Entrevistas 7 dias atrás | Leo Saldanha

O mercado de serviços de sites em 2019

A FHOX entrevistou com algumas das marcas responsáveis pelos serviços de site voltados para fotógrafos no Brasil. Leia o que eles disseram e o que estão preparando para 2019

por Revista FHOX

A FHOX decidiu retomar esse assunto depois de alguns anos sem falar sobre esse mercado. Com mais de 60 milhões de brasileiros ainda sem acesso a internet e inúmeros profissionais sem site as oportunidades são grandes e a competição também. Primeiro é bom que se diga, foi-se o tempo que as empresas voltadas para esse ramo atuavam só de olho em sites. O que ocorreu nos últimos três anos foi uma evolução rápida para mais serviços e ferramentas para ajudar o profissional. Seja ele fotógrafo ou videomaker.

A FHOX também fez uma pesquisa para saber como está a divisão do mercado em termos de serviços contratados. A pesquisa envolveu dezenas de profissionais de todas as partes do país. Não chega a ser uma amostra representativa, mas dá uma indicação de como está o momento competitivo do setor. O que fica claro é que não existe uma dominância de uma plataforma. Na verdade está tudo bem pulverizado. A pesquisa que serve apenas de indicação e não é um atestado preciso, mostra que 30% dos fotógrafos entrevistados usam serviços grátis. E que quase 10% nem tem site usando só redes sociais.

Nas interações da FHOX com seguidores nas redes sociais fizemos a pergunta: qual serviço de site você usa e como está sua relação com ele. Ao menos nas respostas por ali mostrou-se fidelidade. O que a pesquisa da FHOX comprova é um perfil muito mais pulverizado entre as escolhas. Do fotógrafo que escolhe o Square Space (empresa norte-americana) até aqueles que optaram por um serviço grátis como o Wix. Assombroso contudo é ver a quantidade de fotógrafos, lojas de foto, empresas de foto de formatura e até a própria indústria muitas vezes com sites defasados. Seja por não ser responsivo (abrir no smartphone no formato certo e funcionar de forma correta nos dispositivos móveis) até profissionais com sites que não abrem mais de tão antiquados que estão. Fosse só linguagem e tecnologia o problema poderia ser resolvido facilmente. Pois são muito comuns problemas de design, informações e afins. Poucos ainda são fotógrafos e negócios de fotografia que fazem uso do vídeo como importante ferramenta para mostrar “o sobre” da marca. Faltam informações sobre produtos, forma de trabalhar e até mais fotos do trabalho. Se 80% da audiência vem dos aparelhos móveis é difícil entender porque tantos empreendedores da fotografia não facilitam a vida do visitante. A mesmice se estende de textos com apelo “mais do mesmo” e escassez de detalhes sobre os produtos e serviços oferecidos.

A FHOX conversou com vários dos representantes dos principais representantes citados na pesquisa. Leia o que cada um disse sobre o que oferecem e o que estão preparando para 2019. 

Vinícius Branco da comunicação da EPICS. EPICS.com.br. Empresa pioneira que olhou primeiro para esse mercado no Brasil. Criação de Evandro Rocha, fotógrafo de casamento que apostou na ideia e lançou a EPICS. O serviço é sempre lembrado e segue como um dos líderes nesse mercado. 

FHOX – O que espera para 2019? e o que vão preparar de novidades para esse mercado?

Vinícius Branco – 2019 é um ano muito importante para a EPICS, pois completamos 10 anos desde que as soluções criadas pelo Evandro Rocha, tanto para divulgar o trabalho quanto para otimizar processos, foram abertas para os fotógrafos. A gente está se comprometendo com o mercado e com inovação, tentando suprir a expectativa das pessoas em criar soluções mais práticas e rápidas, apresentando soluções inéditas – que vão balançar o mercado. Já faz um tempo que não há uma revolução na fotografia, como houve há quase dez anos, tanto na questão de sites quanto na questão de entrega de fotos. Está na hora de haver uma transformação. Assim como em 2011, quando lançamos o Select, o fotógrafo(a) que nos acompanha terá a oportunidade de desfrutar de tecnologias antes do seu devido tempo. Nosso sonho é solucionar problemas que ainda nem foram notados.

FHOX – Como avalia o mercado competitivo hoje? entre os serviços disponíveis.

Vinícius Branco – Muita gente nos questiona sobre concorrência esperando que a resposta seja negativa, mas na verdade, para nós é um combustível. Uma coisa interessante é que, apesar dos pesares, o Brasil tem um povo criativo e isso faz com que novas soluções sejam criadas a todo momento: da dificuldade vem a inovação, assim aconteceu com a EPICS. Por algum tempo notamos o mercado “parado”, mas graças a concorrentes que chegaram com soluções competitivas, tivemos que nos reinventar. Então de maneira geral a gente respeita e gosta muito dessa competitividade, porque o mercado se beneficia com isso.

FHOX – Qual a tendência para sites em 2019?

Vinícius Branco – A tendência para 2019 é o estreitamento das relações, tanto da EPICS com seu cliente como do fotógrafo com seu cliente. Melhorar a comunicação com as pessoas que estão interessadas no seu trabalho. Em termos de tecnologia, cada vez mais atender uma demanda de pessoas que querem as coisas mais fáceis e práticas.

FHOX – Qual o principal desafio que os clientes de vocês encontram até chegar em vocês?

