Negócios 1 semana atrás | Redação

As 10 desculpas mais comuns nos problemas com marketing na fotografia

O primeiro erro a gente antecipa: achar que você não já faz marketing

por Revista FHOX

Quando um cliente olha suas fotos pela primeira vez essa já é uma percepção de marketing. Ele vai julgar seu trabalho, sua identidade e por aí vai. Se ele entrar em contato, vai julgar se o atendimento foi rápido (mesmo que seja via WhatsApp) e vai formar uma opinião. Logo, o marketing começa no primeiro contato do seu cliente (prospect) com seu trabalho. Ou melhor, na verdade começa antes. Pois a pergunta mais importante deveria ser: como foi mesmo que ele te encontrou em primeiro lugar?

A Escola de Negócios FHOX separou aqui os 10 erros mais comuns dos empreendedores da fotografia quando o assunto é atrair e manter clientes. Afinal, com 30 anos de mercado acreditamos que a gente entende um pouco desse mercado.

1 – O problema é que eu não sei fazer marketing. Ou variações da mesma frase: não sei o que é marketing, não entendo marketing, etc. . Quando na verdade, o composto faz parte do negócio (sempre!). Você faz marketing sim. Só não faz se não tiver começado o negócio. Se bem que pesquisa de mercado e planejamento também estão na lista de itens das tarefas de casa para quem está pensando em começar na fotografia. Como disse no começo do texto, o cliente julgará cada ponto do seu negócio. Da fotografia até a forma como você fala, se veste e escreve. Ou seja, tudo é marketing inclusive a sua fotografia.  Quer entender melhor? veja esse vídeo clicando aqui: O que é marketing? 

2 – Meu problema é o preço! Logo que acontecem os primeiros problemas é o preço o culpado. Estou muito caro! Meus concorrentes cobram pouco. Os clientes não estão dispostos a gastar. A culpa é da crise. São algumas das justificativas de quem está com problemas. E são louváveis, mas a culpa não é do preço. O que identificamos é um composto do marketing que inexiste de forma estruturada. O negócio de fotografia não tem definido claramente as questões como produto, ponto (digital e físico), promoção (digital e física) e o preço. Sem um ajuste desses “P´s” não há como melhorar o preço. Ou criar uma estratégia para compensar as perdas. E sim, dá para baixar o valor desde que exista uma estratégia definida (como produto de ataque e outras iniciativas). Quer entender mais sobre isso? Então clique aqui: A culpa não é do preço!

3 – O problema é a minha concorrência! Fotógrafo e negócios de fotografia em geral gostam de delegar o problema para terceiros. E normalmente o “pepino” é da concorrência. Obsessão com os competidores e baixar preço porque o concorrente baixou é a destruição do mercado. Copiar produtos, estratégias é nivelar por baixo. É destruir valor e marca. Claro que é importante acompanhar os movimentos da concorrência. Só não vá ficar mais preocupado com o que os outros fazem e não fazer nada quanto a isso. Uma boa alegoria que explica o problema está nesse texto: Todo mundo quer o topo!

4 – Não sei usar as ferramentas de promoção! Se promover não funciona como antes é porque as plataformas mudam constantemente e porque cobram e porque empreendedores da fotografia muitas vezes querem fazer promoção antes mesmo de ter produto diferenciado, preço ajustado e uma estratégia promocional alinhada com o composto completo do marketing. Fotógrafos por exemplo, são vaidosos. Amam suas fotos e querem divulgar antes mesmo de definir um posicionamento promocional. Quer entender melhor? então clique aqui: Promoção. 

5 – Não tenho objetivos e nem um propósito. Como saber onde quer chegar se não existem objetivos definidos. Como desenhar um caminho se você nem sabe quem você é. Aqui não entra baboseira motivacional. A ideia é de reconhecer seu próprio perfil, um processo de autoconhecimento para criar uma marca, reposicionar o negócio e acertar as estratégias e plano de marketing de acordo com esse perfil. Como é que o fotógrafo vai atuar com criança se o que ele curte mesmo é natureza? Saber o que você quer e qual o seu propósito na fotografia vai fazer toda a diferença. Esse é o item 5, mas na hora de botar a mão na massa deveria ser o primeiro da lista. Um bom exemplo de propósito está nesse case de estúdio pet. Saiba mais aqui: Le Terrier Studio

Leia também: Quem realmente está ganhando dinheiro com fotografia?

6 – Meu produto não encanta. Não existe marketing bom de produto ruim. E isso começa pelas fotos criadas, serviços, experiência atrelada ao produto. Prazo de entrega, embalagem e tudo o que está envolvido com o produto. Pode ser o álbum, itens extras e afins. Seu produto “fotografia” é diferente de fato ou igual ao do concorrente. Se o produto que você entrega é mediano ou ordinário, você vai ter um precinho ou preço médio. E depois não adianta ficar reclamando. O produto impacto no preço, no propósito, na luta com os concorrentes, etc. Ter um bom produto é crucial no sucesso do negócio. E de novo, sempre pode e deve ser ajustado constantemente. Para melhor, claro. Um bom case para se inspirar e que ilustra produto casado com toda a estratégia está aqui: Verve Portraits. 

7 – Minha presença é inconsistente. Presença é ponto (digital+real). O ponto hoje não representa mais só o espaço físico. Na verdade, consideramos a presença digital combinada com o ponto de venda real. Se o fotógrafo ou a empresa não conta com ponto físico (e-commerce) isso deve ser levando em consideração. Ponto é presença. Digital e físico. A integração é relevante e importante no composto do marketing. A importância do ponto está em destaque nessa matéria: Optisom

8 – Eu não consigo administrar tudo. O desafio é a integração. Conseguir fazer tudo, de ser fotógrafo, vendedor, administrador e ainda gerir o marketing. E olha que a gestão do marketing envolve uma série de outros fatores. Como vendas, planejamento, pesquisa, atendimento, etc. É muito difícil cuidar de tudo isso. Só que se quiser viver disso, terá que gerir tudo. Você acha que sua administração de tempo é ruim? imagine de um negócio desses clicando aqui: O sonho de um negócio na fotografia. 

9 – Eu acho que ser marketeiro é deixar de ser fotógrafo! Hoje, com esse mercado competitivo em crise, na verdade é o contrário. Se você não fizer marketing vai deixar de viver da fotografia. Só não será assim se você faz por prazer e pela arte em si. O equilíbrio entre criatividade e negócios é possível. Pode não ser fácil, mas existem inúmeros exemplos que comprovam isso. Talvez esse texto possa te ajudar a ter uma visão mais abrangente: marketing e marketing do artista

10 – Antes dava certo e agora não dá mais! O que funcionava antes não quer dizer que vai continuar funcionando. Aliás, o marketing pede ajuste frequente. Você tem que ajustar de tempos em tempos. Isso vale para os 4 P´s e toda as outras partes do marketing 4.0 (e dos 9 P´s do marketing na fotografia). O mercado está se transformando profundamente: veja esse case de um estúdio norte-americano que ilustra essas mudanças. Wall Crawl. 

Na Escola de Negócios FHOX na atividade marketing 4.0 (próxima turma em 27 de agosto em São Paulo) todos esses pontos são abordados com profundidade e no detalhe. A diferença é que fazemos uma análise personalizada para cada participante. E que fique claro: não existem receitinhas prontas e fórmulas mágicas. Cada negócio precisa de plano único e exclusivo. Saiba mais: Escola de Negócios FHOX