Negócios 2 anos atrás | Leo Saldanha

Vídeo para vender mais

Ferramenta de marketing pouco usada pelos fotógrafos brasileiros o vídeo é uma poderosa forma de divulgar o trabalho e destacar o nome do profissional no ambiente digital

por Revista FHOX

Na última edição da FHOX a matéria de capa mostrou que o profissional mais completo será cada vez mais multimídia. Independente disso (do fotógrafo filmar) existe um caminho de divulgação que segue ignorado pela maior parte dos fotógrafos brasileiros. O poder do marketing de usar vídeos promocionais. Os norte-americanos são um exemplo de como isso pode ser efetivo. É comum em sites de profissionais daquele país, um vídeo mostrando quem é o fotógrafo, como ele pensa e que tipo de trabalho ele faz. São vídeos curtos e bem editados que ficam em destaque na área “Sobre” do site do fotógrafo. Normalmente são vídeos rápidos que apresentam os bastidores de uma sessão e o resultado das fotos combinados com slideshow. A vantagem é que não só serve como um cartão de visita do fotógrafo, mas também pode ser enviado por e-mail junto com orçamentos e ainda ser postado nas redes sociais. Outra boa ideia usada lá fora é de apresentar testemunhais dos clientes no próprio site e nas redes sociais. Afinal, melhor do que o fotógrafo ou o negócio de fotografia falando de si mesmo, é ver um cliente satisfeito comentar algo positivo sobre a experiência fotográfica.

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Outra ideia é usar slideshow. Que funciona como um “quase” vídeo. Uma alternativa mais em conta e simples de fazer. Ferramentas on-line como Animoto e SmartSlides criam animações com foto que facilitam a montagem de arquivos multimídia com fotos. A vantagem desses serviços on-line é que eles já contam com um acervo de músicas disponíveis para uso comercial. O slideshow pode ser personalizado ao extremo e as próprias ferramentas já são preparadas para postar esses vídeos nas redes sociais de forma simples e rápida.

Se a importância do vídeo ficou ainda maior na internet é nas redes sociais isso fica mais evidente. Facebook, Instagram são mais amigáveis para vídeos do que fotos. Entenda por amigável a capacidade de aparecer para mais pessoas de forma orgânica e sem ter que gastar um centavo impulsionando posts. Nesse caso vale tanto um slideshow (desde de que com música com direitos autorais ou será excluído automaticamente) ou um vídeo mostrando uma festa, evento, etc. Dentro desse universo das redes sociais o próprio vídeo ganhou outras camadas. Basta lembrar que além de postar o vídeo, existe a possibilidade de fazer lives (também mostrando bastidores e curiosidades) até mini vídeos dentro do Stories. E muitos outros efeitos que usam vídeo (ou sequência de fotos) para criar efeitos de animação. Aliás, o Stories do Instagram é hoje o espaço mais quente dentro do Instagram. Com visibilidade ampliada e a vantagem de disponibilizar links para quem tem 10 mil seguidores. Os vídeos podem ser postados ali com até 10 segundos de duração.

Eu não sei mexer com vídeo é a frase que mais se ouve de fotógrafos. A solução são os parceiros. É assim aliás, que muitos fotógrafos encontraram o caminho para viabilizar vídeos. Funciona assim: o fotógrafo oferece vídeos para clientes por meio de videomaker. O parceiro de vídeo em troca ajuda na criação de vídeos de divulgação. Ou vice-versa. Isso pode envolver investimento financeiro ou não. Aí vai depender da troca e do nível de relacionamento entre o fotógrafo e o videomaker. Gastando ou não para criar o vídeo promocional, o fotógrafo deveria encarar investidas nessa mídia como investimento.

Como não dá para generalizar, existem cases de fotógrafos que sabem usar o Smartphone, redes sociais e a força do vídeo para vender e aparecer mais. É o caso da Sambajoy. A dupla de fotógrafos brasileiros que atua em fotografia de casamento no Canadá cria timelapses que atraem muita atenção nas redes sociais. O casal Madalena e Marcelo Cohen usam apps como o Flipgram (grátis e com versão paga) que facilita a vida de quem quer montar animações com trilhas divertidas.

A dinâmica do fotógrafo vender vídeos como uma das opções nos pacotes oferecidos segue como um dilema. O que os boa parte dos fotógrafos não perceberam é que a junção das tecnologias (foto e vídeo) se torna cada vez mais fluida e a demanda dos próprios clientes por produtos diferenciados vai pedir uma abordagem distinta. Ou seja, não se trata só de uma tendência, mas também é uma forma de diferenciação. Os próprios fabricantes e empresas de tecnologia mais valiosas do mundo estão usando esses recursos combinados. Veja o caso da Apple com os arquivos Live Photos ou o Google que também cria animações de graça com as fotos armazenadas dentro do app do Google Photos. Outra vertente cada vez mais popular são as transmissões ao vivo. Esses vídeos de “lives” ou servem não só para vender ou ainda para educar e informar clientes. Um exemplo, mostrar um novo tipo de sessão de fotos. Apresentar novos produtos disponíveis no cardápio. Ou para educar noivas e mães da importância do valor da foto no papel.

E por fim, outra camada de participação dos profissionais com vídeo é no próprio YouTube. Hoje são comuns casos de fotógrafos nacionais e gringos que usam canais no YouTube para dar dicas e mostrar como trabalham na fotografia. Dois exemplos: os norte-americanos Jessica Kobeissi e Manny Ortiz se tornaram referências entre profissionais criando conteúdo grátis para os colegas. Nos vídeos eles testam equipamentos, dão ideias de gambiarras para economizar e criar fotos criativas. Os dois se tornaram verdadeiros influenciadores digitais dentro da fotografia. Seja qual for o formato ou estilo, está claro que o vídeo faz o que texto não faz. Cria interação, engajamento e mostra autenticidade em tempo real. Enfim, investir no vídeo para mostrar como você trabalha, seus valores e o que os clientes pensam de você pode fazer toda a diferença. Sobretudo quando os outros fotógrafos não aproveitam essa vantagem e só ficam pensando em cliques.

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