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O impacto da escassez de chips na indústria mundial de câmeras

Dados divulgados pela CIPA deixam evidente mais esse desafio para os fabricantes de equipamentos

Os números da CIPA ( Camera and Imaging Products Association) indicam a estabilidade nas remessas com vendas, contudo a produção já afetada diretamente pela escassez de chips. Como é sabido ocorre neste momento em escala global problemas na produção de eletrônicos e outros produtos por conta da falta dos chips. Resultado: a produção das câmeras foi afetada. Algo muito complicado levando em conta que agosto é justamente quando a produção das marcas costuma crescer para atender a demanda aquecida do fim de ano.

Para se ter ideia, em agosto de 2020, a produção de câmeras com lentes intercambiáveis cresceu 88% em relação a julho daquele ano. Coisa que em 2021 não está acontecendo. Pode ser que os números de setembro sofram alguma mudança, mas os especialistas não acreditam nesta retomada por conta do impacto da falta dos chips.

Números de agosto de 2021 – De acordo com a CIPA foram produzidas 233 mil unidades de câmeras digitais e enviadas 249 mil unidades. A redução nas fabricação foi 4.3% e a queda nas remessas foi de 20.8% em relação a agosto de 2020. Embora tenha ocorrido essa diminuição, o valor das unidades cresceu em mais de 15%. O que se explica na estratégia de todas as fabricantes (Canon, Sony, Nikon, Fuji) em apostar em modelos mais sofisticados com maior valor adicionado. Em tempo: o notiticiário internacional de fotografia vem trazendo inúmeras matérias sobre atrasos nas entregas e nos lançamentos de câmeras. Reflexo direto de mais esse desafio da cadeia de suprimentos.