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FHOX investe na plataforma digital como norte de inovação

Tour pelo campus do Google, em Mountain View
Tour pelo campus do Google, em Mountain View
Tour pelo campus do Google, em Mountain View

Em setembro de 2015, quando acompanhava o evento Canon Expo em Nova York, FHOX postou um vídeo, direto do pavilhão de exposições, sobre uma mesa futurista – um protótipo da marca – onde era possível manusear fotos da câmera como se fosse um game. Ao cruzar cem mil visualizações em menos de 24 horas, esse vídeo iniciava sua trajetória para ser o maior viral da história da revista. Hoje, ao buscar na sua timeline no Facebook, já ultrapassou a marca de 1,6 milhão de visualizações.

No dia seguinte ao post, ainda em Nova York, o programa foi jantar com o diretor criativo do Facebook, artista e designer, Ji Lee, que foi uma das principais do último Congresso Fotografar. Durante a conversa, Ji trouxe um dado impressionante, que dias depois seria notícia global: em apenas um dia, 27 de agosto de 2015, um bilhão de pessoas havia se conectado ao Facebook! Esta marca já tinha sido atingida em fevereiro de 2014, mas só que levara um mês para se formar. A impressionante evolução da conectividade mostra a profunda revolução que a nossa sociedade vive exatamente agora e na frente dos nossos olhos. Justifica os números alcançados pelo vídeo postado por FHOX e dialoga com mudanças que estamos assistindo em como as pessoas se informam, fazem negócios, se educam e se relacionam umas com as outras.

Basta ser dono de um smartphone (e quem não é?) para saber do que estamos falando. No Brasil, embora o crescimento tenha arrefecido no último trimestre do ano passado, beiramos os cem milhões de aparelhos. No mundo já são três bilhões. Uma nova economia se forma em torno dessa intensa conectividade. Embora o crescimento do País patine desde a metade de 2014, e-commerce e negócios digitais crescem a dois dígitos, ano após ano.

As pessoas passam horas conectadas, brasileiros mais que a média mundial, e deixam rastros do que fazem, do que querem e do que não gostam. Abordam marcas diretamente e destroem reputações em segundos. Nessa era disruptiva e acelerada, em constante expansão, nenhum negócio está imune e o poder como se conhecia até então vive profundo processo de diluição. Basta pegar a lista dos principais canais do Youtube, para ver que entre os 500 primeiros apenas três são de marcas e estão bem longe dos primeiros lugares. No topo, um sueco com um canal voltado para comentários sarcásticos de games, agrega mais de 40 milhões de seguidores.

A agradável São Francisco vista de Twin Peaks
A agradável São Francisco vista de Twin Peaks

Meca Tech O epicentro dessa revolução atende pelo nome de Vale do Silício, e foi motivo de duas visitas de FHOX nos últimos seis meses. A primeira no ano passado durante conferência voltada para negócios de imagem e mobile. A outra alguns dias antes da Feria Fotografar, aproveitando a conferência TIPA 2016.

Nessa segunda ida, o foco foi um tour mais profundo, visando estabelecer laços com o Vale, sua cultura, oportunidades e empreendedores que atuam lá impactando negócios em todo o planeta. “Não há outro lugar como este no mundo. O Vale do Silício não é apenas Tecnologia da Informação, é beleza, biotech, automotivo, energia, sustentabilidade. Aqui, todos os mercados e empresas estão ligados e próximos. Em todos os cantos do planeta tentam copiar a habilidade de colaborar e trocar ideias e a cultura tão forte e única daqui”, resume Bruce Novich, presidente da Divisão de Desenvolvimento de Novos Negócios da Fujifilm North America Corporation.

Novich é também um estudioso de mercados disruptivos e recebeu FHOX num impressionante Hub de Inovação que a marca japonesa instalou propositadamente no Vale, em busca de networking para suas inovações a partir da tecnologia do filme, que hoje estão em inúmeros outros produtos que a grande maioria das pessoas não imagina. Visite o link no portal FHOX.

