Negócios 3 meses atrás | Leo Saldanha

A gigante Shutterfly foi comprada por um fundo de investimentos

Apollo Global Management já tinha comprado a Snapfish soma a nova marca ao portfólio. Aquisição que custou mais de 1.74 bilhões de dólares

por Revista FHOX

A Shutterfly é uma gigante de serviço on-line que atua no mercado norte-americano desde 1999. Um negócio de impressão de fotos avulsas, photobooks, fotopresentes e também com oferta de outros serviços como cartões de visita, locação de equipamentos e outros. Nós já mostramos a empresa diversas vezes tanto na revista impressa como aqui no site. Veja aqui: Shutterfly. Pois a notícia que acaba de sair é que a marca digital foi comprada por quase 1.8 bilhão de dólares.

A compradora é a Apollo Global Management (Private Equity). Segundo diversas matérias, entre elas do jornal USA Today (um dos maiores dos Estados Unidos) a Shutterfly nos últimos anos estaria sentindo redução de impressão. Isso por conta do comportamento de consumidores finais que estão preferindo deixar as fotos nas redes sociais e na nuvem. A Shutterfly tem sede em Redwood City na Califórnia. Para se ter uma ideia na desvalorização das ações da marca. Um ano antes cada ação da empresa valia 94 dólares e na última segunda valia 50 dólares. Além da aquisição, um novo CEO foi anunciado. Trata-se de Ryan O´Hara, que antes comandava a Move Inc.

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O fato é que a Shutterfly virou referência de impressão na maior economia do mundo. Ganhou força com o avanço do e-commerce nos anos 2000. Um dos fatores de mudança certamente tem relação com o surgimento dos smartphones e das próprias redes sociais. Lembrando que o Instagram surgiu em 2010. No histórico da Shutterfly muitas aquisições ocorreram. Caso da compra do serviço on-line de impressão da Kodak por 23 milhões de dólares em 2012. Vale destacar contudo, que a receita da marca seguia crescendo. Ainda assim, no começo de 2017 a empresa demitiu 260 funcionários (13% do total). Mais recentemente a Shutterfly comprou a Lifetouch (negócio de 80 anos de foto escolar) ao custo de quase 900 milhões de dólares. Segundo o comunicado oficial, a Shutterfly passará por fusão com a Snapfish (outra grande operação de impressão online dos Estados Unidos) e que faz parte do portfólio de 150 empresas da Apollo.

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Desafios – a questão da impressão estar em risco persegue quem atua no mercado faz tempo. Será que as pessoas vão continuar imprimindo? Sobretudo por conta da mudança de comportamento dos consumidores mais jovens. Será mesmo que eles não querem imprimir? Diversos estudos mostram que não é bem assim. Redes de roupa dos Estados Unidos voltadas para jovens passaram a vender vinil, Polaroid e Instagram e com bons resultados. A Wonder Photo Shop acabou de lançar mais várias unidades de lojas pela Europa atingindo 116 pontos pelo mundo. O enfoque é no usuário de smartphone e na venda de experiência, fotopresentes e personalização.

Aqui entra um desafio para o serviço on-line. Já que os dois exemplos citados acima são físicos. Competir com a conveniência da fluidez digital e da nova era da fotografia social (a imagem gerada para redes sociais) traz um grande desafio na venda para consumidores finais. Não parece mero acaso que uma empresa como a Amazon tem investido em lojas físicas nos Estados Unidos. A palavra-chave: integração. Nesse “bololo” todo é preciso dizer algo importante. As famílias não vão deixar de imprimir. Só que fazer mais do mesmo e não oferecer experiências e combinações interessantes na oferta de produtos também não ajuda. Deve ser por isso que novas marcas digitais nos Estados Unidos, na Europa e até aqui no Brasil apostam em produtos únicos e serviços de conveniência. O que fica claro. É que se impressão de fotos fosse um mal negócio um grande fundo de investimentos não compraria a Shutterfly por quase 2 bilhões de dólares. Em tempo: O´Hara, o novo CEO, trabalhou antes no mercado imobiliário. “Eu não poderia estar mais animado para participar da missão da Shutterfly de ajudar a capturar, preservar e compartilhar memórias importantes da vida” disse o executivo. O CEO comentou ainda da sinergia da Lifetouch com a Shutterfly. Resta saber se a operação combinada conseguirá atender de forma mais agressiva aos interesses das famílias.

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