News 1 mês atrás | Leo Saldanha

O dilema da fotografia quando o assunto é produto

Sobram desafios para quem atua no mercado. A ideia de que a foto no papel é só um item qualquer e pouco importante corrói muito do valor para quem atua na fotografia

por Revista FHOX

 

space gray iPhone X
Ron McClenny

Um fotógrafo sem um produto impresso é como o autor sem obra física. Curioso é notar que muitos seguem insistindo que é possível viver da fotografia sem a foto no papel. Aqui cabe um alerta: a fotografia impressa sem diferenciação de fato já não dá condições de sobreviver no ramo. O caminho de quem está fazendo diferente (e sobrevivendo e até se sobressaindo) é outro. Não são só fotógrafos, mas lojas e estúdios e empresas de foto de formatura que estão desenvolvendo e entregando produtos diferenciados. Cuidado nos detalhes e um toque muito pessoal para uma assinatura da marca. Coisa de artista. Aliás, os artistas sempre tiveram obras. Pintores com suas telas, escritores com livros, escultores e por aí vai. No caso da fotografia, veio o digital para complicar tudo. Não que abraçar o online seja errado, muito pelo contrário. Na verdade, é um caminho paralelo. De ter o produto físico e digital. O que está sendo chamado de versão híbrida.

Querer fugir do produto impresso ou ficar na mesmice dos produtos tem vários motivos:

  • De fotógrafos que acham que vão dar dinheiro para os fornecedores. 
  • De fotógrafos que acreditam que os clientes não querem nada no papel. Porque “eles dizem que não querem”.
  • Porque perde tempo e não vale a pena
  • Porque está tudo na telinha ou na telona
  • Porque o papel vai sumir
  • Porque fica mais caro para o cliente e ele pede desconto sem impresso
  • Porque meu concorrente faz isso
  • Porque aqui na minha cidade é assim

person holding smartphone

No quesito mais do mesmo as razões são outras:

  • De fazer mais do mesmo quando imprime porque não está dando resultado mesmo
  • Porque o consumidor quer assim. com aquela cara de sempre
  • Porque vai ficar mais caro para mim e por consequência ao cliente
  • Porque vai me dar mais trabalho e tomar tempo
  • Porque não tem opção no mercado 
  • Porque meu concorrente também faz assim

assorted flower and plant paintings on wooden surface

Os itens nas duas listas poderiam continuar em listas intermináveis. Aliás, talvez você possa contribuir com suas sugestões. O fato é que a fotografia evoluiu muito na oferta de opções de personalização. A variedade de produtos disponíveis e tecnologias não deixam dúvida: dá para criar coisas únicas para entregar ao cliente. E mais: o fotógrafo ou negócio de foto pode até personalizar com toques especiais dele mesmo. Os motivos para elevar o nível e jogar um jogo distinto quanto ao produto são variados. Listei alguns:

  • Você justifica o preço e dá a dimensão do valor cobrado. Na verdade, é uma questão de adicionar esse caráter valioso ao que é ofertado. 
  • Você ajuda as famílias naquilo que é mais importante. De ter memórias em um produto único. Que vai durar por gerações. 
  • Você mostra cuidado, carinho e preocupação em ser um agente de memórias. um profissional verdadeiramente especialista no assunto. E a impressão é parte integral disso
  • Você indica para as pessoas a importância da foto no papel. Que ela serve para decorar, relembrar e valorizar os melhores momentos da vida. Tudo isso está ligado com emoção. 
  • Você foge da concorrência por preço e transfere valor na experiência. 
  • Você pode até cobrar menos com um produto mais simples e ainda assim oferecer algo fora do comum. Sim é possível…basta querer. 
  • Você coloca sua identidade e da pessoa atendida no produto. isso é personalizar e o que as pessoas estão querendo. Mas para isso você precisa colaborar com o cliente. Ouvir
  • Em nenhuma versão de negócio que vai bem em qualquer segmento do ramo fotográfico existe um case que não segue por esse caminho de dar valor ao produto. Da diferenciação e de mostrar apreço ao cliente acima de tudo.  

Fotógrafos em especial gostam mesmo é de fotografar. E depois ver o resultado da imagem e a reação dos clientes com o clique fantástico. Se ficar só no digital se tornará descartável como o passar de um dedo na tela. E isso vale mesmo se a sua foto for a mais incrível do mundo. Já no produto ela persiste e embeleza o ambiente. Seja no álbum, na parede ou no porta-retrato. Quem sabe em outro produto criativo em algum ambiente diferente da casa. é a sua “fotografia maravilhosa” como obra-prima daquela família. 

pink ballpoint pen on white printer paper

Ao fazer tudo isso (de valorizar o produto) você sai do papel de protagonista para o propósito agente de memórias e de ajudar as pessoas com suas lembranças queridas. De ser o fotógrafo que atende famílias contando histórias em diferentes frentes sempre com um produto a altura do seu trabalho. Um contador de narrativas visuais que se preocupa com o único elemento tangível que vai sobrar de toda a experiência: a fotografia no papel. Não qualquer pedaço com imagem, mas sim de algo pensado para cada família ou pessoa. Está provado em pesquisas que a foto no papel (seja qual o produto que for) é entendida como valiosa. Gera um elo emocional e se torna um legado familiar importantíssimo. É isso, ou aceitar que aquela curtida na imagem incrível é questão de segundos até a próxima passada de dedo. 

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