QG da Oracle no coração do Vale do Silício
QG da Oracle no coração do Vale do Silício

Além do Hub Fuji, FHOX esteve na Universidade de Stanford, nos câmpus do Google e do Facebook, gigantes que estão na ponta da revolução, mas também conversou com a outra ponta como a startup Graava, cujos sócios são brasileiros. Foi recebida na empresa de sites Smugmug, que já comercializou mais de seis milhões de sites para fotógrafos profissionais. Entrevistou importantes figuras de conexão entre o Brasil e o Vale do Silício, como a brasileira Bedy Yang que é executiva na aceleradora e fundo de investimento 500 Startups, ou Margarise Correa da Bay Brazil, e também visitou o escritório de coworking que abriga a Apex Brasil no centro de São Francisco e serve de base para receber empreendedores brasileiros que queiram se aventurar na região.

Para não ficar apenas no ambiente corporativo e de negócios, esteve com dois criativos que já evoluíram o conceito de fotógrafo para outro patamar: Ivan Cash e Benjamin Von Wong. As impressões da viagem? Se você pretende criar um business de impacto global este é o lugar. Aliás, impacto é uma palavra recorrente nas conversas por lá. Imagem está pautando nossa sociedade, e é óbvio que há muitas oportunidades envolvendo o assunto, mas elas trazem também muita competição.

Há muitos brasileiros no Vale do Silício, parecendo valer a máxima de um povo criativo, mas no fundo é um lugar de diversidade cultural em que o mantra com que Ji Lee fechou sua palestra na Fotografar deste ano e que estampa sua coluna opinião nessa edição (pág. 82) parece ser a regra máxima: ideias são nada; fazer é tudo!

Entrada da campus do Facebook em Menlo Park...
Entrada da campus do Facebook em Menlo Park…
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… e seu impressionante escritório projetado pelo estrelado arquiteto Frank Gehry

Novo posicionamento Toda essa revolução que emana o Vale do Silício e impacta a sociedade atual está atingindo as cadeias econômicas em nível global. No papel que FHOX exerce no mercado fotográfico brasileiro, bem além de uma simples publicação, chegou a hora de dar um passo nesse cenário de disruptura e ampla conexão digital. Trazendo o setor consigo. FHOX já há um bom tempo, atua como uma agência de fomento ao empreendedorismo na fotografia brasileira, sendo responsável pela Fotografar, maior feira do segmento da América Latina, eventos itinerantes como FHOX On The Road, a revista on-line WB mag e as revistas impressas FHOX, FHOX RS e Fine Art Inside.

Atua também na construção de estratégias e eventos para marcas do ramo, operando como um centro de convergência entre fotógrafos, fabricantes de equipamentos, laboratórios profissionais, lojistas, prestadores de serviços e segmentos afins. Nesse contexto, embora faça excelente trabalho em suas mídias sociais, seu site não acompanhava em modernidade os outros pilares da empresa.

“Nosso site envelheceu e ao pensar em renová-lo, entendemos o novo nível de ferramentas disponíveis para empresas como a nossa, que mistura o papel de publisher com o de conector do segmento”, afirma Mozart Mesquita, diretor do Grupo FHOX. “Estamos lançando a primeira plataforma web dedicada exclusivamente à imagem, com conteúdo próprio especializado e colaborativo. Vem ocupar uma lacuna não só no âmbito da produção de conteúdo, mas também na oferta de serviços de tecnologia que nossa indústria ainda não usufrui, como targeteamento, mídia programática, opinion mining, big data, entre vários outros recursos impressionantes, que certamente vão mudar a forma como fazemos negócio no ramo”, conclui Mesquita.

O objetivo é mesclar todos esses recursos com a capacidade natural da revista de gerar informações, reportagens e pesquisas, tornando-se o maior portal de conteúdo voltado para imagem em língua portuguesa, unindo assim a força das publicações impressas e dos eventos à presença digital.

Para um projeto dessa magnitude, FHOX foi buscar parcerias de comprovada experiência no mercado e de resultados efetivos. A arquitetura da plataforma está a cargo de Giuliano Girondi que acumula 18 anos de trabalho na área de comunicação digital. Ele criou e dirigiu a primeira agência digital brasileira, a Netmedia, por dez anos, foi diretor da Abril e comandou os portais Guia da Semana e Oba Oba na E-bricks/RBS e Vírgula. Como consultor, ajudou empresas como a Catraca Livre, Caras, Discovery, Folha de S.Paulo, UOL e Valor Econômico. Nos últimos dois anos vem atuando no mercado de Ad Tech & Big Data e atualmente é CEO da operação brasileira da Gravity4, um parceiro global do Facebook.

