4 semanas atrás | Leo Saldanha

As tendências em marketing e negócios para 2020 (que também devem impactar quem vive da fotografia)

Marketing digital deve ditar boa parte dos esforços de todos empreendedores da fotografia e de outros ramos. Só não esqueça que o “mundo real” também dá resultados

por Revista FHOX

Nessa época do ano os negócios mais preparados (sejam fotógrafos, laboratórios e a própria indústria) já tem seus planos traçados, lição de casa feita no último trimestre de 2019. Claro, planos mudam, mas o importante é ter um mapa de ações para o ano que começa. De forma concreta, pesquisei nos melhores canais de informação e negócios as práticas que serão apostas das principais marcas do mundo. Obviamente o marketing digital será a grande aposta nesse sentido. As informações abaixo trazem dados de canais de notícia respeitados daqui e de fora e que podem te ajudar de alguma forma no seu mapa de negócios com fotografia em 2020. Só uma observação: são ações ou tendências que valem para a fotografia de uma forma geral. Só não fique tão preso nas tendências pois o clássico segue valendo: cuidar bem do cliente e ter um produto incrível continuam gerando indicações e marketing da melhor qualidade. Aquela velha história: clientes satisfeitos geram boca a boca.

As 6 tendências de marketing digital segundo Erica Queiroz, conteúdo publicado por ela no site StartSe, canal voltado para startups e marketing. Coloquei na íntegra com link para o post dela. Fiz comentários abaixo de cada ponto abordado por ela olhando para a nossa realidade da fotografia.

  1. Marketing Conversacional

Marketing conversacional é, segundo a Drift, “a maneira mais rápida de levar os compradores pelos  funis de marketing e vendas, por meio do poder das conversas em tempo real. Ele cria relacionamentos e experiências autênticas com clientes e compradores.”

As pessoas querem respostas rápidas, então quanto mais rapidamente a sua empresa respondê-las, maiores as chances de conversão. Quando a sua empresa tem esse contato um a um, cria uma personalização. E é isso que as pessoas vêm buscando cada vez mais: elas querem respostas únicas para as suas necessidades exclusivas. E respostas imediatas.

Os três passos principais do marketing conversacional são engajar os leads com conversas, e não com formulários extensos; entender o que eles querem rapidamente, e recomendar os próximos passos corretamente, para movê-los pelo funil de vendas, rumo à conversão.

Os chatbots são uma ótima opção para o marketing conversacional, pois estão disponíveis 24/7. Mas o final do processo deve se dar pela interação com um humano, porque a máquina ainda não possui uma relação totalmente humanizada para oferecer. Quem sabe em breve?

Meu comentário: excelente material que mostra a importância de gerar conversas. No marketing 4.0 promoção (divulgação) é conversa. Logo tem tudo a ver com o que ela diz. Só cuidado com as mensagens automáticas e robozinhos. Nós mesmos da FHOX fizemos uma experiência com Chatbots e não foi tão bacana assim. Passa uma imagem fria e automática. Creio que vale o mesmo para DMs no Instagram e outros meios de enviar contatos pelo WhatsApp e afins. Melhor cuidar de caso a caso e mostrar que você quer conversar com cada um. Até porque estamos falando de um negócio de emoção em que pessoas compram pessoas. Um robô de atendimento é um muro que divide você dos seus clientes nesse sentido. Isso vale para fotógrafos, lojas de foto e até para a nossa indústria. Queremos atendimento humano e mais próximo. Ouvi uma frase ótima outro dia sobre o assunto: marketing é se importar e cuidar das pessoas.

  1. Marketing de Influência

Os famosos influenciadores digitais vieram para ficar. O desafio é se manter ligado a quem está emergindo e quem está perdendo seguidores. Você também precisa escolher aqueles que tem identificação com a empresa e que caibam no seu orçamento.

De acordo com relatório da Elderman, 63% dos consumidores confiam muito mais nas opiniões dos influenciadores sobre os produtos, do que naquilo que as marcas dizem sobre si mesmas. Além disso, 58% das pessoas compraram um novo produto nos últimos seis meses, devido à recomendação de um influenciador.

Atualmente, o Instagram é a melhor rede social para usar influenciadores. Mas antes de sair pedindo orçamentos, tenha em mente uma ideia bem detalhada do que a sua empresa quer, formato e quantidade de postagens etc., para depois partir para a busca de influenciadores, cujo perfil se identifique com as diretrizes da empresa.

Só quando tiver uma lista dos mais interessantes, peça orçamentos para fazer comparações e ter uma ideia da ordem de grandeza de seguidores versus valor do trabalho, para ver em qual vale mais a pena apostar.

