Mercado 3 anos atrás | Leo Saldanha

A dimensão do mercado de drones

Só nos Estados Unidos foram mais de 23 mil licenças de piloto emitidas nos últimos 3 meses. 500 mil entre amadores e profissionais até setembro desse ano

por Revista FHOX

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A notícia é do site Aeromagazine. Segundo o post, foram quase 300 certificados por dia aprovados pela FAA (Federal Aviation Administration). Tratam-se de certificações para pilotos comerciais. Em agosto passado, a agência reguladora definiu as regras na operação de drones profissionais. Para tanto, os interessados tiveram que passar por uma série de testes para obter os certificados (pagando uma taxa de 150 dólares). De 31 de agosto até 9 de dezembro foram quase 30 mil candidaturas profissionais.

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Outro número surpreendente mostra a dimensão do segmento total daquele país: a FAA registrou 550 mil drones nos Estados Unidos até setembro desse ano. São quase 2 mil drones cadastrados por dia. Registros (online) de todo tipo de dispositivos, tanto de uso profissional quanto amador (acima de 250 gramas).

É só mais um indício de que o mercado de drones não deve parar de crescer. São imensas as possibilidade de negócios dentro e fora da fotografia (e vídeo). No Brasil não existem dados muito precisos sobre o setor. E a regulamentação segue difusa. Uma matéria recente no site Canaltech indica alguns dados interessantes:

De acordo com um estudo realizado por uma parceria entre a Intel e a Penn Schoen Berland, empresa de pesquisas de mercado, oito em cada dez brasileiros veem essa tecnologia auxiliando no funcionamento da sociedade. Já a Associação Brasileira de Drones projeta que o setor deve fechar 2016 com um faturamento de R$200 milhões na indústria local. Um número de respeito, considerando que estamos falando de um recurso relativamente recente. 

Atualmente, o principal desafio do setor diz respeito a sua regulamentação. No nosso País, três entidades estabelecem regras para o uso de drones: Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que controla as radiofrequências, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), responsável por aparelhos e pilotos, e o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), que regula o uso do espaço aéreo.

A ANAC, por sua vez, está trabalhando no manual de regras para que os equipamentos possam ser utilizados e atender a demanda do mercado, sem prejudicar as empresas e formalizar o setor Esse processo é imprescindível para resolver a questão de segurança, principalmente em área urbana. Um exemplo dramático aconteceu em 2014 e foi avidamente noticiado por agência internacionais, em que um avião da American Airlines quase colidiu com um drone no estado da Flórida. Dessa forma, te convido a entrar nessa discussão. Qual sua opinião sobre essa tecnologia? Em linhas gerais, acredito que o mercado de VANTs está fazendo bonito, mesmo sem o devido apoio das autoridades. Nos resta aguardar os próximos movimentos do Governo e torcer para ver esses robôs voadores cada vez mais presentes em nossas vidas.