Vinícius Branco – O maior desafio dos fotógrafos, hoje, é: “agora que tenho portfólio e equipamento legais, como conseguir mais clientes?”. Assim esse cliente chega até a EPICS, ele percebe que nosso comprometimento não é entregar apenas um site, se fosse só isso nosso propósito não faria sentido, pois existem soluções gratuitas para isso, como o Wix. Em vez disso, proporcionar resultados por meio da internet como um todo, pensando em posicionamento, tráfego e conversão, e para isso até temos uma equipe que presta consultoria para os fotógrafos.

FHOX – Como vê as mudanças no SEO e nos próprios algoritmos nas redes sociais?

Vinícius Branco – Essa é uma questão muito interessante. Vemos muitas mudanças acontecendo, analise: Dentro de uma rede social, um perfil está 100% sujeito aos termos dela. O Instagram mostra seu último post para quem ele quiser; assim como o Facebook teve um grande declínio de alcance orgânico. Os videomakers estão travando uma batalha com o Vimeo, que vem excluindo uma série de perfis da plataforma, por conta do controle rigoroso de Copyright. Temos alguns clientes na Europa que já estão sob jurisdição do Artigo 13, que exige que as redes sociais são responsáveis por 100% do conteúdo publicado nela. Ou seja, se você postar uma foto no Instagram de um cliente usando uma camiseta da Adidas sem autorização da marca, o Instagram tem total direito de excluir o conteúdo sem te dar satisfação. Por isso acreditamos que, para um fotógrafo ou videomaker, as redes sociais são importantes, mas como complemento, não prioridade.

FHOX – Como vê jovens que entram no mercado e pensam em nem ter site? só com Instagram por exemplo?

Vinícius Branco  – É muito legal a abertura que o Instagram dá para novos fotógrafos. Isso aconteceu para equipamentos com a chegada dos smartphones. Mas ao mesmo tempo que o acesso fica mais fácil, quando o foco é buscar mais resultados, é inevitável que haja um investimento, não só em site, mas em outras áreas que é interessante o fotógrafo saber, como relacionamento, marketing e entrega. Investir só em rede social é um risco muito grande, pois quem decide o que vai acontecer com seu conteúdo não é você. Isso foge do nosso controle. Um exemplo disso é o Snapchat. Blogueiros(as) que investiram tudo por lá perderam toda sua audiência. No caso de um bom site não, você que controla o conteúdo, decide o que acontece lá. Um deslize que o fotógrafo acaba cometendo quando divulga seu trabalho em rede social, é que ele fica o tempo todo atrás de curtidas e novos seguidores, quando na verdade deveria direcionar essa energia para as pessoas que já se interessaram pelo seu trabalho. É como um fotógrafo querendo comprar uma câmera: ele não vai comprar porque viu um post no Instagram da marca, ele vai querer entrar no site para saber mais, ver opiniões dos usuários, ou seja, a gente precisa de todas essas confirmações antes de efetivamente fazer uma contratação, e isso é a mesma coisa com fotografia. É interessante postar fotos boas nas redes para despertar interesse, mas é preciso ter um site para tirar as outras dúvidas e possibilitar contratos.

FHOX – Realidade aumentada, inteligência artificial, blockchain? o que vai impactar mais esse mercado daqui para frente?

Vinícius Branco – Muito legal, a gente ama tecnologias. Com certeza esses recursos vão beneficiar usuários de muitas áreas, mas ainda não encontramos uma forma inteligente de aplicar isso no mercado de fotografia. A partir do momento em que identificarmos uma necessidade, vamos pensar.

FHOX – Site deveria ser o principal no composto de marketing de fotógrafos?

Vinícius Branco – Não, o principal continua sendo fazer boas fotos. A foto é a principal arma do fotógrafo. A partir do momento em que se sentir seguro de estar fazendo um bom trabalho, chegou a hora de divulgar o trabalho para sua região, seu país, e por que não para o mundo? E para isso, com certeza, a principal ferramenta é um site.

FHOX – Por que as empresas de sites só parecem olhar para fotógrafos? enquanto existem empresas que atuam na fotografia e também com sites desafados?

Vinícius Branco – A  EPICS nasceu atendendo as necessidades dos fotógrafos, justamente pq o fundador é o Evandro Rocha, que é fotógrafo há 14 anos. Quando a gente tiver bem formatado os processos dentro de uma solução, com certeza a gente vai abrir para outras empresas do ramo. Um grande exemplo disso é o nosso blog, que é feito para fotógrafos, mas atende perfeitamente outros públicos, como blogueiros de viagem por exemplo.

FHOX – 63 milhões de brasileiros não acessam a internet ainda. o potencial é gigantesco? Para a fotografia e vídeo também?

Vinícius Branco – Vamos supor que essa fatia que não acessa internet tem poder aquisitivo pequeno, vindo de regiões mais remotas, sem condições de ter um smartphone com acesso a internet, ou ainda, que não consomem tecnologia por questões culturais. Então de forma geral, essa fatia não é potencial para nossas soluções, nem para os fotógrafos. Por outro lado, vale lembrar que o Brasil possui um dos mercados de fotografia mais avançados do mundo. Fotógrafos da Europa se referem ao nosso mercado como um “sonho”. Por fim, todos esses pensamentos estão sendo bem pesquisados e planejados para que possamos executar em breve. Aguardem novidades da EPICS.

Anna Mello,  Gerente de Comunicação da 46graus. www.46graus.com.br. A 46 Graus é junto com a Alboom, a marca que mais se destacou na pesquisa da FHOX. A empresa se consolidou no mercado e devem preparar boas novidades para 2019. 