Segundo a NeoReach, o valor médio da “earned media” (valor de publicidade que uma empresa ganha, derivado de esforços promocionais que não sejam publicidade paga) é de 5,20 dólares para cada dólar gasto em marketing de influência. É algo que pode valer muito a pena para o seu negócio.

 

Minha opinião – Os influenciadores estão bombando em várias frentes. O negócio da influência se expande de tal forma que até os micro influenciadores ganharam força. Você pode ser um deles e talvez nem saiba. Usar a parceria com eles e que de fato gere uma relação em que os dois lados ganham parece algo muito acertado. A combinação parceria + influenciador digital tem tudo para dar certo desde que faça sentido para ambas as partes e com os valores tanto do negócio (seja ele qual for) e do influenciador. Ter coerência e empatia são pontos cruciais. Traduzindo: se você atende fotografia de família tem que encontrar a pessoa que influencia esse público e não pegar uma pessoa que parece importante só porque ele tem 100 mil seguidores (e talvez nenhuma relação com seu alvo). Preste atenção.

 

  1. Busca por Voz

Os assistentes de voz já são uma realidade em muitos países e estão crescendo aqui no Brasil também. Alexa, Siri e Google podem ajudar a fazer buscas, enviar mensagens, ler textos em voz alta e ter grande valia no marketing digital.

A pesquisa por voz vem aumentando rapidamente. Para se ter uma ideia, a ComScore afirma que, em 2020, 50% das buscas serão feitas por voz.

Desse modo, otimizar o VSEO (voice search engine optimization) do seu negócio é algo imprescindível nos próximos anos. Para isso, tenha sempre em mente como a pessoa falaria para buscar algo, em vez de como ela escreveria essa busca.

Use perguntas, pois é assim que fazemos na maioria das buscas por voz (Qual o restaurante italiano mais próximo? Qual a previsão do tempo para hoje?).

Quem otimizar primeiro e com mais qualidade, ganha as primeiras posições na busca orgânica.

 

Minha opinião – Esse novo mercado da voz avança com força. A tendência é de controlarmos tudo com a voz. Do rádio do carro até o drone. Da impressora a câmera de ação e o software de edição. Aqui o estudo destaca que a voz vai crescer para a busca com aparelhos de assistência inteligentes ou apps com a mesma função. Faz sentido olhar para isso com cuidado. Sobretudo para negócios de fotografia relacionados ao público de alto padrão. Ou mesmo das marcas do nosso mercado que estão em busca de fotógrafos conectados ao extrema que já tem Alexa, Echo Dot e outros apetrechos e tecnologias do tipo. Mas no Brasil ainda não é algo dominante.

 

  1. Vídeo Marketing

vídeo tem se tornado cada vez mais importante no marketing digital. O consumo de vídeo tem aumentado exponencialmente e, de acordo com dados da MarketingCharts.com, de Outubro de 2019, essa tendência continuará em alta nos próximos anos.

E vale lembrar que vídeo não se trata somente de YouTube, apesar de ele ser o grande favorito. Mas você pode usar os stories do Facebook e do Instagram, o IGTV, fazer transmissões ao vivo (lives) somente da sua empresa ou com convidados. Há diversas possibilidades. Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

Uma dica que funciona bastante, caso a sua empresa possua um blog, é embedar vídeos nos artigos. Isso faz com que os seus textos sejam mais relevantes para o Google e apareçam em melhores posições. Além disso, vale muito a pena transcrever o conteúdo dos vídeos. Desse modo, você tem mais conteúdo para contribuir para o SEO ou o VSEO do seu blog. Se quiser saber mais sobre Vídeo Marketing, recomendo a leitura deste artigo.

 

Minha opiniãoVídeo cresce tanto que em breve vai atingir mais de 80% do tráfego na internet ainda em 2020. E com o avanço do 5G nos próximos anos a tendência é o vídeo engolir a fotografia e se tornar ainda mais presente nas nossas vidas. A verdade é que já está meio assim. E o curioso é que os fotógrafos, laboratórios e até a indústria investem muito pouco em vídeo para divulgar seus negócios. Seja mostrando bastidores, produtos, contando histórias e afins. Embora já vejamos algumas marcas fazendo isso nas redes sociais tudo parece muito feito de forma tática e esporádica. O que fica claro é que usar a ferramenta do vídeo para divulgar e engajar clientes terá um papel muito maior nos próximos anos.

 

  1. Aplicativos de Mensagens

Apesar de muita gente ainda acreditar que os apps de mensagens só servem para se comunicar com amigos e familiares, eles têm sido uma ferramenta muito útil de marketing digital, para a empresa conversar one-to-one com os consumidores. E muitas empresas têm utilizado essa forma de mensagem em substituição aos e-mails, enviando mensagens personalizadas e até mesmo para grupos.