Na ponta da engenharia do portal está a A2ad, primeira agência de content do mundo a atender o Twitter, com expertise no desenvolvimento e gestão de portais de grande relevância e audiência. Com produção de conteúdo digital estratégico, a empresa planeja, desenvolve e executa campanhas para diversas marcas, identificando as necessidades de cada uma, utilizando Business Intelligence para mapear e definir o público alvo no cenário digital. É dirigida pelo fotógrafo com larga bagagem no fotojornalismo dos anos 80 e 90, Angelo Perosa.

Camera Club – A plataforma está dividida em três grandes áreas que se comunicam entre si. A primeira sedia toda a produção de eventos e títulos FHOX, como a Feira Fotografar cujo site já está no ar e integrado às redes do Facebook e Instagram.

Mozart Mesquita na sede do Instagram em Menlo Park
Mozart Mesquita na sede do Instagram em Menlo Park

A segunda será a oferta de um amplo Market Place, tanto para as marcas quanto para serviços que dialoguem com o universo da imagem, num primeiro momento com foco no profissional mas com possibilidade de expansão aos quase cem milhões de donos de smartphones no Brasil, todos carregando câmaras nos seus dispositivos. Mesmo porque ser mobile é uma obrigação, num ambiente de internet onde mais de 70% da navegação são mobile.

A terceira área, ainda em desenvolvimento, é denominada Camera Club, o primeiro clube de vantagens pensado para quem vive de fotografia. Preços especiais para seguro de equipamentos, planos de previdência privada e saúde, linhas de crédito diferenciadas, cursos on-line, banco de imagens colaborativo em parceria com ferramentas que já atuam no segmento, permitindo monetização para os usuários. Sem contar as vantagens junto a laboratórios, distribuidores e indústria. Esses, a partir de agora vão poder falar diretamente com o público, através de espaços exclusivos, tendo acesso a relatórios de medição da audiência e avaliações do público atingido em tempo real para permitir adequações e correções de rota durante as ações de marketing.

FHOX é uma ponte entre o profissional da fotografia nos diferentes segmentos e as marcas. Agora vai ser uma jornada digital, em que o sentimento, a percepção das pessoas pelas marcas serão medidos em tempo real. Não fazemos nada sem métrica. Isso é fundamental para as empresas entenderem a comunicação atual”, diz Perosa. “Este é um dos pontos fortes da plataforma: o tratamento de dados, identificar quem é a audiência e a gestão desses dados. É um ponto de convergência do universo da imagem em todos os seus formatos como smartphone, tablet, etc.”, comenta Girondi.

Guinada perceptível na Fotografar – O pontapé inicial dessa mudança pode ser sentido na última Fotografar. No Congresso, a pauta deu uma guinada para inovação, o ponto alto disso foi a presença de Ji Lee no palco. Designer e diretor criativo do Facebook em Nova York, ele tirou o chão da plateia, desmontando preconceitos e despejando uma infinidade de ideias simples e geniais na cabeça dos felizardos fotógrafos de casamento que estavam presentes.

No ambiente da feira, um espaço montado em parceria entre a agência A2Ad e FHOX fez um movimento que parece sem volta e que serve de inovação em nível global: aproximar eventos da indústria fotográfica dos players de tecnologia. Numa espécie de piloto para as próximas edições, um minipalco recebeu executivos de Google, Youtube e Twitter, além de especialistas em uso do Instagram, ou o próprio Giuliano Girondi com sua experiência em mídia programática. “Foi um sucesso que deve mudar as coisas para o ano que vem, onde vamos trabalhar forte para ter um palco voltado para debater tecnologia com as empresas ícones do setor, fora a possibilidade de fazermos eventos em conjunto antes da feira chegar”, relata Mesquita. “O lado ruim é que o volume de trabalho vai ser imenso daqui para frente, estamos só começando uma grande jornada digital, a notícia boa é que as oportunidades são imensas e a experiência promete ser muito interessante.”