FHOX – o que espera para 2019? e o que vão preparar de novidades para esse mercado?

Anna Mello –  A 46graus está em constante movimento. Seguimos sempre na direção trilhada em conjunto com os feedbacks e necessidades trazidas a nós pelos nossos usuários.  Como isso sempre foi o principal norteador do nosso produto e propósito como empresa, somados a diferentes movimentos que observamos no mercado e na tecnologia, chegamos em um momento de parar, refletir e repensar.

Chegou o momento de olhar pra dentro e redescobrir quem é nosso público, o que fazemos por ele, qual o nosso papel no meio. Queremos, de fato, ajudar nosso público a viver de suas ideias e os lançamentos de 2019 virão para pôr isso à prova.

FHOX – como avalia o mercado competitivo hoje? entre os serviços disponíveis.

Anna Mello – A competitividade traz saúde e movimento a um mercado cuja base é inerentemente tecnológica. Ela é necessária para que todos os players do mercado consigam evoluir seus produtos e entregar um resultado final que satisfaça mais as necessidades reais dos usuários. Quem ganha com isso é o consumidor, que hoje conta com boas opções de ferramentas. Apesar de enxergar essa competitividade como uma força motora de nossas inovações tecnológicas, o que realmente faz a 46graus estar em constante movimento é o compromisso que temos com os nossos mais de 70 mil usuários e o desejo de democratizar o acesso de novos fotógrafos à ferramentas de alta qualidade que possam deixar seu trabalho mais profissional.

FHOX – qual a tendência para sites em 2019?

Anna Mello – 2018 foi um ano em que gigantes, como YouTube e Facebook, tiveram diversos problemas em relação ao seu conteúdo, usuário e público. O engajamento tem diminuído bastante e sua credibilidade foi impactada negativamente por escândalos como o Cambridge Analitica e o “Adpocalipse”.  Isso vai refletir em um novo papel para os sites, que irão absorver mais a responsabilidade de se transformar em um hub, trazendo o conteúdo do usuário para um só lugar. No meio das crises das redes sociais, o site se mostra como uma terra firme onde o usuário sempre pode encontrar seu lugar e traçar suas estratégias multicanal. Sobre tendências visuais/design, vemos uma melhoria nas práticas de usabilidade e experiência do usuário, principalmente com o foco em dispositivos móveis, liderados pelo próprio Google e suas decisões de alteração do algoritmo em prol de sites mobile friendly.

FHOX – qual o principal desafio que os clientes de vocês encontram até chegar em vocês?

Anna Mello – O desafio muda conforme a etapa profissional do fotógrafo. Um iniciante precisa construir um portfólio, captar seus primeiros clientes e manter um volume de trabalho que permita que ele viva da sua arte. Um fotógrafo já reconhecido no mercado procura por uma ferramenta que auxilie no seu fluxo de trabalho, além de mostrar que está em atividade e vender seus produtos. Em geral, todos os profissionais que nos procuram estão em busca de ter mais visibilidade para seu trabalho e conseguir uma forma de aumentar seu leque de serviços e / ou abranger o leque de clientes através de estratégias digitais.

FHOX – Como vê as mudanças no SEO e nos próprios algoritmos nas redes sociais?

Anna Mello – Desde o lançamento do Hummingbird muita coisa mudou na percepção do Google sobre a relevância dos sites da web, vimos isso reforçado também na mudança de agosto de 2018, a medical, que, apesar do nome, não afetou apenas os sites que a ferramenta se refere como YMYL (your money, your life). Ambas as atualizações no algoritmo refletem uma preocupação cada vez maior do serviço de busca com a relevância, originalidade e autoridade do conteúdo que está sendo criado. Outra observação que podemos fazer é que os backlinks vêm desempenhando um papel cada vez mais fundamental na mensuração dessa autoridade pelos algoritmos do Google e, hoje em dia, o processo é muito mais refinado e difícil do que no início dos anos 2000, quando você podia ganhar relevância por backlinks através de diretórios apenas. Sobre algoritmos e redes sociais, a implementação é inevitável em qualquer rede, não só porque os sites de rede social precisam que os usuários se mantenham na plataforma para lucrar com venda de anúncios (então precisam sempre mostrar coisas que os usuários estejam interessados em ver) como por causa do crescimento particular das redes, que superlota de conteúdo o feed dos usuários e obriga a existência de algum tipo de filtro para que esse conteúdo seja consumido. Claro, os impactos negativos disto são sentidos hoje no Instagram, por exemplo, onde o engajamento já se mostra menor do que nunca – e a tendência é diminuir ainda mais.

FHOX – como vê jovens que entram no mercado e pensam em nem ter site? só com Instagram por exemplo?

Anna Mello – Muitos profissionais iniciantes normalmente acreditam não ter um portfólio formal o suficiente para preencher um site, que, teoricamente, teria que ser com as suas melhores fotografias, e buscam o Instagram e outros sites de rede social como uma alternativa menos formal, mais despojada, e já dentro do ambiente que eles mesmos conhecem como consumidores. A tendência geral é, conforme o fotógrafo for crescendo como profissional e utilizando a rede social como portfólio, ele mesmo vai ter a necessidade de ter um ambiente específico para o seu trabalho, que ele possa personalizar de acordo com a sua identidade e que tenha mais controle sobre solicitações de orçamento ou mesmo para ter a possibilidade de abrir seu leque de serviços. A realidade é que os sites de rede social possuem muita competitividade e os usuários que produzem conteúdo não são beneficiados pelo algoritmo dessas redes, já que observa-se que quanto maior o número de seguidores, menor é o engajamento proporcional. É natural que o profissional se sinta frustrado com esse tipo de resultado e perceba que a maioria do seu esforço está indo para o crescimento da rede social em si e não para o seu crescimento como fotógrafo.

