Mercado 3 anos atrás | Leo Saldanha

Vendas de livros em alta (boa notícia para a fotografia impressa?)

Entenda porque essa notícia pode ser boa para o nosso ramo

por Revista FHOX
Foto: Amazon
A livraria da Amazon em Seattle. Sinal dos tempos! – Foto: Amazon

Vi hoje uma matéria indicando um crescimento nas vendas de livros impressos. O melhor resultado em 8 anos na maior economia do mundo. Interessante é que o artigo de Monica Nickelsburg fala ainda do retorno do vinil (mercado que viu as receitas crescerem em 30% só no último ano). E traz também números sobre o boom da fotografia instantânea. Segundo ela, toda uma demanda relacionada ao sentimento de nostalgia? O texto da jornalista dá como exemplo os cinco milhões de câmeras Instax vendidas nos Estados Unidos e no mercado europeu só em 2015 (30% a mais do que 2014).

Outra notícia recente que eu vi mostra que a fotografia analógica com filme também estaria ganhando força na China. Com tendência de jovens consumindo filme e pegando gosto pela foto impressa no laboratório. Parece que a Lomography estaria indo muito bem no território chinês.

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A jornalista diz ainda que as vendas nas livrarias norte-americanas cresceram 2.5% no ano passado e 6% nesse primeiro semestre de 2016. A primeira retomada de consumo desde 2007. Não é pouca coisa para um setor que sentiu forte queda nos últimos anos. Agora note o mais irônico nesses dados: a recente estratégia da gigante Amazon com o lançamento de lojas físicas. Quem diria, já que a Amazon foi justamente a responsável pelo fechamento de inúmeras livrarias de rua, pequenos estabelecimentos familiares. Até aqui a gigante de tecnologia e varejo conta com três lojas próprias (Em NY, San Diego e Seattle). É pouco, mas a estimativa é de que abram até 400 unidades no futuro.

Fujifilm Instax-5
Por aqui os sinais no mercado editorial se mostram positivos, embora tímidos se comparados com os números norte-americano (deve ser graças a crise). Enfim, o que isso tem a ver com fotografia e o nosso mercado? Eu vejo relação direta nesse interesse pelos livros, fotografia instantânea e outras coisas palpáveis. Na minha visão, álbuns fotográficos, decoração com fotos e fotopresentes podem se beneficiar dessa volta do apreço pelo tangível. Nada como tocar uma foto. Ou como costumo dizer: em um ambiente onde tudo é tão digital, o físico ganha força. Lá fora até virou expressão: print is the new digital (impressão é o novo digital). Concorda?

Trabalho do jovem fotógrafo ucraniano Oleg Oprisco. Ele só trabalha com filme fotográfico e ficou conhecido por suas lindas fotografias no mundo todo. Foto: Oleg Oprisco
Trabalho do jovem (26) fotógrafo ucraniano Oleg Oprisco. Ele só trabalha com filme fotográfico e ficou conhecido por suas lindas fotografias no mundo todo. Foto: Oleg Oprisco