Formatura 6 meses atrás | Flávio A. Priori

Amo Formaturas: Um modelo de negócios diferente

Empresa do interior de Santa Catarina adotou formato de negócio que vem trazendo bons resultados

por Revista FHOX

Uma empresa de formatura precisa batalhar em diversas frentes para avançar com seu negócio. Negociações com fornecedores e formandos, cobranças de impostos e taxas, entre outros desafios. Por isso, qualquer iniciativa de algo novo e diferente deve ser estudada, especialmente quando é algo que vem mostrando bons resultados. Essa é a abordagem de Vanderlei Azevedo da Amo Formaturas, sediada em Chapecó, Santa Catarina.

Azevedo possui mais de 20 anos de experiência no mercado, entre fotografia de eventos e gerenciamento de empresas. Mexeu muito com o modelo tradicional de negócios do mercado durante os anos 2000.

Dinho Zanotto

 

“Sou fotógrafo de eventos desde 1996 e entre 2001 e 2007 fui sócio de uma empresa de formaturas. Por razões societárias decidi vender minha parte e focar na fotografia de eventos, casamento especialmente, mas desde a minha saída atuei como freelancer de outras empresas, então nunca abandonei esse mercado. Antes de 2001 já apostava nele, realizando formaturas na nossa região”.

Ao trazer toda essa bagagem na criação da Amo Formaturas, em 2017, decidiu estudar novas formas de otimizar o negócio. Por conta da sazonalidade das formaturas, não era raro valores serem colocados no capital de giro, o que causava insegurança na gestão de recursos. Foi pesquisando por soluções que encontrou a resposta com algumas empresas de formatura do litoral catarinense.

Vanderlei Azevedo

 

“Sempre tivemos a preocupação da gestão financeira dos recursos de uma formatura, bem como a questão fiscal da empresa e também não “misturar” o valor pago das formaturas com o giro da empresa. Antes de lançar a Amo Formaturas no mercado, pesquisei como essa gestão dos valores era feita em outros lugares. Nessa troca de informação, algumas empresas do litoral catarinense usavam um método interessante: o depósito dos boletos em uma conta da turma, e não da empresa”.

Esse formato tem algumas particularidades. É preciso operar com bancos cooperativos, que permitam que um CPF emita boletos, fala Azevedo. Para isso, a Amo fez uma parceria com a empresa Mobile para elaborar uma solução. “Criou-se um aplicativo que nós da AMO emitimos os boletos para os formandos com base na conta corrente ou poupança deles – não entra nada na nossa conta. Eles têm todo o acesso às informações sobre cada entrada, esse sistema gerencia os pagamentos, avisao vencimento, os inadimplentes, etc.”.

Dinho Zanotto

 

Desde o começo, Azevedo já acreditava no potencial desse modelo. Todo o processo é totalmente transparente, para que os alunos se sintam seguros com o seu investimento. Tudo é explicado de forma clara, para que não sobrem dúvidas. O empresário comenta que o “serviço” de abrir uma conta no banco pode ser um pouco desgastante para as turmas e sempre deixa aberta a possibilidade do modelo tradicional.

Contudo até o momento todas as turmas com as quais trabalhou apostaram no formato novo. “Em função deste sistema, orçamentos são discutidos e reavaliados até 90 dias antes do evento, ficando livre a empresa de problemas de sazonalidades, como valores de flores, tipo e acréscimos de cardápio, etc. Além de que, caso alguém necessite sair do evento por motivos específicos, os custos fixos podem ser rateados entre os demais. Na pior das hipóteses todo o evento é reavaliado para encaixar o novo orçamento, mas é algo muito raro de acontecer”.

Azevedo também explicou como funciona a parte de lidar com os fornecedores através desse sistema. Quando se faz necessário um pagamento de sinal, por exemplo, a própria comissão faz o procedimento, sem nenhum valor passar pela conta da empresa. E, em média, 45 dias antes da formatura, é feito o saque na conta dos formandos para o acerto final com os fornecedores. Assim, todos os terceirizados já foram remunerados até no máximo no dia do evento. Quanto às notas fiscais, elas são feitas diretamente pela comissão de formatura.

Amo FormaturasSara Heffel
Adriana Duarte e Vanderlei Azevedo, sócios da Amo Formaturas

 

A própria negociação com esses fornecedores fica mais fácil com esse modelo da AMO, permitindo
que a empresa tenha uma maior liberdade. “Com exceção das bandas, que em sua maioria pedem
um sinal, todos os outros fornecedores entenderam também o projeto e parecem seguros com o recebimento de forma antecipada. Isso deu a chance de aumentar a margem de negociação. Só
o fato de determinar alguns valores de uma forma mais vertical empresa-fornecedor, faz com que a
margem de lucro seja boa para o evento”.

Azevedo finalizou falando da importância de uma boa gestão. “Como empresa é preciso conseguir conciliar as entradas e ter uma estrutura absolutamente enxuta e sazonal. As entradas só acontecem nos períodos de formatura e por isso a gestão é vital nos outros momentos do ano”.

 

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