FHOX – realidade aumentada, inteligência artificial, blockchain? o que vai impactar mais esse mercado daqui para frente?

Anna Mello – A realidade aumentada não é uma tecnologia nova. O que vemos hoje em dia é um fado, um hype sobre uma funcionalidade que dificilmente vai ter seu ponto de virada para algo comercializável em massa, pois ainda é uma tecnologia cara, sem muitos profissionais capacitados para a produção de aplicações com qualidade. Não é à toa que raramente encontramos soluções utilizando realidade aumentada que impactam realmente na vida das pessoas, diferente da IA e da blockchain. Acreditamos que a tecnologia por trás da blockchain já está mudando a forma como transferimos/rastreamos qualquer forma de ativo, seja dinheiro, fotografia, música, licenciamento de propriedade intelectual, etc. A tecnologia vem amadurecendo e evoluindo muito e tende a beneficiar os usuários de forma geral. Inclusive, já temos há algum tempo iniciativas como a COALAIP, com propósito de descentralizar o licenciamento e o registro de propriedade intelectual. Isso significa empoderar mais os artistas que hoje dependem de plataformas de hospedagem e distribuição. Outra tecnologia que está mudando a forma como nos relacionamos em comunidade e como usamos computadores é a IA. Estamos vivendo um momento incrível, onde qualquer pessoa pode ter acesso a grandes poderes computacionais sem gastar fortunas, somando as recentes evoluções das arquiteturas de redes neurais multicamadas (inteligência artificial), hoje podemos resolver problemas de classificação e associação nunca antes imagináveis. Esse tipo de inteligência trará uma grande inovação no processo de edição de fotos, por exemplo, já que teremos programas cada vez mais capazes de fazer recuperações, edições e substituições que irão facilitar o trabalho de quem precisa desses serviços. Além do que, esses processos automatizados de inteligência irão prover ferramentas automatizadas em áreas essenciais para o mercado fotográfico, como administração de contratos e clientes.

FHOX – site deveria ser o principal no composto de marketing de fotógrafos?

Anna Mello – O mix de marketing como um todo é essencial para qualquer profissional que trabalhe com vendas de produtos ou serviços. O site é apenas uma parte do mix e, como tal, necessita do esforço das outras áreas para conseguir um resultado proveitoso para o profissional. Uma das grandes vantagens que podemos encontrar em um site é a sua capacidade de agir como praça e promoção ao mesmo tempo, atingindo mais áreas do mix de marketing de uma forma mais centralizada, para que o profissional consiga filtrar seus resultados e refazer suas estratégias com insights mais eficientes.

FHOX – por que as empresas de sites só parecem olhar para fotógrafos? enquanto existem empresas que atuam na fotografia e também com sites defasados?

Anna Mello – Apesar de estarem em um mercado interseccionado, acreditamos que empresas que atuam na fotografia são um público diferente de fotógrafos e, por conta disso, com diferentes necessidades. Na 46graus temos diversos exemplos de empresas inseridas tanto no contexto de Evento (um buffet de casamento, por exemplo) como no contexto de Fotografia (venda de equipamentos e acessórios). Todos conseguem usar bem a ferramenta, mesmo com algumas funcionalidade sendo exclusivamente para uso de fotógrafos. Essas ferramentas existem porque a 46graus busca soluções digitais que consigam resolver muito bem as necessidades de um criativo dentro do meio digital, e muitas dessas necessidades não são exatamente o que outros tipos de profissionais precisam. Ao contabilizar essas outras empresas, com demandas diferentes, acabamos por aumentar a complexidade do uso da plataforma, tornando mais difícil para nossos usuários. Esse não é, e nunca vai ser, o nosso desejo.

FHOX – 63 milhões de brasileiros não acessam a internet ainda. o potencial é gigantesco? Para a fotografia e vídeo também?

Anna Mello – Para entender o potencial deste dado precisamos investigar de onde ele é gerado e entender o motivo pelo qual estas 63 milhões de pessoas não acessam a internet. De acordo com a PNAD Contínua de 2017, do IBGE, a maioria desses usuários se encontram dentro da faixa entre 10 e 14 anos ou acima de 60 anos, boa parte também se encontra dentro de áreas rurais, onde apenas 41% das casas possuem internet. Se olharmos especificamente para a área urbana, dentro da faixa etária do público alvo dos nosso usuários, este número cai bastante. Diríamos que o potencial tanto para a 46graus como empresa quanto para os profissionais criativos está nos 70% da população brasileira que já utiliza a internet – número que aumenta a cada ano – e, em específico, no olhar para os dispositivos móveis, que já é onde mais de 97% desta população tem acesso à redes sociais ou websites. Explorar esses potenciais não só é um uso mais eficiente dos recursos, como oferece leads mais qualificados que estão mais propensos a tornarem-se clientes para fotógrafos e videomakers, a grande virada de chave é entender como esses usuários se comportam dentro da web para melhor se comunicar com eles.

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Marcelo Tesser e Marcelo Moscato (sócios da Alboom). Alboom.com.br. A Alboom já expandiu internacionalmente e foi além do serviço de sites. Já que oferece vários aplicativos e serviços extras dentro da Alboom. 

