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Lojas de telefonia ampliam a oferta de cursos para ajudar a vender aparelhos

Lojas de fotografia já fazem isso tem muitos anos (ou pelo menos deveriam). Afinal, essas turmas com cursos básicos e oficinas com fotógrafos costumam atrair público e geram fidelidade e oportunidade de vendas. Pois segundo matéria do jornal O Globo, as operadoras de telefonia e fabricantes estão transformando as lojas em sala de aula. A ideia é simples: vender experiência. Tudo serve para atrair clientes. Como estações para carregar aparelhos, ilhas com dispositivos para mexer e testar dispositivos e brincar com apps. Outra novidade é que algumas lojas passaram a ter espaço “kis” para deixar os filhos brincando enquanto aproveitam esses serviços.

Best Buy. Nos Estados Unidos cada marca possui uma ilha e especialistas atendem e també ministram workshops nas lojas

 

O fato é que assim como as vendas de sessões fotográficas e câmeras que estão caindo (no Brasil) com a crise estendida também afeta todos os mercados. Inclusive a venda de smartphones. Até porque hoje a base instalada desses dispositivos supera o número de habitantes. As pessoas estão demorando mais para trocar de aparelho. O resultado disso aparece nos números: em fevereiro o número de linhas caiu para 235.6 milhões. Queda de 2.84% em comparação com o mesmo mês de 2018. Dados da Anatel. Veja, são mais smartphones do que brasileiros. Embora a receita do setor de telecomunicações tenha crescido (1.3%) foi um aumento abaixo do índice de inflação (IPCA – 3.75%).

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De acordo com a matéria do Globo, a Vivo que conta com 1700 lojas no Brasil, passou a oferecer cursos de tecnologia. Um deles é justamente o que ensina idosos a usar redes sociais e a fotografar e filmar com o smartphone. Os números dessa iniciativa são efetivos. Basta notar que até agora a marca atendeu 8 mil alunos em 2600 turmas de workshops. O presidente da Vivo avisou no artigo que o objetivo da empresa é criar centros de experiências nas lojas. Algo que é tendência em todos os mercados. Ainda mais no varejo.

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No que ajuda ter turmas nas lojas? Para a Vivo, isso representou um incremento de 70% nas vendas de itens avulsos em 2018. Como conectores, cabos, película de proteção de tela e outros produtos e serviços. Essa demanda já representa 7% dos resultados da área móvel da Vivo. Ajuda também a vender mais aparelhos novos. Imagine que o consumidor chega com seu smartphone antigo, aprende a fotografar melhor e nota que um modelo recente pode ajudar ainda mais. Case isso com promoção relâmpago e um consultor a disposição com condições favoráveis de pagamento e a venda é questão de tempo.

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Consultores – além de vender, a Vivo criou um guru tecnológico. Alguém que fica na loja e ajuda a baixar apps, como usar os serviços no dispositivo móvel e claro, a trocar de aparelho. O que a Vivo está fazendo é treinar muito os funcionários para que eles deixem de ser vendedores e se tornem mais consultores. O que ocorre agora é que o consumidor vai no site de uma marca e se ela tem loja o processo começa na pesquisa on-line e vai desembocar no ponto de venda se tiver uma experiência aguardando por lá. Do contrário, para que visitar a loja. Mais fácil comprar na internet e aprender algo no YouTube. É aí que entra o aspecto analógico. Dos clientes e prospects tocarem, testarem e aprenderem na loja. E tirarem dúvidas com um especialista. Aliás, essa é uma estratégia que já demonstramos em outros exemplos de lojas que vendem equipamentos fotográficos lá fora. Caso da Best Buy e da Camera Land da África do Sul.

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CameraLand na Cidade do Cabo. Encontros, papos fotográficos, workshops

No fim, a matéria do Globo fala da Apple. Referência em varejo altamente rentável. A empresa que é uma das mais valiosas do mundo, apostou justamente no conceito de vivências dentro das Apple Stores. Com direito a workshops e palestras rápidas e até caminhadas fotográficas. E o cliente pode agendar o curso pelo site da Apple para depois ir à loja.

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Curso de fotografia e inovação na Apple Store em San Franciso. Com o fotógrafo Chase Jarvis

Outro exemplo citado no texto é da Oi. A empresa conta com 184 lojas próprias e 600 franquias. A empresa de telefonia vai pelo mesmo caminho com cafés da manhã com palestras e novas áreas de testes de videogame para testar a velocidade da internet vendida pela marca. São ambientes que se assemelham a casa do cliente com sofá e conforto. Dá até para agendar horário e em breve terão cursos também no local. Provavelmente a fotografia e vídeo vão entrar na pauta. Para lojas de foto que hoje recebem pedidos de impressão quase que na sua totalidade de smartphones e via WhatsApp essa é uma oportunidade crescente. Até porque oferta de cursos de fotografia dentro da loja de foto já acontecia antes com quem tinha câmera. Agora é a chance muito maior porque todo mundo tem uma câmera no bolso. Para fotógrafos com seus clientes finais a venda de curso de fotografia com smartphone também é uma oportunidade. Coisa que aliás, muitos fotógrafos já oferecem. Ao invés de enxergar como ameaça, notar como chance de venda. Certamente o aluno cliente do fotógrafo vai entender de uma vez por todas que não é só o equipamento que faz a diferença. Mesmo que seja um smartphone.

 

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