Conheça o ImageCon - Conferência do Imaginário

Wemark e o avanço do blockchain na fotografia

Um ano depois, a startup israelense cresce com sua plataforma descentralizada e segura para fotógrafos

Wemark chegou ao mercado com uma proposta de dar mais poder aos fotógrafos na questão da venda imagens. Uma solução que chegou com a promessa disruptiva de pagar mais aos profissionais pelas fotos vendidas. Hoje esse ambiente de bancos de imagem é dominado por 100 empresas, embora a dominância maior seja de algumas poucas e grandes marcas. Essas corporações pagam entre 10 e 15% de comissão para os fotógrafos. O que a Wemark promete é pagar mais para cada fotógrafo e dar mais controle nas operações. Com transparência e gerenciamento facilitado.

O blockchain entra nesse serviço de varias formas. Primeiro, por atuar de maneira descentralizada (sem um servidor central). Segundo, por oferecer um banco de dados compartilhado e seguro. Cada bloco é independente e não pode ser modificado ou excluído. Uma espécie de verdadeiro quebra-cabeças criptográfico. Além disso, com a oferta de processamento de alta capacidade computacional e validação rápida entre as partes. Tudo isso garante segurança e rapidez nas transações.

No modelo tradicional os intermediários ficam com quase toda a receita

A relação entre as partes (comprador e fotógrafo) é mediada por contratos inteligentes. Ou como a própria Wemark explica: “A relação entre as partes interessadas no blockchain é governada por contratos inteligentes, isto é, partes de código que permitem funções semelhantes às leis, como assumir o controle de uma entidade com base em algumas condições. Os contratos inteligentes são transparentes, orientados por regras, automáticos e irreversíveis, portanto, a confiança é gerada automaticamente no sistema”.

O fato é que Wemark criou uma plataforma baseada em blockchain de Ethereum para que os fotógrafos possam ter o futuro de seus trabalho sob controle total. Na prática isso representa que os profissionais podem licenciar suas fotos diretamente para os consumidores, sem nenhuma agência ou intermediário envolvido. Logo, os fotógrafos podem ganhar até 85% da receita com royalties, uma salto considerável dos atuais 15 a 35% que ganham atualmente. Outra vantagem é que o preço é definido pelos próprios fotógrafos, os detalhes de consumo do seu trabalho são transparentes para eles graças à tecnologia blockchain.

As taxas de royalties são garantidas por contratos inteligentes imutáveis, e nem os fotógrafos nem a Wemark podem alterá-los posteriormente, criando confiança no sistema. Os fotógrafos podem se cadastrar na plataforma usando uma interface de usuário simples (UI). Todas as transações entre os consumidores e os fotógrafos serão realizadas na WMK.

Será que vai vingar? Essa é a pergunta que muitos especialistas vem fazendo. No caso da Wemark ao menos a adesão segue avançando. Basta notar que a empresa já firmou parcerias com a Caia Image e a Cavan Images . A plataforma já tem mais de 300.000 fotos enviadas por mais de 3 mil fotógrafos. Outro detalhe importante: a empresa realizou uma Oferta Inicial de Moedas (ICO) em julho de 2018 com a Wemark Token.