FHOX – O que vocês esperam para 2019 e o que vão preparar de novidades para esse mercado?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – Uau! Abrir a entrevista com essa pergunta é demais! Esperamos nada menos que uma Alboom completamente nova em 2019. Vamos causar um impacto relevante para os profissionais tanto da fotografia como de outras áreas. Isso é uma das novidades: daremos início formal aos trabalhos em outros nichos profissionais, com produtos como o Alboom Prosite (criador de sites) e o Alboom CRM (antigo Clicster). O que já era fácil de usar ficará mais flexível, com maior grau de personalização, sem perder a ótima usabilidade, que nos diferencia segundo nossos clientes. O que terá grande impacto no mercado será a nova precificação. Teremos versões de produtos totalmente gratuitos, sem limite de tempo para uso. Isso é fantástico, pois qualquer pessoa que desejar poderá ter seu próprio site numa plataforma profissional e intuitiva como a Alboom. Teremos também as versões turbinadas dos produtos, que serão pagas e entregarão mais ferramentas para o crescimento profissional dos usuários. E seguiremos com nossa linha de produtos exclusivos para fotógrafos, como o Designbox, Proof e AR, com mais funções e também com versões gratuitas por tempo ilimitado e pagas. É uma ação ambiciosa e disruptiva, que tem como objetivo fomentar ainda mais a inclusão digital, abrindo oportunidades profissionais. Imagine que uma pessoa pode se tornar um fotógrafo e ter à sua disposição um suíte completo de soluções sem pagar nada por isso. Algo sensacional para quem está buscando gerar renda nesta área e tem pouquíssimos recursos financeiros para investir. Isso faz a gente ficar empolgado, pois é uma decisão alinhada com nossa missão e norteada pela nossa visão. E novos produtos virão ainda em 2019, com o intuito de facilitar o lado colaborativo e comercial entre os profissionais. Então, esperamos um ano fantástico!

FHOX – Como vocês avaliam o mercado competitivo hoje, entre os serviços disponíveis?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – Gostamos da competitividade. Temos a visão de que ela estimula o desenvolvimento de todas as empresas que estão empenhadas em oferecer seu melhor e pelo menor preço possível. As empresas que desejarem se destacar, irão à luta, e os benefícios serão enormes para o cliente final. Como comentamos no item anterior, todas as mudanças que serão implantadas na Alboom e em seus produtos, já no primeiro semestre de 2019, trarão enormes benefícios para as pessoas. Isso é uma revolução também motivada pela competição saudável e melhoria de mercado.

FHOX – Qual a tendência para sites em 2019 na visão de vocês?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – Em termos de design, continuam os visuais com mais destaque para imagens e vídeos, até pela preferência das pessoas em consumir a informação por estes meios ao invés de texto. Fundamental que o site entregue um ótimo visual e usabilidade através de dispositivos móveis. Quanto à tecnologia e usabilidade, que seja o mais simples possível de se operar, do ponto de vista de quem cria e mantém um site. Esse é o ponto forte do Alboom Pro Site. Extremamente intuitivo e fácil de usar. Tanto que costumamos fazer desafios em alguns eventos de palco, para que alguém aceite montar seu site com a plataforma Alboom até o dia seguinte, e mostrar a todos, no palco, como ficou. Os resultados são fantásticos, e esses profissionais se surpreendem ao perceberem que conseguem fazer isso sem ajuda de terceiros. Quanto à precificação, a tendência são os modelos flexíveis, que oferecem desde planos gratuitos até planos pagos com uma quantidade enorme de funções que agregam valor, para oferecer o que há de melhor, respeitando todas as fases do negócio do cliente, desde o início até sua total maturidade e excelência. E mergulhamos de cabeça nisso.

FHOX – Qual o principal desafio que os clientes de vocês encontram até chegar na Alboom?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – Vamos pensar no fotógrafo. Quando a pessoa decide que a fotografia vai deixar de ser um hobby para ser uma atividade profissional séria, ela normalmente já passou por um período onde fotografou de forma amadora. Nesse período e normal que ela terminou desenvolvendo alguns hábitos ruins, que fogem das melhores práticas de gestão de um negócio. Acostumou-se, por exemplo, a não se preocupar com uma correta divulgação do trabalho na internet, a mostrar as fotos para seus clientes em mídias sem segurança, imagens sem marca d’água, não se preocupou em agregar valor no trabalho através de álbuns e outros recursos tecnológicos que unem o físico ao digital, como a realidade aumentada, e principalmente não gerenciou bem o relacionamento com o cliente e as finanças do negócio. Veja que tudo isso tem que ver com “profissionalizar” o negócio. O nosso desafio é “ativar” nos profissionais a importância de tratar tudo isso com as melhores ferramentas possíveis, pois o resultado vem através de dois dos mais importantes ativos que temos à nossa disposição: tempo e dinheiro. Todo mundo quer economizar tempo e ganhar mais dinheiro, e para isso precisam buscar realizar todas essas tarefas, todo esse fluxo de trabalho, buscando a excelência. É exatamente isso que as ferramentas e soluções da Alboom proveem. Nosso desafio consiste em trabalhar a mentalidade dos profissionais para que eles então consigam enxergar que melhorando seus processos, vão realmente ter prazer no que fazem, pois vão ganhar dinheiro (instrumento que compra qualidade de vida) e ter mais tempo (para fazerem aquilo que amam), inclusive investindo esse tempo no próprio trabalho, se desejarem. E para finalizar, com tudo isso vão proporcionar uma experiência de consumo muito superior aos seus clientes, e o resultado disso é a tão deseja fidelização.

