Formatura 2 semanas atrás | Redação

A era das Fintechs e da autonomia dos formandos

Startups auxiliam alunos na administração da festa de formatura e trazem opções de organização financeira para os eventos

por Revista FHOX

A formatura é, certamente, um dos eventos mais aguardados por estudantes durante toda a graduação. É a conclusão de um ciclo e todos querem celebrar. Em média, apenas uma festa costuma reunir cerca de 5 mil pessoas no Brasil. E o mercado de eventos fatura, aproximadamente, 17 bilhões de reais por ano. São mais de 1 milhão de universitários se formando anualmente e, entre eles, cerca de 40% planejam as festas de formatura.

Os próprios alunos organizados em comissões fazem a contratação de empresas especializadas para a realização do evento. São eles também que escolhem como e quanto vão pagar mensalmente até o dia da grande festa. Porém, as comissões de formatura, muitas vezes, encontram desafios no meio do caminho. Entre elas estão inseguranças, expectativas com os valores, pouco poder de barganha com as agências de formatura e, principalmente, descontrole financeiro.

A grande movimentação de dinheiro e a falta de orientação faz com que os alunos fiquem perdidos. Algumas turmas chegam a gerar cerca de 400 boletos por mês, por exemplo. Assim, no caminho podem surgir os inadimplentes, os que estão renegociando e os que cancelam o contrato. Por outro lado, algumas agências de formatura também não garantem a transparência das informações financeiras como, por exemplo, valores de fornecedores. Os alunos sequer sabem o que está sendo cobrado e, desse modo, é muito fácil que se perca o controle do que realmente entrou, do que saiu e de quem está devendo.

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Cláudio Cruz, da Z System

Segundo Cláudio Cruz, da Z Systems, hoje as empresas de formatura têm dificuldades em justificar os recursos pagos pelos alunos para as comissões de formatura. “Muitas comissões têm medo de que as empresas sumam com dinheiro, fechem e não paguem os fornecedores”, conta. De acordo com Cruz, geralmente as empresas recebem os valores em uma mesma conta empresa. Muitas delas possuem várias comissões como clientes. Se não houver organização por parte de quem vai distribuir e organizar os serviços, problemas podem surgir. Em 2018, por exemplo, a Celebração Eventos, do Piauí, e a Original, de Goiânia, faliram e tiveram que cancelar mais de 100 festas de formatura já programadas para os próximos anos.

“As comissões arrecadam dinheiro e todo esse recurso cai em uma única conta corrente, no caso, da empresa organizadora. Geralmente essas empresas trabalham alavancadas e aí a gente vê uma no Rio, por exemplo, que não entregou evento, ou outra no Paraná, porque se perde. Não tem jeito, às vezes nem é por má fé”, ressalta.

Para solucionar os problemas de gestão e facilitar a vida de quem vai se formar, fintechs e empresas especializadas em arrecadação antecipada e controle de gastos, como a ZSystems e a
Keeper oferecem opções de meios de pagamento e organização de arrecadações.

A paulistana Keeper é outra plataforma que vem atuando no mercado. Além de ajudar os alunos com a arrecadação antecipada, ela permite que eles façam simulações de festas de diversas maneiras e calcula quanto é preciso ser investido mensalmente para que o evento aconteça.

“Acreditamos que as empresas de formaturas são competentes na produção dos eventos, mas que as finanças devem ser um assunto tratado por outra empresa focada nesse assunto e independente. O mesmo acontece em outros mercados, como na aquisição de um veículo em que a venda e entrega é feita por uma concessionária, enquanto o financiamento é feito por um banco.

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Caio Zanatti, CEO da Keeper

Essa divisão garante a entrega de serviços melhores e mais competitivos para o cliente final”, explica Caio Zanatti, CEO da Keeper. Já para Cruz, as fintechs vieram para mitigar problemas de gestão. Se não, eliminá-los de vez. “Antes de mais nada, as fintechs são bancos digitais e totalmente desburocratizados. Uma comissão de formatura, por exemplo, pode abrir uma conta na fintech e todos os boletos pagos pela turma terão os recursos destinados diretamente para essa conta, onde a comissão de formatura tem total controle e pode, assim, pagar diretamente os fornecedores”.

Mas qual é vantagem desse meio de pagamento? Cruz explica que é a autonomia e a transparência para as comissões. “Quem está contratando fornecedores são as comissões de formatura, pois são elas que vão estar com o dinheiro na mão e as empresas prestadoras de serviço vão emitir suas notas para comissão. Ou seja, não tem nada a ver com a empresa de formatura em si. Com
isso há uma legalização maior”, diz.

Zanatti também reforça que transparência não é mais algo opcional nas relações comerciais e sim mandatório. “No caso das formaturas, acreditamos que as comissões precisam de um processo de arrecadação mais seguro e transparente, que dê tranquilidade para que eles foquem na produção do baile sem preocupações e sustos, do ponto de vista financeiro”, explica.

Para ele também, a arrecadação independente não só dá maior autonomia e segurança, mas do
controle e poder de planejamento. Isso evita que os alunos sejam pegos de surpresa em casos de
adesão abaixo da meta.

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