Smartfhox 3 semanas atrás | Leo Saldanha

Phlow: um app com tecnologia blockchain para compartilhar histórias e seguir temas

O fotógrafo italiano Carlo Nicora criou o aplicativo para que fotógrafos interajam em uma comunidade que trocou curtidas e seguidores por paixões verdadeiras. E que pretende remunerar a própria comunidade com isso

por Revista FHOX

Histórias visuais compartilhadas por pessoas com as mesmas paixões. Assim é Phlow, uma startup com um enfoque distinto de outras plataformas. Primeiro, você não segue pessoas, mas sim temas. Assim, a comunidade pode seguir e se inspirar em assuntos preferidos. Segundo os criadores da ferramenta, as receitas com publicidade dentro do Phlow acabam retornando para a comunidade. Carlo disse em entrevista para o site The Cryptoupdates, que fotógrafos e usuários estão cada vez mais cansados das redes sociais que enfocam em curtidas e seguidores. “o ruído é muito grande. São bilhões de posts todos os dias, boa parte deles sem mensagem ou história. É difícil tirar algo disso tudo. As pessoas consomem o que amigos e influenciadores querem que eles vejam. Ao invés de se voltarem para conteúdos que são suas verdadeiras paixões”. Outro ponto destacado por ele é a questão da privacidade. De como os dados são usados sem permissão. No Phlow é a comunidade que gera os dados sobre um tema e não individualmente. Desse forma, as informações geradas são coletivamente para então ser comercializada para marcas. Uma espécie de banco de imagens colaborativo. E o resultado financeiro retorna para a própria ferramenta e seus usuários.

Atualmente existem alguns temas definidos. Entre eles a fotografia. A maneira de faturar da plataforma é através de marcas que patrocinam conteúdos para o tema. Para os fotógrafos, e quem contribui com fotos e contando histórias, a ferramenta remunera pelo uso. A empresa londrina foi fundada em setembro de 2015. Criada por Carlo Nicora e Alexander Szewald, a inspiração é clara em redes sociais como Flickr e Instagram. O escritório da empresa fica em Londres. A ideia de criar Phlow veio das constantes frustrações com Instagram e afins. Carlo não conseguia divulgar direito seu trabalho de fotografia e mesmo atrair mais atenção para suas obras. Ele trabalhou com moda e depois com boudoir. Então montou um estúdio e daí surgiu a ideia da plataforma que pudesse reunir colegas por interesse e não pela quantidade de seguidores e curtidas. O que Phlow tem de realmente diferente é algo que originalmente víamos nos primórdios do Instagram. Um canal de inspiração e relacionamento sem tanto enfoque em egos.

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“Imagine um mundo onde as pessoas são pagas para compartilhar ou simplesmente ver fotos. Isso é Phlow” esse é descritivo da startup. O que Phlow faz é usar a tecnologia que transforma o comportamento do usuário em dados quantificáveis. Em seguida, usando o blockchain, redistribuem o lucro líquido para criar uma comunidade justa e que com o tempo vai se tornando cada vez mais sólida. Ou como o próprio Carlos diz sobre as possibilidade dessa ferramenta: “Eu vejo o que amo e não o que meus “amigos” gostam de compartilhar. Minhas fotos são vistas porque são boas. Phlow não é um aplicativo de compartilhamento de fotos ou outra mídia social, é uma mudança radical no mundo da fotografia”. Saiba mais: https://phlow.com

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