FHOX – Como a Alboom enxerga as mudanças no SEO e nos próprios algoritmos nas redes sociais?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – Como nós somos ao mesmo tempo utilizadores de estratégias de SEO e também facilitadores dessas estratégias para nossos clientes, nossa equipe técnica está sempre atenta a isso, o que nos mantém atualizados. E como na maioria das vezes essas mudanças sequer são divulgadas pelas empresas detentoras das redes sociais, terminamos aprendendo na prática, e já aproveitamos para realizar os ajustes em nossos produtos, como o Alboom Prosite, para facilitar aos nossos clientes a implantação do SEO deles. Veja que nós não trabalhamos na estratégia para os clientes, mas sim em prover ferramentas em nossos produtos para facilitar o trabalho do cliente. Como os buscadores (como o Google) não “leem imagens”, nós precisamos prover campos internos de texto no Alboom Prosite, para que nossos clientes completem esses campos com descrições que irão facilitar a “leitura” pelos buscadores. E fazemos isso considerando as melhores práticas de SEO, para que os sites de nossos clientes alcancem posições relevantes nos buscadores no menor tempo possível. O tema SEO é complexo, ficaria aqui falando por horas sobre isso, mas há vários artigos interessantes sobre isso no blog da Alboom e outros canais especializados, para quem desejar conhecer mais.

FHOX – Como vocês veem jovens que entram no mercado e não pensam em ter seu próprio website, mas utilizar apenas as redes sociais?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – Nós temos uma visão complementar entre websites e redes sociais. As duas coisas são importantes para a promoção dos trabalhos, mas possuem características diferentes. O website é a “empresa digital” do profissional ou uma vitrine digital, se preferir. É um ambiente onde o profissional tem total controle do que publica, de como publica, de como organiza as informações, para escrever do modo que desejar, sem filtros, sem preocupações com políticas de uso de terceiros, onde ele dita as regras e ordena seus conteúdos conforme aquilo que entende que é prioritário. Já nas redes sociais a regra pertence a eles, e temos que nos adaptar. As redes sociais possuem ferramentas de publicidade digital, que ajudam o profissional a divulgar de forma segmentada (região, sexo, idade, interesses) os seus trabalhos. Já o conteúdo a ser divulgado, deveria estar no website, seja no formato de portfólio, seja no formato de blog. Dessa forma, as redes sociais funcionam como um agente captador de interesse dos potenciais clientes, e quando as pessoas clicam na publicação das redes são remetidas à publicação principal do site, onde está tudo feito do jeito que o profissional entende ser o melhor. Trabalhar somente com uma ou outra coisa é trabalhar de forma incompleta, e isso irá prejudicar o potencial de divulgação do negócio, afetando diretamente nas vendas. Um website bem construído gera credibilidade na mente do visitante, que já começa a perceber o zelo do profissional que está a oferecer produtos ou serviços. É um efeito psicológico que não deveria ser ignorado dentro da estratégia do negócio.

FHOX – Realidade aumentada, inteligência artificial, blockchain? O que vai impactar mais esse mercado daqui para frente?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – A evolução tecnológica está caminhando em passos largos e de forma exponencial. Percebemos que big data e inteligência artificial vão se tornando ferramentas importantes no trabalho interno das empresas (em especial as mais robustas) para analisar perfis de potenciais clientes e atuar de forma mais certeira em suas campanhas de vendas. Já soluções como a realidade aumentada, causam impacto positivo tanto para os profissionais quanto para os clientes finais. Gostamos desse tipo de tecnologia que é útil tanto para a grande empresa, quanto para o pequeno empreendedor, além de encantar o cliente final. O importante é estarmos atentos às novas tecnologias e sermos rápidos no teste e uso, pois enquanto são novidades, geram alto valor agregado, mas quando se tornam comuns, as possibilidades de bons lucros com elas diminuem. Há quase 1 ano a Alboom lançou sua ferramenta de solução para fotógrafos e filmmakers baseada em AR (realidade aumentada). Continua sendo uma solução de alto valor agregado para esses profissionais, além de ser um impulsionador de vendas de álbuns impressos.

FHOX – O site deveria ser o principal no composto de marketing de fotógrafos?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – Isso tem relação com uma das perguntas anteriores. Quando falamos de presença na internet, há um composto de ferramentas que precisam ser utilizadas para a obtenção de estratégias de vendas e posicionamento de marca bem sucedidas. Como o website é um ambiente personalizável, ele se torna importante para o profissional compartilhar com o mundo seus trabalhos e informações que julgue relevantes na mostra de seu potencial de trabalho. Um site também melhora a confiança do potencial cliente em seus serviços ou produtos, tanto que não costumamos dar crédito para empresas que não possuem websites, pois isso passa uma impressão de defasagem, de não estarem preocupados em explicar aquilo que vendem. Por outro lado, apenas um site, sem presença nas redes sociais e mídias impressas, e sem associação com a comunicação por e-mail e serviços de mensagens, certamente prejudicarão o sucesso das vendas. O ideal é utilizar um mix de soluções, de forma planejada, e arrisco dizer que num diagrama, o elemento central seria o website.