Para isso, o WhatsApp é a plataforma campeão. O aplicativo detinha, em outubro, 1,6 bilhão de usuários. Hoje mesmo, recebi uma mensagem (chatbot) de um aplicativo de comidas no meu WhatsApp, querendo saber por que eu não estava mais comprando lá.

Com a informação que dei, eles podem me oferecer algo personalizado, para que eu volte a comprar com eles, além de terem detectado uma possível falha no processo.

A propósito, quando eu quero uma resposta rápida de uma empresa, vou logo no Facebook Messenger e, geralmente, recebo uma resposta bem rapidamente. É muito melhor que ligar e acessar diversos menus, esperar meia hora para ser atendido.

Além disso, você pode enviar imagens para explicar um problema, se for o caso. Enfim, acaba sendo mais fácil e prático. E quando quero uma resposta imediata, uso o live chat, se a empresa tiver esse recurso.

Como passamos muito tempo nesse aplicativos (até reunião de negócios faço com frequência por WhatsApp), as empresas já vêm utilizando alguns deles para fazer anúncios patrocinados. Talvez seja uma boa ideia para implementar na sua empresa. Afinal, logo as pessoas poderão fazer compras por meio deles.

 

Minha opinião: os apps de mensagem são ferramentas poderosas de venda e relacionamento hoje. Servem para acompanhamento, informações e muito mais. Com a nova versão do WhatsApp Business isso ficou ainda mais poderoso e no Brasil já estamos muito ambientados com isso. WhatsApp vende e muito. Telegram também é forte e não ter participação e forma de atuar nessa frente é um grande desperdício de um quentíssimo ponto de contato com clientes, fornecedores e prospects. Embora seja muito usado no Brasil, causa estranhamento que muitos fotógrafos e marcas da fotografia não usem e disponibilizem o WhatsApp para seus clientes.

 

  1. Personalização

Já falei um pouco sobre personalização acima, mas agora vou me aprofundar um pouco mais. O marketing personalizado, também conhecido como marketing one-to-one, consiste em usar dados para entregar mensagens individualizadas a potenciais clientes. Assim, uma mensagem diferenciada pode ser entregue a um cliente potencial, no momento ideal.

De acordo com pesquisa da Epsilon, com 1.000 pessoas de 18 a 64 anos, 80% disseram que têm mais probabilidade de fazer negócios com uma empresa, se ela oferecer experiências personalizadas. E 90% afirmam que a personalização é interessante.

Mercado Livre, YouTube, Spotify, AliExpress, Netflix e Amazon, por exemplo, são grandes exemplos de empresas que usam a personalização. Com base no que você comprou, ouviu ou assistiu, elas te dão outras recomendações, que têm a ver com o seu gosto. Afinal, elas sabem do que gostam as pessoas que têm um gosto parecido com o seu.

Apesar de parecer difícil personalizar, se você analisar bem os dados da sua empresa, sempre conseguirá encontrar um jeito de torná-la possível. Bem, essas são as 6 tendências de marketing digital que, na minha opinião, a sua empresa deve levar em consideração em 2020.

Minha opinião: personalização na fotografia é obrigação. Criamos algo que na essência tem a “cara do cliente” seja o álbum, foto presente ou aquele retrato corporativo. Personalizar não só no digital, mas no impresso também com níveis de sofisticação que só é possível hoje. Dá para customizar um álbum com itens dos clientes e dá para ir além em vídeo e no digital no mesmo sentido. Personalizar é adicionar valor e fugir da guerra de preço. Personalizar imprimindo é fazer ainda mais garantindo as memórias das famílias. Do lado do profissional é a chance de se diferenciar e do lado dos laboratórios e da indústria é a oportunidade de fidelizar clientes que esperam e precisam de algo único.

Bem próximo do que o conteúdo acima indica, outro post do Mundo Marketing (de Bruno Mello) também conversa e oferece uma visão completa para todos os negócios. Segundo o artigo, 2020 será a década do marketing de resultados. E o que seria isso? Ele diz no texto que os consumidores vão se relacionar com marcas que acreditam e que compactuam dos mesmos valores. E que isso vai impactar as empresas e as pessoas em todas as esferas. Embora nessa nova fase os consumidores comprem de forma mais consciente, a decisão passará por algo mais poderoso: esse produto ou serviço traz resultados para mim?

