Negócios 4 meses atrás | Redação

As 10 desculpas mais comuns nos problemas com marketing na fotografia

O primeiro erro a gente antecipa: achar que você não já faz marketing

por Revista FHOX

Quando um cliente olha suas fotos pela primeira vez essa já é uma percepção de marketing. Ele vai julgar seu trabalho, sua identidade e por aí vai. Se ele entrar em contato, vai julgar se o atendimento foi rápido (mesmo que seja via WhatsApp) e vai formar uma opinião. Logo, o marketing começa no primeiro contato do seu cliente (prospect) com seu trabalho. Ou melhor, na verdade começa antes. Pois a pergunta mais importante deveria ser: como foi mesmo que ele te encontrou em primeiro lugar?

A Escola de Negócios FHOX separou aqui os 10 erros mais comuns dos empreendedores da fotografia quando o assunto é atrair e manter clientes. Afinal, com 30 anos de mercado acreditamos que a gente entende um pouco desse mercado.

1 – O problema é que eu não sei fazer marketing. Ou variações da mesma frase: não sei o que é marketing, não entendo marketing, etc. . Quando na verdade, o composto faz parte do negócio (sempre!). Você faz marketing sim. Só não faz se não tiver começado o negócio. Se bem que pesquisa de mercado e planejamento também estão na lista de itens das tarefas de casa para quem está pensando em começar na fotografia. Como disse no começo do texto, o cliente julgará cada ponto do seu negócio. Da fotografia até a forma como você fala, se veste e escreve. Ou seja, tudo é marketing inclusive a sua fotografia.  Quer entender melhor? veja esse vídeo clicando aqui: O que é marketing? 

2 – Meu problema é o preço! Logo que acontecem os primeiros problemas é o preço o culpado. Estou muito caro! Meus concorrentes cobram pouco. Os clientes não estão dispostos a gastar. A culpa é da crise. São algumas das justificativas de quem está com problemas. E são louváveis, mas a culpa não é do preço. O que identificamos é um composto do marketing que inexiste de forma estruturada. O negócio de fotografia não tem definido claramente as questões como produto, ponto (digital e físico), promoção (digital e física) e o preço. Sem um ajuste desses “P´s” não há como melhorar o preço. Ou criar uma estratégia para compensar as perdas. E sim, dá para baixar o valor desde que exista uma estratégia definida (como produto de ataque e outras iniciativas). Quer entender mais sobre isso? Então clique aqui: A culpa não é do preço!

3 – O problema é a minha concorrência! Fotógrafo e negócios de fotografia em geral gostam de delegar o problema para terceiros. E normalmente o “pepino” é da concorrência. Obsessão com os competidores e baixar preço porque o concorrente baixou é a destruição do mercado. Copiar produtos, estratégias é nivelar por baixo. É destruir valor e marca. Claro que é importante acompanhar os movimentos da concorrência. Só não vá ficar mais preocupado com o que os outros fazem e não fazer nada quanto a isso. Uma boa alegoria que explica o problema está nesse texto: Todo mundo quer o topo!

4 – Não sei usar as ferramentas de promoção! Se promover não funciona como antes é porque as plataformas mudam constantemente e porque cobram e porque empreendedores da fotografia muitas vezes querem fazer promoção antes mesmo de ter produto diferenciado, preço ajustado e uma estratégia promocional alinhada com o composto completo do marketing. Fotógrafos por exemplo, são vaidosos. Amam suas fotos e querem divulgar antes mesmo de definir um posicionamento promocional. Quer entender melhor? então clique aqui: Promoção. 

5 – Não tenho objetivos e nem um propósito. Como saber onde quer chegar se não existem objetivos definidos. Como desenhar um caminho se você nem sabe quem você é. Aqui não entra baboseira motivacional. A ideia é de reconhecer seu próprio perfil, um processo de autoconhecimento para criar uma marca, reposicionar o negócio e acertar as estratégias e plano de marketing de acordo com esse perfil. Como é que o fotógrafo vai atuar com criança se o que ele curte mesmo é natureza? Saber o que você quer e qual o seu propósito na fotografia vai fazer toda a diferença. Esse é o item 5, mas na hora de botar a mão na massa deveria ser o primeiro da lista. Um bom exemplo de propósito está nesse case de estúdio pet. Saiba mais aqui: Le Terrier Studio

Leia também: Quem realmente está ganhando dinheiro com fotografia?

6 – Meu produto não encanta. Não existe marketing bom de produto ruim. E isso começa pelas fotos criadas, serviços, experiência atrelada ao produto. Prazo de entrega, embalagem e tudo o que está envolvido com o produto. Pode ser o álbum, itens extras e afins. Seu produto “fotografia” é diferente de fato ou igual ao do concorrente. Se o produto que você entrega é mediano ou ordinário, você vai ter um precinho ou preço médio. E depois não adianta ficar reclamando. O produto impacto no preço, no propósito, na luta com os concorrentes, etc. Ter um bom produto é crucial no sucesso do negócio. E de novo, sempre pode e deve ser ajustado constantemente. Para melhor, claro. Um bom case para se inspirar e que ilustra produto casado com toda a estratégia está aqui: Verve Portraits. 

7 – Minha presença é inconsistente. Presença é ponto (digital+real). O ponto hoje não representa mais só o espaço físico. Na verdade, consideramos a presença digital combinada com o ponto de venda real. Se o fotógrafo ou a empresa não conta com ponto físico (e-commerce) isso deve ser levando em consideração. Ponto é presença. Digital e físico. A integração é relevante e importante no composto do marketing. A importância do ponto está em destaque nessa matéria: Optisom

8 – Eu não consigo administrar tudo. O desafio é a integração. Conseguir fazer tudo, de ser fotógrafo, vendedor, administrador e ainda gerir o marketing. E olha que a gestão do marketing envolve uma série de outros fatores. Como vendas, planejamento, pesquisa, atendimento, etc. É muito difícil cuidar de tudo isso. Só que se quiser viver disso, terá que gerir tudo. Você acha que sua administração de tempo é ruim? imagine de um negócio desses clicando aqui: O sonho de um negócio na fotografia. 

9 – Eu acho que ser marketeiro é deixar de ser fotógrafo! Hoje, com esse mercado competitivo em crise, na verdade é o contrário. Se você não fizer marketing vai deixar de viver da fotografia. Só não será assim se você faz por prazer e pela arte em si. O equilíbrio entre criatividade e negócios é possível. Pode não ser fácil, mas existem inúmeros exemplos que comprovam isso. Talvez esse texto possa te ajudar a ter uma visão mais abrangente: marketing e marketing do artista

10 – Antes dava certo e agora não dá mais! O que funcionava antes não quer dizer que vai continuar funcionando. Aliás, o marketing pede ajuste frequente. Você tem que ajustar de tempos em tempos. Isso vale para os 4 P´s e toda as outras partes do marketing 4.0 (e dos 9 P´s do marketing na fotografia). O mercado está se transformando profundamente: veja esse case de um estúdio norte-americano que ilustra essas mudanças. Wall Crawl. 

Na Escola de Negócios FHOX na atividade marketing 4.0 (próxima turma em 1 de outubro em São Paulo como atividade exclusiva no FHOX Newborn 2019) todos esses pontos são abordados com profundidade e no detalhe. A diferença é que fazemos uma análise personalizada para cada participante. E que fique claro: não existem receitinhas prontas e fórmulas mágicas. Cada negócio precisa de plano único e exclusivo. Saiba mais: Escola de Negócios FHOX