FHOX – Por que as empresas de websites parecem olhar apenas para fotógrafos?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – Existem alguns nichos que representam profissionais que trabalham intensamente com a produção de imagens e vídeos, como os fotógrafos, fillmakers, designers, decoradores de ambientes, entre outros. São os que chamamos de artistas visuais. Como para eles é muito importante a questão visual, é natural que as empresas de websites os vejam como clientes importantes e também que compreendem mais facilmente a importância de poder mostrar seus trabalhos pela internet de forma profissional. No entanto, vemos isso apenas como nichos de destaque, pois estamos caminhando para uma direção onde num futuro próximo, toda pessoa desejará ter seu próprio website, seu próprio ambiente personalizado na internet, para poder mostrar suas habilidades ao mundo, visto que caminhamos para um desenvolvimento profissional misto, onde uma pessoa terá vários “momentos” de carreira, desempenhando diferentes funções, somando habilidades e interpondo-as, criando combinações que serão interessantes para as necessidades sociais que virão. Em paralelo, as pessoas estão preferindo se comunicar pela internet, o que torna ainda mais relevante ter sua própria “vitrine” na internet. Onde houver uma concentração de demanda, ou se possa criar uma, as empresas ficarão de olho, colocando foco nesses nichos.

FHOX – Cerca de 63 milhões de brasileiros ainda não tem acesso à internet. O potencial é gigantesco. Isso se encaixa para a fotografia e vídeo também?

Marcelo Tesser e Marcelo Moscato – Sim. Com a evolução das tecnologias de acesso sem fio, em especial através das redes de telefonia celular e tecnologias como o 5G, muitos serviços digitais ficarão disponíveis para esse público. É natural que num primeiro momento essas pessoas sejam apenas consumidoras de conteúdo aleatório. Na medida em que vão aprendendo a utilizar a internet como ambiente de aprendizado, surgem novas possibilidades profissionais, incluindo a produção fotográfica e de vídeos. Nesse momento estamos falando de algo poderoso, que é a possibilidade de melhoria de vida dessas pessoas através da atuação profissional como fotógrafos e filmmakers, e elas precisarão de ferramentas digitais para suportar seus trabalhos. Nós já estamos prontos para ajudar nesse processo. Aliás, tudo isso está no DNA da Alboom e expressos em nossa visão de criar oportunidades no mundo e promover a inclusão social.

Leandro Zandoná, SEOX. SEOX.com.br. A empresa assumiu a partir de 2018 um perfil mais B2B e essa estratégia mostrou-se acertada para o negócio. 

FHOX – o que espera para 2019? e o que vão preparar de novidades para esse mercado?

Leandro Zandoná – 2019 vai ser um divisor de águas para nós e provavelmente para todo o mercado WEB. A tendência segue a mesma, cada vez mais mobile e redes sociais em alta. Site se tornou artigo de luxo. Quem tem, precisa ter um diferencial. Tá todo mundo no mesmo balaio. Os profissionais sérios precisam se diferenciar.

FHOX – como avalia o mercado competitivo hoje? entre os serviços disponíveis.

Leandro Zandoná – O mercado está competitivo, mas a briga está em um nicho muito específico: site barato e igual, que tende a morrer, com o avanço do Google Meu Negócio. Volto a repetir que os sites vão precisar se diferenciar. Tem mercado pra todo mundo.

FHOX – qual a tendência para sites em 2019?

Leandro Zandoná – Sites personalizados para cada cliente, criados a partir da necessidade individual de cada fotógrafo.

FHOX – qual o principal desafio que os clientes de vocês encontram até chegar em vocês?

Leandro Zandoná – A maioria encontra dificuldades na criação de sites através de ferramentas pré prontas e buscam maior customização, além de um contato mais próximo com o cliente.

FHOX – como vê as mudanças no SEO e nos próprios algoritmos nas redes sociais?

Leandro Zandoná – O SEO vem se tornando cada vez mais importante e competitivo. Quem saiu na frente já está em vantagem, quem sair agora tem que correr atrás, e quem esperar pra sair daqui um tempo, é melhor considerar outras hipóteses. A primeira página do Google é limitada. Os algoritmos das Redes Sociais estão só começando a ficar cada vez mais agressivos, e buscando dinheiro. As grandes marcas ainda não estão investindo tão pesado quanto podem e vão nas redes. Quando elas realmente começarem a investir, o que investem em uma novela no Instagram, o preço de anúncios vai aumentar muito mais. Aproveitem que está barato.

FHOX – como vê jovens que entram no mercado e pensam em nem ter site? só com Instagram por exemplo?

Leandro Zandoná – É possível fazer dinheiro e sucesso sem um site inicialmente. Acredito que para trazer seriedade um site ainda é essencial. Um site diferenciado ainda chama muita atenção, passa confiança, credibilidade, atenção, etc.

FHOX – realidade aumentada, inteligência artificial, blockchain? o que vai impactar mais esse mercado daqui para frente?

Leandro Zandoná – Tudo isso em conjunto. Estamos investindo forte em Machine Learning. Como isso vai chegar ao consumidor final e como cada elo da corrente vai ganhar com isso ainda não está claro.

FHOX – site deveria ser o principal no composto de marketing de fotógrafos?

Leandro Zandoná – Acho que não. As redes sociais são mais importantes. Google Meu Negócio vem muito forte. Mas como falei antes: o site ainda é essencial, e importantíssimo para quem quer se destacar.

FHOX – por que as empresas de sites só parecem olhar para fotógrafos? enquanto existem empresas que atuam na fotografia e também com sites desafados?

Leandro Zandoná – Nós estamos olhando além dos fotógrafos. Desenvolvemos vários sites para a indústria. Desde fabricantes de câmera, papel fotográfico e laboratórios. Estamos inclusive focando cada vez mais neste tipo de cliente!

