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Um primeiro e importante passo em defesa dos conteúdos digitais

As três marcas batizaram a empreitada de CAI (Content Autheticity Initiative). Trata-se de uma importante medida em defesa dos criadores de conteúdos digitais. Entre eles os fotógrafos, publicações (como a FHOX) e outros negócios que geram conteúdos em sites e nas redes sociais. A CAI traz a junção das três empresas colaborando em um sistema de atribuição que via proteger a forma como as pessoas consomem e criam conteúdo. A ideia central é que as pessoas que leem notícias ou vem imagens saibam se aquilo é autêntico de verdade. Dana Rao, vice-presidente e do conselho geral da Adobe disse que com a proliferação de conteúdos digitais as pessoas querem saber se o que é criado é real ou não.

Foto: Amelia Holowaty Krales / The Verge

Segundo a Adobe, a CAI terá um sistema do tipo “opt-in” que vai permitir aos criadores e canais colocarem as informações de atribuição. Não está claro como essa tecnologia vai funcionar, mas especulações indicam algum tipo de metadados e a possível utilização de blockchain. O que na teoria representaria o seguinte: mesmo que um foto seja compartilhada milhares de vezes, a raiz da fonte se manterá inalterada. Ou seja, respeitando a origem e indicando o fotógrafo no caso. Um dos desafios é que tudo isso depende de as pessoas optarem pela participação na iniciativa. E por isso que tanto Twitter quanto NYT entraram nessa colaboração que deve estimular outros canais e plataformas a entrarem no sistema. “É crítico para a tecnologia que as empresas de mídia participam de forma a empoderar os consumidores de forma a que eles possam avaliar e entender os conteúdos on-line” disse Rao. Contudo, ainda não existe uma data oficial de lançamento dessa iniciativa e mesmo a parte de como vai funcionar a parte técnica desse sistema.

Scott Belsky (Chief product officer, da Adobe) disse em entrevista para o site The Verge que essas características técnicas serão trabalhadas e que o cenário ideal é que a plataforma vai criar um relatoria de quem criou conteúdos e se alguém modificou algo no arquivo. “Acreditamos que muitos criadores digitais ficarão felizes de fornecer essa informação. E que no tempo, os consumidores vão esperar como padrão que esses conteúdos já venham com atribuição” disse Belsky para The Verge.

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O fato é que essa notícia é benéfica. Mesmo ainda parecendo algo utópico e distante do dia a dia. Pois isso traz um ganho real para fotógrafos, publicações e canais de conteúdo da internet. Já que hoje fotos e vídeos e outros arquivos correm soltos nas redes sociais sem qualquer controle. Ainda mais em tempos de fake news e desinformação generalizada. O que a CAI quer fazer é ir além de dar só os créditos aos responsáveis por conteúdo. Mas sobretudo ajudar os consumidores a entender o que é real e o que não é. O responsável pela área de pesquisa e desenvolvimento do New York Times, Marc Lavallee, disse no comunicado que “combater a desinformação vai pedir todo um novo ecossistema que envolve criadores, publishers e as plataformas. E todos trabalhando juntos. Essa iniciativa cria as bases para o início dos padrões e protocolos necessários”.  Saiba mais: https://theblog.adobe.com/content-authenticity-initiative/

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