News 2 semanas atrás | Leo Saldanha

Produto na fotografia: criando com os clientes

Mais do que criar pensando para as pessoas a forma mais efetiva de desenvolver o produto é a criação dos produtos em colaboração com os clientes

por Revista FHOX

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No desenvolvimento de um produto diferenciado na fotografia existem dois pontos muito importantes. Coisa que se confirmou nas turmas do Foto+Produto nos últimos meses. 

É fundamental entender seu porquê

É fundamental criar para (e com) os clientes

Vi isso na prática e os produtos que se destacam e vão bem na fotografia passaram por isso. Para tanto você tem que responder a pergunta: por que você faz o que faz? qual o motivo do seu negócio existir (além de faturar). Respondendo isso podemos ir para próxima etapa que é criar para seus clientes e com eles. As participantes das turmas do Foto+Produto tinham bem definido o motivo da existência de seus negócios de fotografia. Isso é peça-chave pois só assim você consegue orientar o produto e seus esforços de marketing de forma correta, consistente e efetiva. Se você entende que sua missão como negócio é tornar a vida das pessoas mais divertidas com fotografia, faz sentido criar uma comunicação sem graça? E a experiência atrelada ao serviço é divertida de fato. Aliás, você é divertido e se diverte com seu negócio? Parece bobo, mas faz muita diferença. Aqui espero que fique claro o óbvio: viver da fotografia e eternizar momentos não são propósitos, mas sim consequências. Quem sabe melhor do que você qual a razão de fazer o que faz? então pare e responda isso da forma mais sincera possível. 

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Feito isso é que vamos para a segunda parte. Criar para as pessoas. Como vou criar para elas se não sei o que elas querem? Dá sim para fazer com base na intuição, só que é sempre arriscado. Além do que quando você se apresenta para as pessoas perguntando o que elas querem já é uma forma de mostrar interesse. Trata-se de um marketing humano, de cuidado e empatia real. 

A frase famosa de que as pessoas não sabem o que querem é meio verdadeira. Mas isso não quer dizer que você não deva perguntar…

As pessoas não sabem o que querem, mas certamente sabem do que não gostam. Elas podem descobrir com a sua ajuda. Você não precisa de uma resposta ou respostas certeiras. O que é mais valioso nesse caso é entender o contexto e reunir as informações desse gosto do cliente. Compreender e estudar seu consumo. Nada melhor do que conversar com eles para saber disso. Esse papo pode ser informal e pode envolver pesquisa e estudos via redes sociais. 

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Sobre ajustes e reflexão. Vamos voltar para a primeira fase? Você define seu propósito na fotografia. Só perceba que ele pode mudar de tempos em tempos. Logo vale a pena rever periodicamente as condições em que você está. O que quero dizer: será que continuo curtindo as coisas do jeito que estão? As marcas fazem isso e os grandes nomes de qualquer setor também. Mudam estilos e começam novos movimentos. Faça o mesmo pois mudamos com frequência. Ou a situação muda a gente (maldita pandemia). 

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Esse ato de colaborar do produto não é só sobre criar para a pessoa. Pois deve envolver o próprio item colaborativo. Vários produtos famosos são assim. Polaroid não deixa de ser um ato de colaboração. A pessoa é fotografada na hora, vê o resultado e personaliza a fotografia e passa para alguém de presente. O indivíduo participa do produto. GoPro, DJI, YouTube e por aí vai. Tantas formas possíveis de colaborar. Mas e quando o assunto é foto no papel? Nesse ponto é ainda melhor. Um álbum que o consumidor personaliza, participa, colabora de alguma maneira. Um vídeo atrelado com realidade aumentada é colaborativo. Um adesivo colado ali. Um texto escrito à mão da mesma forma. Essa colaboração do cliente ocorre antes, durante e depois. 

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Antes ele te dá os inputs. As informações para que eu possa criar o item com a cara dele. E nesse momento ele já vai indicar como participar. “Eu curto escrever, eu curto desenhar, eu curto selfies…” e por aí vai. 

Durante é a própria ação da pessoa interagindo com o produto. E desse ponto você tira informações valiosas também. Como ele reagiu e como foi a colaboração?

O depois é o depoimento e mais. É a postagem que ele fez nas redes sociais para mostrar sua obra (porque ele participou junto). É a tal da indicação dele para amigos e parentes. Essa parte é a mais saborosa e gratificante. Pois se tudo der certo ele vai vender seu produto para você. Já que no fim, ele criou junto. 

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Os que não fazem isso perdem oportunidades. Um produto na fotografia sem colaboração é capenga e ficará sem o mesmo valor. Dá mais trabalho, claro. E por isso mesmo adiciona valor. Criar mais conexões, participação, personificação e posse. O consumidor se sente parte do resultado final. A combinação de colaboração e personalização é perfeita para casar com recorrência. Dessa mesma pessoa querer fazer de novo e comprar naturalmente pois relembra do processo e está feliz com tudo o que passou. Preço está ligado ao produto que está conectado com a recorrência. De não precisarmos vender de novo. E tem gente fazendo isso na fotografia. Assunto para um post futuro sobre a evolução do preço na fotografia. 

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