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Facebook anuncia novas mudanças que devem ter forte impacto para as marcas

Se você tem uma fanpage provavelmente já fez algum Investimento em posts pagos com anúncios que buscam engajamento, curtidas e mais seguidores. O fato é que o CEO e fundador Mark Zuckerberg da rede social de  2 bilhões de usuários (mais gente do que a população da China e dos Estados Unidos combinados) avisou em um post ontem que o enfoque do Facebook a partir de agora será na relação entre amigos e parentes. Menos visibilidade para notícias e mais visibilidade para pessoas. “As pessoas que mais importam nas nossas vidas”. O CEO destacou estudos internos do próprio Facebook que comprovam que notícias e informação em excesso até deixam as pessoas mais tristes. Logo, o objetivo maior de Zuckerberg para esse ano é resolver essa questão e arrumar a casa por completo. A mudança é imediata e prevê evoluções.

https://www.facebook.com/facebook/videos/10156988765141729/

Na prática isso terá impacto para empresas e negócios que usam o Facebook para publicidade e vendas e visibilidade. Fanpages de marcas e de notícias em geral perderão força para dar espaço para coisas mais pessoais. Dezenas de sites respeitados daqui e de fora destacaram o ajuste. Muitas publicações (veja detalhes no fim desse post) questionam a guinada depois de todo o investimento para aumentar a base de fãs ou aumentar alcance com posts. A conta tinha ficado assim: quanto mais seguidores você tem, maior a chance de aumentar o alcance orgânico. Quase sempre com algum investimento considerável de dinheiro para obter alcance.

>> Facebook vai punir páginas que pedem para curtir, compartilhar ou marcar amigos 

A

É provável que essa mudança afete outro produto quente do Facebook, o Instagram. Para milhões de usuários a medida chega em boa hora. Os novos padrões de algoritmos pareciam dar mais atenção para quem tinha muitos seguidores com exagero de publicidade e posts pagos poluindo em exagero a “timeline” dos usuários. Só não está claro até que ponto e como o Facebook vai fazer isso sem perder dinheiro. A Wired disse em matéria de hoje que na verdade as pessoas estão “saturadas” de Facebook e que a rede social agiu assim mais para fazer barulho do que transformar de fato as coisas. Outras publicações indicaram as possíveis consequências para quem tem fanpage ou depende da rede social para vender. Vamos a elas:

O que muda para quem tem fanpage? O esforço com  conteúdo relevante e conexões será ainda mais importante. Ser referência e ter uma marca reconhecida também contam muito.

Para quem tem grupos: parece que nada muda aqui. Já que o grupo funciona com fãs mais engajadas. Então, lançar um grupo dentro da fanpage pode ser uma boa ideia.

Publicidade: aqui o ambiente é turvo. Difícil saber como o Facebook vai conseguir equilibrar abrangência pessoal e familiar sem perder receita publicitária. Lembrando que é disso que o negócio dela depende. De venda de destaque e espaço publicitário na rede social. Parece que nada vai mudar muito aqui. Ou seja, se você quiser aparecer promovendo um post…ninguém vai impedir isso.

Quem leva vantagem? Teoricamente não é um absurdo pensar que as contas pessoais ganham ainda mais força. Os “influenciadores” tem tudo para se destacar nesse novo ambiente. Fanpages com bom conteúdo poderiam se destacar ainda mais. Aqui só um “porém”, pois parece que o Facebook vai identificar (não se sabe como) quais são as verdadeiras referências e colocar esses canais em destaque. Resta saber como será isso na rotina da rede social e se vai acontecer mesmo.

Estimular o debate e vídeos ao vivo – As “Lives” continuarão tendo destaque no algoritmo e publicações que estimulem a interação e debate também se destacarão.

“Queremos ter certeza de que o Facebook não seja só divertido, mas que seja bom para as pessoas.” disse o CEO no post do Facebook. 

O site da Bloomberg diz que Mark Zuckerberg implodiu o Facebook por dentro. Lembrando que no começo de 2018 Zuckberg elegeu como desafio pessoal do ano consertar a rede social. Isso, porque as críticas contra o Facebook não pararam de crescer nos últimos dois anos, especialmente de 2017 para cá. A rede social é acusada de ser uma ferramenta que estimula divisão entre as pessoas e que potencializa a polarização. O que não deixa de fazer sentido, já que na sua essência…ou você curte ou não curte. Ou você está de um lado ou de outro. Melhor muro digital que isso é difícil aparecer. A mudança nos botões até tentou resolver isso, mas pode até ter piorado o problema. O caso é tão grave que um importante ex-executivo do Facebook disse que a rede social incita essa divisão na sociedade e aumenta a discórdia geral.

A respeitadíssima revista The Economist publicou na matéria de capa em uma edição de novembro do ano passado questionando se o Facebook na verdade não ameaça as bases da democracia. Exagero? A julgar pelas mudanças anunciadas por Zuckerberg nesse começo de ano…não parece não. Então prepare-se mais uma vez para mudar tudo o que você (pensa que) sabe sobre negócios nas rede sociais. Quem sabe daí você possa até inverter a ordem das coisas e passe a ser uma boa ideia passar a compartilhar via fanpage seus posts da sua conta pessoal.

https://www.facebook.com/zuck/posts/10104413015393571

Alguns destaques na mídia daqui e de fora:

Exame – o Facebook mais próximo de suas raízes.

Folha de SP – Organizações de mídia tentam se adaptar ao novo Facebook

Olhar Digital – Facebook muda o feed de notícias para priorizar conversas de amigos

Época Negócios – Ex-executivo do Facebook diz que redes sociais estão destruindo a sociedade

Bloomberg – Mark Zuckerberg Just Blew Up Facebook From the Inside

New York Times – Facebook Overhauls News Feed to Focus on What Friends and Family Share

Forbes –  Facebook Focuses News Feed On Friends And Family, Curbing The Reach Of Brands And Media

WIRED Facebook’s news feed u-turn is all about happiness (and advertising)

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