News 4 meses atrás | Leo Saldanha

O paradoxo do marketing digital na fotografia

Fotógrafos e negócios de foto saem fazendo promoções e campanhas em redes sociais e afins sem sequer ter uma base formatada no marketing. Algo que explica muito dos problemas que vemos hoje no mercado

por Revista FHOX

Por Leo Saldanha

Na essência marketing é atrair e manter clientes. O que mudou nos últimos 10 anos é que surgiu um número gigantesco de formas de fazer isso. Mudou o comportamento das pessoas que agora estão conectadas e com o computador na mão o tempo todo. Até aí nada de novo. O que chama a atenção no mercado fotográfico são ações de divulgação de fotógrafos e empreendedores da fotografia que já vão direto para esse ambiente “divulgar” sem saber quem eles são direito. O fato é que o marketing como metodologia é algo que tem décadas (60 anos) e evoluiu muito de lá para cá. Só que assim como a fotografia, as bases fundamentais seguem inalteradas. ou seja: não tem marketing sem produto. não tem marketing bom de produto ruim. Aqui então entra a pergunta? o que é que você vende mesmo? Fosse só isso já seria complicado o bastante. Fotógrafos que representam a maior quantidade em nosso mercado muitas vezes acreditam que “sua arte” é o produto. Que as fotos digitais são o bastante. Logo, com o portfólio feito e algum tempo de estrada, ele sai disparando emails, fazendo posts nas redes sociais e anúncios pagos para atrair um cliente. Um pequeno exercício de pesquisa simples vai mostrar que quase sempre essas “campanhas” funcionam como geradores de pedidos de orçamento. Eu disparo, recebo cotações, devolvo com valores e torço para fecharem. E de quebra ainda garanto um cadastro. Se já não dava muito certo antes da pandemia, imagina agora. 

Que tal olhar para você? Responder a simples pergunta já vai ajudar: quem é você e o que faz você levantar todo dia para trabalhar nesse mercado? Só respondendo a isso para começar a encaixar o marketing na essência mais básica no seu negócio de fotografia. E isso é muito importante por uma questão simples: tendo o seu perfil bem definido dá para criar um marketing com a sua cara e isso vai te diferenciar do mais do mesmo que vemos por aí. E isso é fácil? se você for sincero consigo mesmo e fizer a “lição de casa” sim. O marketing que já ocorre agora e dá certo em tempos de incerteza é mais humano. não é sobre cadastros, leads e contatos frios. Não que você não vá fazer isso. Só que faz-se necessário acertar a sua personalidade na estratégia para definir posicionamento, onde está e como atingir ao público, etc. Se o produto agora é colaborativo você terá que entender com que tipo de pessoa vai querer colaborar para criar suas fotografias. Se promoção/divulgação virou conversa você terá que entender quem é você exatamente para conversar direito com essas pessoas. Se presença e ponto vão ocorrer combinados entre o mundo digital e real (agora mais online) você terá que entender de uma vez por todas como fazer isso sem virar um robô. E por fim (e não menos importante) entre o preço. que no mundo dos sonhos deveria ser de uma pessoa que te contratou e que vai voltar para fechar de novo e de novo e mais uma vez. Isso se chama recorrência. Então que tal sentar na cadeira e fazer o exercício mais importante que você poderia fazer nesse momento: quem é você para definir como será seu marketing nesse negócio?

Se precisar de ajuda na formatação do seu marketing sugiro o novo curso online da Escola de Negócios FHOX: Marketing (é ) Básico. Aliás uma iniciativa digital com preço muito acessível em promoção de lançamento. Para você assistir e fazer quando quiser. 

Ou se preferir também pode ler o livro: Marketing Básico para Fotógrafos