Smartfhox 3 anos atrás | Leo Saldanha

2016 não foi um ano tão fácil para os smartphones

Muito se comenta sobre a indústria de câmeras, mas a vida não está simples para muitas marcas do segmento mobile

por Revista FHOX

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Não faltam notícias sobre a indústria dos smartphones. Em especial quando o assunto envolve fotografia. Contudo, algumas marcas penaram no último ano. FHOX separou as derrapadas, os acertos e quem deve vir com tudo em 2017.

Samsung: o ano foi mais do que complicado. Já sem a divisão de câmeras, a empresa apostou forte no modelo premium Galaxy Note 7. Só que o dispositivo começou a pegar fogo e a explodir com ampla cobertura da mídia.

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A Samsung demorou para responder a crise de imagem gerada pelas ocorrências. Com casos graves de queimadura e já afetando as vendas até de outros aparelhos. O cenário é complexo. Ano bem ruim da marca. A crise foi tão forte que afetou até os resultados do fabricante de chips Qualcomm. O presidente mundial da Samsung enviou um comunicado para o time dizendo que é hora de refletir sobre o trabalho.

Xiaomi: a marca chinesa surgiu em 2010 chinesa e chegou no Brasil fazendo alarde (e agora boatos dizem que já vai deixar o país). Os resultados mostram-se decepcionantes.

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As vendas caíram 5% no primeiro trimestre desse ano e mais uma nova e forte queda de 38% no segundo trimestre de 2016. A culpa de tudo isso? Apostar em uma plataforma que não se mostra sustentável. Seja no modelo de venda ou mesmo nos recursos lançados nos aparelhos. Irônico foi ver a empresa lançar uma câmera mirrorless na Photokina.

LG G5 –  A ideia de vender módulos parece que não pegou.

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Os números do terceiro trimestre são decepcionantes. Com prejuízo de quase 400 milhões de dólares na divisão mobile. E a culpa é do LG G5 que vendeu muito pouco. Na comparação com 2015 (do G4), a queda nas vendas foi de quase 10% para o mesmo período do ano passado. Rumores indicam que o G6 da LG não terá módulo, mas algum recurso potente para fotografia. O que indica que a tendência de apetrechos vendido separados não agradam tanto assim aos consumidores.

Quem vai bem mesmo quando vai mal – A Sony com Xperia. Conseguiu lucros consecutivos nos últimos trimestres e desistiu de eliminar a categoria.

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O fato é que a Sony traz o diferencial de fabricar e vender sensores para os concorrentes e atender a demanda dos próprios produtos. Contudo, os resultados do último trimestre mostraram queda de 48% nos lucros no período. Impacto dos terremotos de abril passado e que segue afetando a marca até hoje.

Quem é dúvida – Apple com o iPhone 7 e 7 Plus.

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Embora os modelos sejam sofisticados, as avaliações estão difusas. Muitos sites viram falhas e esperavam mais da qualidade fotográfico dos aparelhos. Embora a câmera dupla e os novos recursos tenham sido bem recebidos, as vendas não estão indo bem desde o lançamento. Sobretudo no mercado chinês. Já nos Estados Unidos a demanda está mais aquecida. Segundo consta, o iPhone 8 é que será realmente revolucionário. Será mesmo?

Quem se destacou:

– Huawei pela parceria com a Leica. Criaram até um centro de pesquisa. E já começa a anunciar novos modelos da parceria. O mais novo é esse da foto abaixo. Foi anunciado ontem!

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Huawei Mate 9 vem com câmera dupla, sensor de 20MP (monocromático) que trabalha em conjunto com o sensor colorido de 12 megapixel. De acordo com a Huawei isso garante mais nitidez, menos ruído e boas fotos mesmo com pouca luz. E acabou com o diferencial de zoom óptico do iPhone 7 Plus, já que também traz o função de 2x de zoom.

Moto Z e o módulo que deu certo!

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– Hasselblad e Moto – a parceria surpreendente chamou a atenção de fotógrafos e entusiastas do mundo todo. No Brasil, a empresa chegou com força na parceria com a Mobgraphia e nas ações de marketing diferenciadas. Curioso é que a aposta de módulo nesse caso parece ter dado certo até aqui. Resta saber os números de venda no Brasil e no mundo. Essas informações ainda não foram divulgadas.

A Kodak surpreendeu com o Ektra. O aparelho da marca é o único que traz um serviço embarcado já de olho nas impressões. O apelo retrô chamou muito a atenção. Se fizer sucesso no mercado europeu, pode chegar em outros países.

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A matéria sobre o lançamento foi a mais lida no site da FHOX no ano todo (36 mil cliques!!!). https://www.fhox.com.br/inovacao-tech/lancamentos/kodak-lanca-ektra-o-smartphone-para-amantes-da-fotografia/

Quem roubou a cena: Google Pixel – Talvez a grande surpresa de 2016.

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O Google anunciou sem hesitar que o aparelho é o melhor smartphone do mundo para fotografar. A marca lançou uma loja de degustação em Nova York e a revista Wired disse que de fato o Google Pixel (XL) é o melhor aparelho para fotografar. Não é pouca coisa pensando que se trata do primeiro aparelho do Google. E agora Apple?

A fotografia do mercado: São 3 bilhões de smartphones no mundo. Quase 90% desses dispositivos rodam Android. Veja outros dados de matéria recente da IDG Now e Olhar Digital:

  • As vendas de aparelhos atingiram um total de 328,6 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 10,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.
  • O crescimento no mundo é geralmente impulsionado por aparelhos de baixo custo, especialmente em países em desenvolvimento. Mas isso pode levar as companhias que estão competindo neste setor a terem algumas dificuldades.
  • As vendas de celulares aumentaram 6,6% em relação a 2015, graças ao forte crescimento na China e melhorias em outras regiões. A estimativa é de que até 1,4 bilhão de unidades sejam vendidas em 2016.
  • De acordo com a IDC, foram vendidos 10,779 milhões de smartphones no país entre os meses de abril e junho, número 4,8% menor em relação ao mesmo período de 2015. Já em relação ao primeiro trimestre de 2016, quando foram comercializados 9,3 milhões de celulares inteligentes, houve um aumento de 16,6%. Já os chamados feature phones, celulares mais básicos, tiveram crescimento nas duas comparações. Com 1,265 milhão de unidades vendidas no segundo trimestre, o segmento cresceu 35,1% em relação ao mesmo período de 2015 e 38,4% em comparação com os três primeiros meses de 2016.