O que ele quer dizer é daquela família que contrata um fotógrafo para um aniversário e recebe um material que emociona de verdade a todos. Da fabricante de câmeras que resolve um problema inesperado de forma rápida e surpreendente. De um laboratório ou loja de impressão que atenda de um jeito rápido, eficiente e de fato preocupado com a necessidade dele. Isso já era difícil antes, mas a máxima segue valendo: marketing é sobre se importar e cuidar das pessoas.

No caso do material publicado pelo site IT Fórum fica visível o impacto da tecnologia em tudo o que envolve negócios. Questões como robotização (que já atinge a fotografia), realidade aumentada e sob medida estarão presentes com mais força daqui para frente. Um tanto parecido com o material da StartSe, a diferença é que o texto aborda um item que considero o mais relevante. De que daqui para frente vamos ter que educar para vender. De criar eventos envolvendo parceiros para ensinar o valor do negócio para os consumidores. E isso vale para o digital e o mundo real. Um exemplo são fotógrafos que fazem vídeos mostrando porque imprimir é superimportante para as famílias. Ou porque a segurança no newborn é obrigatório. Já vi fotógrafos fazendo isso com eventos dentro de lojas parceiras mostrando como a fotografia pode ajudar nas mais variadas formas. Seja para ter uma foto que ajude a conseguir um novo namorado, emprego ou para vender produtos. E o parceiro certo para fazer isso é questão central.

2020 será a década do marketing digital. Os investimentos nesse sentido sejam de grandes marcas e da própria dominância do Google/Facebook comprovam isso. Contudo, não podemos dizer que será assim para sempre e sem alterações. O exemplo é a ascensão do TikTok. Já reparou como essa marca está aparecendo nas postagens de especialistas e de matérias sobre marketing digital? Não é para menos. Recentemente o CEO do Snapchat (Evan Spiegel) disse que o TikTok será maior do que o Instagram. A rede social chinesa avança na geração Z e Alpha com muita força (os mais jovens) e já teria passado de 700 milhões de usuários no mundo. Aliás, o próprio Snapchat e Instagram no começo tinham mais jovens presentes e usando essas ferramentas. Se a década que passou foi do Instagram é arriscado dizer que continuará sendo assim nos próximos anos.

E para fechar uma matéria recente da respeitada The Drum trouxe a visão de Charlie Carroll, diretor comercial da agência londrina Push Group.

Veja os 7 pontos que ele considera como de grande impacto para o futuro do marketing digital:

1 – A inteligência artificial vai transformar o cenário desse mercado. Já existem serviços on-line que fazem tudo em termos de marketing digital. Compram os anúncios, criam os filtros e fazem análise e aprendem com o tempo para realizar campanhas. Segundo Carroll, os sistemas de inteligência artificial estão impactando nesse momento no mercado. Só em 2018 a tecnologia representou um aumento de 22% na conversão de campanhas que usam aprendizado de máquina. O especialista diz que a velocidade desse avanço de 2020 para frente será estonteante. Com desempenho superior aos humanos nas tarefas de marketing digital. Sejam elas complexas ou simples.

2 – Quem usa o marketing digital vai atuar em diferentes plataformas. Aqui justamente de não fica preso só ao Facebook/Google. Para Carroll, os profissionais que investirem em várias plataformas terão resultados com vantagens. Quais seriam esses canais? Amazon, LinkedIn, Twitter. E tudo na base do teste e ajuste para melhorar o desempenho de acordo com os resultados.

3 – O alvo na audiência será feito de forma consistente. Ele diz que o uso das listas de remarketing serão coisa do passado. O foco a partir de 2020 nas operações mais sofisticadas de marketing digital será em pontos de contato específico ao longo da jornada do cliente. Os melhores farão isso na hora certa e com a audiência certa o que possibilitará o crescimento da clientela sem a necessidade de bombardear o mesmo cliente diversas vezes para vender. Um relatório da Marketo Engagement Gap mostra que 56% dos consumidores querem que os negócios entendam suas reais necessidades. Em 2020, o marketing terá que contar histórias que melhorem a vida dos clientes e que ensinem de forma satisfatória. Ou seja, educar para converter os clientes ajudando-os nas suas questões pessoais.

4 O avanço da inteligência artificial as estratégias de marketing terão que inovar. Quem não fizer isso ficará no lugar comum e tende a perder espaço. Uma abordagem estratégica pensada para o cliente de forma criativa. Aqui o resumo é simples: com a automação tomando conta vai sobrar espaço para agir de forma criativa. Aproveitar os dados gerados para criar fazendo a adaptação necessária para os resultados. No fim, a inteligência artificial vai liberar mais tempo para pensar de um jeito mais complementar e criativo. Carroll diz que vão sobreviver nesse mercado aqueles que souberem se adaptar a nova era da inteligência artificial no marketing digital.

