Apoie a FHOX Impressa e garanta recompensas incríveis!


A fotografia impressa e a emoção tangível

Imprimir fotos em suas mais diferentes possibilidades de produtos vai muito além do que só faturar com fotografia. Na verdade, envolve a causa do legado dos clientes. Algo que deveria facilitar todo o processo do marketing

Uma foto impressa pode valer nada ou muito. Depende é tudo uma questão de percepção. De um lado, para quem não tem conexão com aquilo, trata-se de um mero pedaço com dimensões bem definidas e nada mais. Do outro lado, quando se trata da nossa história, a dimensão é outra. Em muitas famílias, fotos de parentes são únicas e verdadeiras relíquias. E se tornou cada vez mais frequente ouvir: “poxa, nem tenho fotos no papel de determinados momentos ou pessoas importantes”. O fato é que imprimir fotos para quem vive da fotografia não é só uma questão de “ter um produto para oferecer”. Aliás, seguir só por essa linha de “oferecer por oferecer” é percebido por quem consome. Na prática, o consumidor entende que é uma oferta de produto em uma relação meramente comercial. Traduzindo: ele quer me empurrar algo. Isso ocorre com frequência por uma mentalidade que insiste em ocorrer entre profissionais da fotografia. De novo, oferecer produto por oferecer. Sem causa verdadeira ou acreditando de verdade nisso. 

O que notei desde que entrei neste mercado: os fotógrafos e negócios de impressão que se destacam indicam a emoção aos clientes quando o assunto é produto impresso. Mostram e vendem com este apelo emocional. Entendem de forma real a força e o propósito no que é entregue. Resumindo: sabem que estão entregando mais do que a personificação do trabalho. Porque na verdade estão criando obras para pessoas e famílias. Em questões que envolvem sentimentos, vaidade, status e emoção. 

Talvez por isso a clássica venda no estilo “por impulso” continue forte depois de tantos anos como uma forma efetiva de vender fotografias. Traduzindo: aquela venda no risco apresentando o produto finalizado para quem foi retratado. A pessoa nem pediu o produto, mas com boa chance de levar na venda por impulso. Por que ainda vende? Porque a apresentação é do tipo de impacto e se o “vendedor” conseguir romper a barreira racional com a parte emocional…está feita a venda. Veja, não estou inventando nada aqui. Muitas empresas e fotógrafos atuam desta forma e vendem. Sobretudo nos mercados de foto escolar e de formatura. 

photos between pair of brown leather boots on floor

Superando o racional – A razão principal para vendermos fotos impressas em produtos diferenciados deveria ser expandida. Queremos faturar? sim, mas é sobre deixar algo para as pessoas. Se o produto é bem produzido e de qualidade real, então vai durar por gerações. Se o retrato da pessoa agradou e ajudou a elevar a autoestima,então vai para um lugar de destaque na casa. Se contou uma história impactante e emotiva…então será relembrado entre as pessoas fotografadas com boas folheadas das páginas do álbum. O grande ponto a ser entendido, e que os fotógrafos que vão bem já entenderam, é que as pessoas querem saber delas. Querem algo criado para elas e que envolve suas histórias. Personalização dos produtos com uma venda emocional. Normalmente, estes profissionais vendem coleções com nomes com toques emotivos. Usam a divulgação no formato de história e dão uma dimensão com toques muito pessoais que se conectam com o que os clientes viveram naquele momento fotografado. Como é que a pessoa retratada não vai querer um produto (obra) sobre aquilo? Bem diferente da oferta do tipo: compre a sessão e leve umas fotinhas…

grayscale photography of camera

Por que a parte racional falha? Só dizer que vai entregar fotos impressas é uma boa razão para ativar um argumento com um cliente? Mas ele pode sempre dizer que depois vai fazer. Que pode ficar na nuvem mais um pouco. O que não deixa de ser verdade. O contra argumento: mas você não terá isso por perto agora e depois sempre fica para depois. O digital traz a falsa sensação de “posse”. Uma percepção enganosa. Dá para confiar nas plataformas com relação às nossas memórias? Que tal lembrar que faz poucos dias que ficamos sem Face, Insta e Whats. O papel de instigar e alertar sobre estas questões é do especialista (você!). E é trabalho constante, diário e interminável. Deveria fazer parte da rotina assim como é com postagens para levar curtidas e salvamentos e compartilhamentos em redes sociais. 

Veja também: Legado: a grande causa do produto impresso na fotografia

O produto não tira a importância do digital, na verdade potencializa. Inclusive pode ajudar em várias frentes “racionais”. Como colaborar nos conteúdos para publicar por exemplo mostrando suas características de durabilidade e seu valor nas casas das pessoas. Inclusive, a foto impressa permite usar novos recursos tecnológicos como adicionar uma trilha sonora com Spotify ou ter um vídeo incluído com realidade aumentada. Ou seja, vivemos algo que antes não estava disponível para fotógrafos dez anos antes. Então por que tantos não fazem produto? E por que os que fazem seguem a linha do “mais do mesmo”? A foto digital é capenga, incompleta e descartável. Contudo, ela é ágil, conveniente e instantânea. É irrefutável a força online da fotografia. E é neste ponto que entra uma visão mais abrangente que alguns já entenderam: o melhor caminho é ter o produto e somar com a parte online. Ou seja, não é sobre “um ou outro”, mas sim de juntar os esforços. E sim, dá mais trabalho só que adiciona valor. 

A fotografia no papel conectada com a força do apelo emocional pede honestidade. Óbvio que as pessoas não vão querer imprimir fotos só para imprimir. Claro que elas vão considerar o lado financeiro. Contudo, se o cliente pede para pagar menos não quer dizer necessariamente que você deve cortar o impresso para poder cobrar menos. Mas sim, você pode oferecer uma opção mais simples com menos entrega de algo impresso (mais em conta). O importante é entender que essa escolha de não ter nada impresso é sua e não do cliente. A forma de mostrar que vale muito a pena ter algo especial no produto também é sua. E isso vai envolver mais esforço da sua parte em criar essa percepção emotiva em relação ao produto. Se tudo dito neste conteúdo não está claro para você então temos um problema. A fotografia é um trabalho emocional. Quer entender na prática? Basta buscar uma pessoa que tem uma única foto de um ente querido e pedir para ela rasgar aquela fotografia? Ou perguntar para alguém que não tem momentos marcantes em fotos impressas (ou mesmo digitais) para relembrar vivências. Enfim, a foto impressa tem esse valor real de uma forma muito particular, individual. E o mais importante é compreender que é sobre a percepção de valor sentimental do cliente. Entender isso vai fazer a diferença para as pessoas que você atender e para seu negócio de fotografia. 

Dias 25 e 26 de outubro vamos abordar em profundidade a importância fundamental da foto impressa e no desenvolvimento de produtos na fotografia. Uma atividade com vagas limitadas que vai ocorrer em São Paulo em um evento 100% PRESENCIAL. Saiba mais e venha começar sua jornada na criação do seu legado na fotografia. Saiba mais clicando aqui: FOTO+PRODUTO PRESENCIAL 2021