Negócios 1 ano atrás | Leo Saldanha

Nikon com mais resultados negativos

Fabricante japonesa anunciou os dados referentes ao primeiro trimestre do novo ano fiscal. Com forte queda nas receitas devido a desaceleração nas vendas de DSLRs

por Revista FHOX

Os primeiros números divulgados referentes ao primeiro trimestre do novo ano fiscal da marca (abril a junho de 2019) mostram mais uma vez um cenário ruim para a Nikon. A empresa teve queda de 71% nos ganhos e redução de 15% nas receitas. Vale destacar que a venda de câmeras mirrorless e lentes segue ocorrendo no mercado onde a Nikon atua. Contudo, o que afetou o resultado foi a grande desaceleração das vendas de câmeras de entrada e modelos um pouco mais sofisticados de DSLR. Sobretudo na Ásia de uma forma geral.

Leia também: Quem realmente está ganhando dinheiro com fotografia?

A empresa espera que a venda de mirrorless e lentes para o sistema cresça nos próximos meses e anos. A questão é se o declínio no consumo de DSLR vai continuar impactando negativamente os resultados da marca mesmo com mais vendas de câmeras sem espelho (categoria que Sony e Fujifilm dominam). Esse cenário em conjunto com a pressão do avanço da Sony em várias partes do mundo (tomando a segunda colocação em vendas em mercados importantes) aumenta o desafio da Nikon no futuro próximo. Para acalmar os clientes e mostrar uma visão de futuro, o CEO da Nikon, senhor Toshikazu Umatate, disse que ele tem uma expectativa melhor para a marca nos próximos anos. Algo que ele relatou em uma entrevista recente para a Nikkei. Embora espere mais quedas nos números por conta do encolhimento do mercado de câmeras mundiais. “Nós esperamos que o lucro cresça para 20 bilhões de ienes daqui três anos. Estamos revisando nossas rede de vendas de câmeras digitais. As vendas online na América do Norte crescem enquanto das lojas físicas ainda são fortes na Ásia. Vamos reconstruir nossa estrutura de vendas com foco em cada potencialidade das regiões” disse. Ele comentou ainda que a reforma estrutural da empresa em 2016 reduziu os custos fixos. Mas que existe espaço para mais cortes. O CEO reconheceu as dificuldades que a Nikon vem passando. Inclusive ele comparou os números desse último ano com 2012. Com menos de um sexto do resultado daquele ano. De qualquer forma, ele reforçou que os planos são consistentes e fortes para recolocar a marca no patamar desejado.

>> UMA NOVA FORMA DE ACESSAR O CONTEÚDO FHOX 

Se você tem uma matéria, um relato, uma coluna, um tutorial ou qualquer outro tipo de conteúdo e quer contribuir com o FHOX.com.br, nos envie! Nosso departamento de redação vai analisar e, se aprovado, será publicado e assinado por você, respeitando todas as regras do direito autoral. Colabore clicando aqui: Você na FHOX.