Smartfhox 2 anos atrás | Leo Saldanha

Truepic quer acabar com as fotos fakes

App que trabalha com tecnologia blockchain tem utilidade variada e deve ajudar a prevenir fraudes dos mais variados tipos. Ferramenta já é usada por seguradoras, corporações e ONGs em mais de 100 países

por Revista FHOX

2018 começou com a surpreendente notícia da Kodak lançando uma criptomoeda própria. O fato é que tudo o que envolve o assunto gera interesse e costuma estar acompanhado de alguma polêmica. Muitos talvez não saibam, mas a grande revolução das moedas virtuais está na tecnologia que torna possível fazer a compra e o registro das operações. Batizado de Blockchain, a tecnologia que usa a descentralização como medida de segurança promete uma revolução em todos os negócios. O melhor de tudo é que assim como a KodakOne, surgem outras iniciativas envolvendo Blockchain. Veja o caso da Truepic. O app foi destaque em matéria recente do site Digital Trends. Truepic nada mais é do que um sistema de autenticação de imagens para combater fraudes e a nova onda das notícias falsas (fake News). Uma plataforma de autenticidade de imagens para a internet.

Truepic verifica automaticamente uma foto na hora do clique. O sistema comprova a autenticidade em tempo real. O serviço funciona via aplicativo e usa a tecnologia na nuvem. Truepic usa a imagem capturada na hora e faz a autenticação quase na mesma hora. A câmera na mão do usuário serve só mais como uma lente para tornar esse processo possível. O processamento é super rápido mesmo para grandes quantidades de dados. Truepic usa a codificação com a tecnologia Blockchain para garantir a segurança total contra qualquer tipo de manipulação com fotografia. O tempo da checagem é de 12 segundos entre o clique e a chancela final da Truepic. Os servidores na nuvem pegam a foto e analisam os metadados com uma sofisticada ferramenta de computação visual. Cada clique recebe uma marca d´água Truepic que vem com um número de série único. Cada foto traz uma url de verificação exclusiva que só poderá ser acessada usando o respectivo código do número exclusivo. Assim, criou-se uma forma de verificar se a foto é autêntica mesmo que alguém tente burlar a Truepic gerando uma marca d´água falsa da empresa.

Mais do que olhar os metadados, a tecnologia caça todas as informações do sensor do smartphone. Desde sinais de wifi até condições climáticas da região comparadas com a posição do GPS. E qual o uso prático disso? Saber se uma foto é verdadeira e com uma assinatura de comprovação pode ser útil para notícias, para apps de encontros. Data, local, horário. Nada passa despercebido pelo sistema da Truepic. A empresa diz que um fraude comum é de pessoas que tiram fotos de outras fotos para tentar enganar sistemas parecidos. Com a Truepic isso não ocorre. Já que o app sabe se a pessoa tenta fazer isso. Obviamente, a marca não diz tudo de como essa tecnologia funciona. Mas ela será usada cada vez mais para usuários de bancos, seguradoras e afins. Ainda mais agora em que usamos serviços bancários e uma série de aplicativos com profissionais e de outros problemas sérios envolvendo o smartphone.

A Truepic não conta o segredo dos bastidores, mas dá alguns palpites. A tecnologia reconhece se algo fotografado é tridimensional ou 2D. E de identificar isso com altíssima precisão. A matéria da Digital Trends mostra que só nos EUA prejuízos com fraudes em seguros somam 40 bilhões de dólares por ano. Com essa novidade da Truepic, ganham os usuários e as pessoas que atuam de forma honesta. Outro uso fantástico do app é para serviços de jornalismo cidadão. Afinal, como a aplicação sabe se uma foto é real, isso garante mais confiança para veículos de comunicação e agências de notícia em geral. É uma questão de tempo até que isso se torne uma via recorrente para jornais e outros meios. Empresas de cosméticos e de beleza, negócios de gerenciamento de imóveis e sites de vendas de produtos (usados e leilões) são outros mercados fazendo uso do Truepic.

Agora é só esperar para ver quando chegará ao uso massificado. Algo que aliás, já está ocorrendo. Pois Truepic é usado por 100 países em dezenas de ONGs no mundo. A única limitação é que a tecnologia ainda não está disponível para câmeras profissionais. Quem sabe esse seja o próximo passo da empresa. A própria Truepic reconhece a importância disso no trabalho de fotojornalistas do mundo todo. O caso do falso fotógrafo brasileiro, por exemplo, provavelmente não teria acontecido se essa ferramenta existisse nas câmeras profissionais e mirrorless. Seja como for, a chegada do Blockchain na fotografia indica um futuro promissor com efeitos transformadores benéficos e revolucionários. Quem sabe assim seja uma força contrária eficiente contra a febre do fake news. Truepic diz na chamada do site: nós trazemos a autenticidade de volta para a internet, é o tipo de argumento poderoso para o momento em que estamos vivendo. Saiba mais: https://truepic.com/

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