apps de impressão. Existem aqueles empreendedores que buscaram alternativas de contato via WhatsApp e apps similares para resolver todos os problemas de memórias das famílias. Pessoas que muitas vezes têm mais tempo para separar fotos e querem imprimir mas não sabem como. O ponto importante aqui é que esses consumidores podem tanto consumir fotografias simples (como 10 por 15) até coisas diferenciadas como uma foto na parede ou foto presente criativo. Tudo depende da oferta e parece que finalmente os fotógrafos estão acordando para esse potencial. Personalização, colaboração e características realmente únicas em cada produto farão a diferença para que esses negócios deem certo. 

woman in white tank top sitting on bed in front of laptop computer

Sessão remota – a sessão remota ocorreu desde o começo da pandemia e evoluiu com impressão combinada. O fotógrafo oferece a sessão de cortesia, mas vende um álbum ou algumas fotos avulsas. Também ocorre da venda da sessão remota que já inclui algum mimo impresso. E olha que esse serviço online que parecia modinha não só se desenvolveu como parece que vai ficar no cardápio de muita gente mesmo depois que a pandemia passar. 

woman taking photo of donuts

Foto para internet e vendas online – essas fotografias digitais para profissionais, pequenos negócios como restaurantes e outros. Esse é o papel do fotógrafo e muitos investiram nisso atuando nos bairros próximos e fazendo esse trabalho. Seja recebendo produtos em casa ou no estúdio ou indo até o local para fotografar. Como quase sempre não envolve contato entre pessoas fica mais seguro. Com o crescimento das vendas online (mais de 30% dos brasileiros compraram pela internet pela primeira vez) esse negócio tende a crescer ainda mais. Talvez só falte um modelo de negócio mais redondo e que pense um pouco além da oferta de fotos digitais para algo mais palpável. 

painting on shelf

Fotografia de arquitetura, design de interiores e decoração com fotos. Outros negócios aquecidos e que envolvem pouca exposição ao vírus. São várias frentes: os cliques de ambientes e tudo o que envolve esse setor. E também ligado a isso as fotos para decorar as casas das famílias. O que parece evoluir para a parte de arquitetura e afins é o uso cada vez mais frequente de recursos tecnológicos como vídeo, imersivo 360 graus e outros. Fotógrafos em geral tem séries pessoais e projetos autorais com potencial de venda para decorar ambientes e presentear. Chegou a hora de olhar para isso de forma séria. Aqui de novo, tudo vai ser feito com  a ajuda do ambiente online. 

Fotografia de família – ensaio externo e em casa. Da fotografia profissional essa é uma das áreas que deve sair mais fortalecida do momento delicado que estamos passando. Pessoas estão em casa e em família. Mas mesmo aquelas que não estão em isolamento tem algo em comum: os momentos de família ganharam força e se tornaram uma oportunidade de registros intimistas. Essas pessoas querem experiências únicas, rápidas e sensíveis que mostram a rotina ou situações específicas. Sem esquecer da demanda natural de gestantes, aniversários e outras ramificações da fotografia de família. A forma de trabalhar e o que oferecer é que envolvem aspectos de confiança e relacionamento de um jeito que o fotógrafo retornará. E para tanto terá que oferecer algo valioso seja no serviço como no produto. 

man in black suit standing on stage

Transmissão ao vivo em eventos em geral – Encaixe aqui a importância do vídeo seja ele ao vivo ou não. O que está claro é que as lives e transmissões em geral só devem crescer. Especialmente se levarmos em conta o avanço do 5G. Uma das tendências possíveis é a locação de equipamentos de impressão que entraria combinada com as lives. O fotógrafo oferece a “live” + uma foto cabine ou impressora de eventos para que poucas pessoas em casa façam a impressão. Inclusive das fotos dos “convidados virtuais” que enviam selfies remotamente. 

black and white pug and brown and white long coated small dog

Ensino – se já vinha aquecido, o segmento de educação na fotografia só deve avançar. Talvez não exatamente como os fotógrafos imaginam de olho nos próprios colegas. O que tende a crescer são cursos voltados para pessoas comuns querendo aprender a fotografar com o celular ou a organizar arquivos (e imprimir) ou tratar fotos. Ou talvez aulas de arte e fotografia e outros. Os cursos online do tipo “fotógrafo com fórmula pronta” parecem cada vez mais desgastados para a venda. Pois esses mesmos conteúdos grátis estão disponíveis nas redes sociais. O que existe é espaço para novos conteúdos, temas e formatos. A julgar tudo o que está ocorrendo por aí ainda estamos longe do ponto ideal. 

person taking picture of the foods

App de impressão – poucos desses aplicativos existem no Brasil considerando que todos os brasileiros tem um smartphone. Os apps de impressão tendem a crescer na medida em que as “lojas fantasmas” sejam mais comuns. O que parece inevitável. Ou talvez a combinação da loja ou ponto de venda com o aplicativo. Importante: seja qual for o formato será fundamental a oferta de um produto diferenciado e único para os clientes. 

O comportamento para todas as áreas traz algo em sintonia com outro aspecto importante. O consumo consciente nesse novo cenário competitivo.  E aqui fica até um paradoxo e um desafio do que estamos passando. Pois ao mesmo tempo oferece uma oportunidade e um desafio: a fotografia terá que ser mais humana e intimista mesmo que nova era “de baixo contato”.

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