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Talvez seus concorrentes não estejam só na fotografia

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Em uma entrevista em julho passado, Reed Hastings, CEO da Netflix disse: nosso concorrente é o Fortnite e o TikTok. O que ele explicou é que o consumidor busca alternativas de entretenimento não só em outros canais de tevê ou de streaming, mas também em jogos, redes sociais. Faz todo sentido e não é diferente para o nosso mercado. Esse entendimento de como as pessoas estão se comportando quando o assunto é fotografia também é fundamental. Mas como fazer isso? Uma das formas é fazendo pesquisas ou mesmo acompanhando online ou presencialmente a jornada de consumo das pessoas. A grande questão é: o que compete com sua fotografia e os produtos que você oferece e que não tem relação direta com fotos? A resposta vai depender de cada caso e perfil de consumidor e da área de atuação do profissional. O fotógrafo de família tem um público e o autoral tem outro. O relevante é entender as possibilidades. 

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Para a fotografia de uma forma geral existem competidores naturais que praticamente valem para todos os nichos. O smartphone é um exemplo. Será que a família vai desvalorizar a possibilidade de comprar um produto impresso porque pode querer as fotos só na telinha? Nesse caso existem dois desafios: o primeiro quanto ao produto. Do cliente descartar o impresso porque a tela resolve. Do outro prisma, esse mais complicado, das pessoas dispensarem o serviço porque todos tem um smartphone e já fazem fotos com frequência. Se levarmos em consideração que o smartphone é o grande centro de atenção então podemos destacar outros concorrentes dentro desse ambiente. São eles:

  • Redes sociais em geral. 
  • Serviços de fotografia na nuvem, Caso do Google Photos para armazenar as imagens
  • Vídeos como concorrente da fotografia. 
  • Jogos online ou em apps
  • Ouvir música
  • Apps de mensagens para conversar com amigos e parentes

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Poderíamos estender as opções ainda de forma mais detalhada. O que é interessante é observar que esse comportamento de ameaça oferece ao mesmo tempo oportunidades. Se os consumidores estão nesses “concorrentes”, como eu posso me beneficiar? criar produtos e formas de divulgar e conversar com essas pessoas nesses canais digitais. 

Esses apps são ao mesmo tempo nossos concorrentes e aliados. Como seu público consome?

O que concorre com o serviço de fotografia? Essa pergunta é bem mais ampla. Um casal pode preferir pedir uma refeição no delivery do que fazer um ensaio rápido. Embora sejam coisas bem distintas, ambas envolvem experiências. Nesse momento com as questões de isolamento e da pandemia (para uma parte da população, óbvio) a concorrência é quanto aos valores fundamentais de uma família. Algo que envolve segurança, conveniência e confiabilidade. De novo, estudar o consumo do seu público pode oferecer oportunidades. Foi assim que o ensaio remoto surgiu e se popularizou. Aliás, teve até sessão de família online fazendo comida e depois comendo e conversando. A junção da experiência na oferta inusitada. 

boy playing jenga

Em outra ponta desse momento delicado está o consumo consciente e a necessidade de gastar menos. Fotografia não é essencial, mas família é. Logo, o ajuste na oferta com sessões curtas, rápidas e acessíveis com produtos mais baratos (mas que também te dão menos trabalho) é uma forma de adaptar a oferta. 

person holding silver laptop computer

Um livro, um jogo de tabuleiro, um quebra-cabeças e por aí vai. Os concorrentes de um produto ou serviço de fotografia muito provavelmente não envolvem um fotógrafo disputando espaço com o que você tem a oferecer. O desafio aqui é de fato entender três pontos:

1 – Quem é seu público de fato?

2 – o que ele está consumindo e como você pode ofertar algo orientado para esse quadro?

3 – Como você pode ouvir e colaborar? 

person holding black android smartphone

Grandes marcas mundiais fazem estudos detalhados de comportamento para mapear o consumo e comportamento das famílias. Você não precisa de tanto, pode usar recursos aí disponíveis nas suas redes sociais e perguntar: o que você está fazendo nesse momento para se divertir e como está consumindo na pandemia? Você pode entender isso com uma abordagem um a um e privada ou no formato aberto. Talvez você já tenha notado esse comportamento. “Meu cliente está sem dinheiro e não quer gastar com nada” ou “meus clientes não querem fotos impressas” ou “meu grande concorrente é o digital”. Esses são argumentos que ouvi muito nos últimos meses. Então colabore com os colegas e comente outros comportamentos tão comuns nesse momento. Como seus clientes estão consumindo e como você pode oferecer algo para fazer parte disso.

Se quiser colaborar é só escrever para leo@fhox.com.br que vou atualizar aqui com as repostas. E aproveite para contar também como você se adaptou às novas demandas. 

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