Conheça o ImageCon - Conferência do Imaginário

Os robôs (bots) já começaram a caçar os ladrões de foto

Não resta dúvida de que 2018 é o ano em que a inteligência artificial chega de vez na fotografia. Prova disso é essa matéria da Fast Company. O artigo mostra que fotógrafos estão usando serviços inovadores que caçam roubos de fotos na internet. O exemplo da fotógrafa canadense Christy Turner que teve sua imagem usada em diversos sites sem permissão evidencia o problema. Primeiro a foto foi usada pela CNN e no fim acabou na capa de uma revista local sem qualquer contato ou autorização da profissional. Christy descobriu tudo (e tomou as devidas providências) graças a novos sistemas e sites que fazem o serviço de buscar infratores. Caso da Copypant e Pixsy. Ambos usam algoritmos que vasculham a internet atrás de cópias e roubos. Na prática, esses serviços ajudam o fotógrafo a garantir os direitos sem precisar perder tempo com isso. Os sites cuidam de enviar cartas para os suspeitos e cobranças referentes as taxas de licenciamento que devem ser pagas. Em casos extremos, entram em ação advogados que atuam em parceria com os sites para iniciar ações judiciais. A matéria diz que Christy recebeu 500 dólares pelo licenciamento.

 

 

Bots de direitos autorais – assim como ocorre com outras funções. Os robôs (bots) usam algoritmos sofisticados. Eles já são usados em atendimento (sac 2.0) e uma série de outras funções. Bots eficientes e que evoluem com o uso. No caso do roubo de imagens na internet, trata-se de um trabalho que seria impossível para o profissional tocar sozinho. A fotógrafa canadense disse justamente isso. Que além de ganhar tempo, isso ajuda a coibir futuros abusos. Talvez até avisos no site do profissional já indiquem para os possíveis ladrões de fotos que aquela página é protegida (no melhor estilo de locais físicos com aviso de proteção 24 horas). Outro exemplo da matéria mostra que um fotógrafo de moda, Joseph Chen, que teve suas fotos usadas em permissão por uma boate de Nova York. Cliente da Copypants, ele teve seu problema resolvido pela marca digital sem muita dor de cabeça.

cred. Imperva

A Copypants já atendeu 11 mil clientes em situações similares. A empresa identificou quase 3 milhões de infrações com fotos e dessas 50 foram parar no parceiro jurídico para medidas mais drásticas. Contudo, o texto da Fast Company mostra que distorções também ocorrem nesse novo mercado de cobrança automática. São situações em que o fotógrafo estabelece um valor muito alto para a imagem para cobrar um multa menor (ainda assim com preço exorbitante) para faturar dos prováveis infratores.

O problema não é tão simples quanto parece. Pois existem precedentes cobranças indevidas. Outra questão é como prevenir cópias e uso não autorizado em memes, vídeos do YouTube e capturas de tela. O fato é que juízes já passaram a dar ganho de causa para compartilhamento de posts sem autorização (ao menos nos Estados Unidos). Uma mudança de comportamento que deve surtir impactos grandes na internet se de fato passar a ser aceita como violação de direito autoral. Por fim, a matéria da Fast Company define um novo perfil de caçador de violações. Uma espécie de Troll de direitos autorais. Embora os serviços de sites como Copypants e Pixsy sejam importantes, o grande problema é saber até que ponto eles serão justos e não verdadeiros geradores de ações judiciais desproporcionais. Para melhorar a informação e relacionamento, algumas escritórios de advocacia dos Estados Unidos até criaram conteúdos e portais que ensinam usuários sobre o que pode ou não pode e como lidar com ocorrências quando infrações ocorrerem. Os infratores recebem um e-mail com vídeos explicando que o que eles fizeram foi errado e como proceder. O que não deixa de ser um processo educativo.

O fato é que o Copypants e afins estão ajudando os fotógrafos de forma eficiente. Depois que os bots identificam os roubos, o site dá a chance do fotógrafo solicitar a remoção e o acordo de licenciamento sem necessidade de ação judicial. A forma de encontrar as imagens na internet é fascinante. O algoritmo usa um sistema de visão computacional que faz a varredura por toda a internet.

Como funciona? A Copypants (do Canadá) cobra uma assinatura mensal que varia de acordo com o número de imagens que o fotógrafo que proteger (até 250 fotos). A Copypants ajuda na condução indicando quando é melhor entrar com ação legal ou quanto é melhor tentar um acordo e pagamento. Existe até uma opção automática que primeiro avisa o infrator para já na sequência (depois de uma semana) já abrir o processo com a firma jurídica. Os advogados parceiros levam 50% da indenização e a Copypants leva 10%.

A Pixy (Califórnia) atua na Europa, Austrália e nos Estados Unidos. Hoje ela representa 22 mil clientes. São 26 escritórios espalhados e atuação em 72 países. O que a Pixsy faz é virar um agente do cliente. A empresa cuida de toda a intermediação até a cobrança e remoção. Uma pesquisa citada pela Fast Company mostra que 85% das empresas não sabem que suas marcas usam imagens sem autorização. Normalmente a culpa é da agência de marketing envolvida ou de um designer. O uso indevido por grande parte dos clientes, consumidores finais e afins pode ser explicado de forma simples. Falta de conhecimento. Tanto aqui quanto lá fora. A cultura de compartilhamento das redes sociais e o fácil acesso com as imagens acaba levando aos abusos. Seja como for, os bots chegaram de vez na fotografia e dessa vez para caçar, cobrar e coibir o trabalho dos ladrões de fotos. Quem sabe em breve veremos robôs online que ajudam a atender, cobrar atrasos e outras questões relacionadas a clientes. Já pensou?

>> Cameraclub: uma comunidade de benefícios e descontos com mais de 2 mil vantagens e 3 mil membros 

Se você tem uma matéria, um relato, uma coluna, um tutorial ou qualquer outro tipo de conteúdo e quer contribuir com o FHOX.com.br, nos envie! Nosso departamento de redação vai analisar e, se aprovado, será publicado e assinado por você, respeitando todas as regras do direito autoral. Colabore clicando aqui: Você na FHOX.