FHOX – 63 milhões de brasileiros não acessam a internet ainda. o potencial é gigantesco?

Leandro Zandoná – Só cresce. Não tem crise no mercado de T.I.

Rafael Lima da PicSize. A empresa de criação de sites também cresce no mercado com oferta de serviços diversificada e inovações para os fotógrafos.  

FHOX – O que espera para 2019? e o que vão preparar de novidades para esse mercado?

Rafael Lima – 2019 será um ano de fortalecimento e crescimento do mercado de fotografia, e a Picsize vem trazendo muitas novidades para direcionar os fotógrafos a gerirem o seu negócio de forma eficiente e lucrativa. Pensamos muito além da plataforma de sites, por isso já oferecemos também uma solução para otimizar o fluxo de trabalho do fotógrafo no momento da seleção de fotos e aprovação de álbuns, trazendo uma praticidade e uma experiência do cliente inigualável.

FHOX – como avalia o mercado competitivo hoje? entre os serviços disponíveis.

Rafael Lima – Acredito fortemente que essa competitividade é muito positiva para o mercado, ela motiva e acelera a evolução de todas as soluções ofertadas, os fotógrafos só tem a ganhar, hoje tem diversas propostas de qualidade disponíveis no mercado.

FHOX – Qual a tendência para sites em 2019?

Rafael Lima – Eu acredito que a tendência é focar na experiência do cliente, e não falo exclusivamente do site, ele é apenas uma das ferramentas que compõem a solução completa para transmitir uma experiência diferenciada. Todos nós profissionais precisamos buscar o efeito WOW nos nossos clientes a todo momento.

FHOX – qual o principal desafio que os clientes de vocês encontram até chegar em vocês?

Rafael Lima – Encontrar uma solução completa que vai ajudá-los a proporcionar o efeito WOW em seus clientes. Somos muito preocupados em causar esse efeito nos nossos clientes e nos preocupamos em criar soluções que permita o fotógrafo também gerar esse impacto, seja no site profissional na hora de conquistar um novo cliente ou até mesmo na hora de encantar e fidelizar causando uma experiência diferenciada na seleção de fotos e aprovação de álbuns.  Percebemos que existe uma dificuldade em encontrar uma solução completa quando falamos de uma plataforma robusta para atender as necessidades do mercado alinhado com um atendimento eficiente e humanizado.

FHOX – como vê as mudanças no SEO e nos próprios algoritmos nas redes sociais?

Rafael Lima – As mudanças são inevitáveis e algumas necessárias, quando falamos de tecnologia é tudo muito rápido, eu olho para elas como oportunidades. Normalmente as pessoas não gostam de mudanças, mas quem está preparado e deseja evoluir, surfa em uma onda livre! Estamos sempre de olho para trazer aos fotógrafos as novidades e direcioná-los ao sucesso!

FHOX – como vê jovens que entram no mercado e pensam em nem ter site? só com Instagram por exemplo?

Rafael Lima – Não vejo as redes sociais como um substituto do site, pelo contrário, para mim são ferramentas complementares. Como falei anteriormente, eu acredito fortemente no quesito experiência do cliente, e o site é um ambiente 100% planejado para apresentar o seu trabalho da sua maneira, com isso você terá maiores chances de encantar e conquistar novos clientes. As redes sociais são excelentes para relacionamento e fonte de tráfego, por isso elas se complementam, de nada adianta ter um lindo site/portfólio se você não tem ninguém para vê-lo.

FHOX – realidade aumentada, inteligência artificial, blockchain? o que vai impactar mais esse mercado daqui para frente?

Rafael Lima – Acredito que o impacto deveria vir um pouco mais na base, trazendo cada vez mais o fotógrafo a realidade de ser um empreendedor e empresário. Precisamos trabalhar ainda mais essa etapa, pois a partir do momento que os fotógrafos estiverem dominando a arte de empreender, as chegadas de novas tecnologias serão mais bem aproveitadas.

FHOX – site deveria ser o principal no composto de marketing de fotógrafos?

Rafael Lima – Site, Blog, Facebook, Instagram, SEO e vários outros recursos que temos disponíveis devem ser usados de maneira integrada e complementar, não acredito em apenas um ponto principal. O site profissional é muito importante, mas ele também precisa de visitantes que podem estar navegando em uma rede social ou no Google por exemplo. O desafio está justamente em não ter apenas 1 ponto chave para ter resultados.

FHOX – por que as empresas de sites só parecem olhar para fotógrafos? enquanto existem empresas que atuam na fotografia e também com sites defasados?

Rafael Lima – Acredito que seja por ser um mercado em grande crescimento e que ainda tem muito a se desenvolver, isso gera um grande janela de oportunidades e crescimento para os fornecedores e consequentemente para os fotógrafos. Nesse caso vamos muito além do site em si, o site é um ponta de muitas outras demandas existentes para o mercado da fotografia. Nós da Picsize direcionamos todos os olhares para o negócio do fotógrafo, buscando criar soluções que otimizem o seu papel de empresário e permita que ele fique mais tempo fazendo o que curte, que é fotografar, além de torná-lo mais lucrativo.

FHOX –  63 milhões de brasileiros não acessam a internet ainda. o potencial é gigantesco? Para a fotografia e vídeo também?

Rafael Lima – Com certeza, a internet amplia o alcance e não seria diferente para o mercado de foto e vídeo, com a entrada de novo usuários aumenta a oportunidade para os profissionais que estão sabendo usar essa incrível ferramenta que é a internet.

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