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O varejo do futuro

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Matérias sobre fechamentos de grandes cadeias de lojas nos EUA como Sears, Kmart, Hallmark Cards, Macy’s, JCPenney, RadioShack, entre outros símbolos do consumo em shopping centers, têm se tornado frequentes na mídia norte-americana. Na Time on-line, um artigo recente de Josh Sanburn, volta a falar sobre este fenômeno. É estimado o fechamento de mais de 8.600 lojas este ano. Sendo que já fecharam 5.300. Muitas das redes pediram recuperação judicial.

Sobre as causas deste movimento aparecem muitas: o comércio online que pegou de cheio os eletrônicos, sapatos e roupas; o comportamento dos millenials que não se identificam nos espaços que seus pais ou avós frequentam nos fins de semana; ou mesmo as gerações Baby Boomers e X que também mudaram suas preferências para gastar o precioso tempo livre. Trocaram as roupas pelas aulas de como fazer pão, ou em uma confraria de cervejas, ou pelos esportes radicais.

Na mesma matéria, cita-se a série “DeadMalls”, do videomaker Dan Bell, disponível no YouTube. É desolador ver construções enormes abandonadas ou em processo de decadência. Aposto que em sua cidade também já tem algum shopping com vários espaços disponíveis.

A pergunta é: o futuro do varejo se resumirá ao on-line? Espero que não porque ele não oferece postos de trabalho na mesma proporção que é o impacto quando chegava um shopping center em uma região. Não apenas isso, mas existia uma experiência em ir ao shopping. Provável que ela não seja mais atraente, precise ser renovada. Talvez uma arquitetura mais acolhedora, que atraia os jovens. Já aparecem alguns centros misturando áreas fechadas e abertas, com praças de alimentação menos massiva, que oferecem algo mais do que apenas comprar.

E o que isso tem a ver com o varejo de fotografia uma vez que as lojas de foto já saíram dos shoppings faz tempo? As poucas que ficaram se redimensionaram e foram para a área de serviços. Bem, pelo visto, cedo ou tarde, elas sairiam. Na época o principal motivo foi não suportar os custos de estar num shopping tendo o volume reduzido de revelação, devido à tecnologia digital.

Então, o que isso tem a ver com as lojas de fotografia? O jovem (futuro) consumidor. Focamos apenas no cliente que pensamos ser fiel e não nos preocupamos em formar a clientela que está por vir. Nós e nossos clientes envelhecemos. Então, aquele moleque que gosta de skate, que às vezes vem acompanhando a mãe e entra na sua loja, você já pensou nele? Você acha que se ele visse uma foto ou vídeo feito com uma gopro ele não se interessaria? Se tivesse um curso de uma tarde, de como usar uma câmera dessas, ele não ia gostar? Ou aquela menina que adora fazer selfies não adoraria saber de algumas dicas de como usar os filtros do Instagram? Ou um sábado por mês para fazer fotos no estúdio? Ah, mas isso não reverte em vendas para a loja… Pois é. Se continuar a oferecer apenas vendas você vai fechar. Se você conseguir trazer estes novos futuros consumidores a sua loja e ela for atraente, sem cara da loja que o avô frequentava, as chances de ele consumir são maiores do que você não fazer nada.

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O varejo do futuro não está apenas no local onde ele acontece, mas em quem é este consumidor. Pense e responda assertivamente, sem mimimi: do ponto de vista do consumidor, como seria uma experiência positiva em uma loja de fotografia? Sem os clichês de “ótimo atendimento”, “qualidade”, etc., porque isso já não basta faz tempo. Ou ainda a pergunta: sua loja é atraente para os filhos e netos de seu cliente?

Confira aqui o fechamento de algumas redes americanas.