5 – O crescimento dos chatbots – assim como no outro estudo, Carroll diz que os robôs de mensagens terão papel predominante. Inclusive mais humanos e capazes de entender de forma pessoal e agir de maneira informativa.

6 – Marketing de conteúdo de alto nível vai fazer a diferença. Volta aqui a questão de educar para vender. De mostrar valor em informações úteis para o público que se deseja vender. Conteúdo de alto nível será a forma mais efetiva de gerar contatos e vendas. Em 2020 o destaque mais forte será para os “anúncios que informam e que tem profundidade”. Oferecer uma experiência pessoal e com informação útil de verdade e pessoal para sua audiência.

7 – PPC e SEO serão aliados. Carroll diz que a estratégia do marketing digital (anúncios pay per click/tipo Facebook por exemplo) vai caminhar junto com o SEO (busca orgânica no Google). Saber combinar as duas ferramentas entre as duas vai fazer a diferença nas campanhas digitais de 2020. De forma integrada e que gere dados que beneficie ambas as partes.

 

E como fica o marketing na fotografia nisso tudo?

Claro que as informações acima trazem dados úteis também para fotógrafos e negócios de fotografia. O que está claro para 2020 é o avanço de uma estratégia híbrida. O negócio de fotografia, seja ele qual for, terá que olhar para uma combinação de fatores e se adaptar à nova realidade. Receitinhas mágicas e estratégias com fórmulas prontas que funcionaram nos últimos anos não necessariamente terão resultados efetivos daqui para frente. Fazendo um resumo com tudo o que foi abordado acima podemos tirar as seguintes indicações:

– Vídeo será uma poderosa ferramenta de divulgação no site e nas redes sociais. Vídeos curtos, sedutores e que se encaixem na sua identidade de comunicação.

– Atender de forma humana e conversacional em uma era que avança para os robôs do atendimento pode até ser diferencial. E para a fotografia que envolve emoção isso é diferencial.

– Medir, ajustar e testar sempre que necessário. Tanto nas divulgações em redes sociais quanto nas estratégias para vender em ações presenciais. O fotógrafo e negócio da fotografia vai ter que olhar mais para os dados dos clientes e fazer uma análise da audiência.

– Criar conteúdos para fazer o marketing. Seja com eventos ou on-line. Ensinar e informar para vender falando daquilo que você faz na fotografia. E sobretudo, contar histórias.

– Buscar canais inusitados e poucos explorados para ter resultados. Ou seja, não ficar só no Facebook/Instagram/Google. E isso vai requerer criatividade e investimentos alternativos. Seja usando influenciadores ou novas (e inexploradas) plataformas. Caso do próprio LinkedIn, Pinterest e TikTok.

– Entender que vendas é parte do marketing e que um plano de marketing vai ficar difícil sem ter um trabalho consistente e de longo prazo para resultados efetivos.

Encontrar uma trilha pessoal para conseguir as soluções necessárias para o seu negócio. Ou seja, entendendo de uma vez por todas que a saída para atrair e manter clientes envolve algo muito único para o seu caso. Primeiro porque o cenário competitivo muda a cada seis meses e as próprias plataformas online mudam junto. Logo, as regras e receitinhas não atendem como atendiam antes. Em um ambiente de alta competição com crise estendida isso obviamente não será uma tarefa muito favorável. Lembrando que o marketing digital oferece mais um grande obstáculo para a fotografia como negócio. Por quê? Porque o marketing digital tem limitações de fazer a venda para tudo o que envolve a fotografia. Até porque a fotografia ocorre de verdade (quase sempre) no mundo real. Seja em um ensaio, uma festa de aniversário, um retrato, folhear um álbum ou imprimir fotos. O consumidor da fotografia compra “nosso mercado” em momentos de prazer e relaxamento. Em situações em que ele está “desarmado” e propenso a consumir de forma mais emocional. O desafio será conseguir chamar a atenção para o seu negócio em um mundo em que as pessoas estão cada vez mais ligadas em suas telinhas e em que a fotografia digital perde valor dia após dia. Conseguir reverter esse quadro vai envolver uma série de tarefas desafiadoras. Como adicionar valor a sua oferta fotográfica e trazer o cliente até o fechamento do contrato. Para um mercado onde toda segunda-feira nascem centenas de fotógrafos não será uma “briga” fácil. Na verdade, vai dar muito trabalho e terá respostas que só você pode levantar as perguntas. Preparado para fazer as perguntas certas?

O assunto rendeu tanto que faremos outra publicação abordando só o marketing e as tendências de negócio na fotografia na semana que vem.

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