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O avanço do consumo online (mais consciente)

Computador laptop preto e cinza com tela ligada ao lado de pessoa segurando o cartão inteligente vermelho na fotografia de foco seletivo

Milhões de brasileiros passaram a comprar mais pela internet após a pandemia. milhões compraram pela primeira vez. Não são dados novos e só confirmam um fato que todos notam na rotina: do avanço da internet e do comportamento mais digital. Na fotografia isso não é diferente. Cresceu o consumo de ensaios remotos, empreendedores de fotografia oferecendo serviços de impressão para famílias (com entrega e pedidos on-line) e outras mudanças. Como transmissões de eventos sociais ao vivo e novas formas de realizar e fotografar um evento. Um estudo recente feito em vários países e inclusive no Brasil merece atenção sobre os novos comportamentos de consumo. A pesquisa da Agência de Comunicação Marco envolveu 4500 pessoas no Brasil, Espanha, Itália, Portugal, México e Colômbia. Veja o que os números mostram:

  • 76% dos entrevistados disseram ter mudado os hábitos de consumo durante a pandemia.
  • A compra online cresce muito no Brasil. 65% dos entrevistados afirmaram terem feito mais compras pela internet no período.
  • E desses 54% disseram que irão comprar mais online mesmo depois do isolamento.
  • Onde buscam informações: 75% pela tevê. E 58% em canais de notícias da internet.
  • Plataformas de streaming viram o uso crescer. Com Netflix em primeiro com crescimento de 73%, Amazon Prime com 32% e Globoplay com 26%.
  • Videogames foram o meio preferido de lazer para 50% dos homens e 37% entre as mulheres.

Person Using Black And White Smartphone and Holding Blue Card

Outra pesquisa importante foi da TIC (Cetic.br) foi feita em 2019 e mostrou que quase 60% dos brasileiros acessam a internet exclusivamente pelo celular. O País conta com 134 milhões de usuários da rede, o que representa 74% da população com 10 anos de idade ou mais. Mesmo assim, ainda há um número muito grande de desconectados: cerca de 47 milhões.
O número de conectados cresceu na área rural: 53% da população diz ser usuária da internet. Pela primeira vez, a maioria dessa parte da população tem acesso à rede. O número também cresceu entre membros da classe D/E: são 57%; em 2015, eram apenas 30%. Todas informações foram divulgadas recentemente no site Gizmodo. Na classe DE, 85% da população que acessa a internet o faz exclusivamente por esse tipo de dispositivo móvel. O celular também é a única forma de conectar-se à rede entre 65% da população preta e 61% da população parda que têm acesso à internet — entre os brancos, o número cai para 51%. A dependência exclusiva do celular também é maior entre analfabetos e quem só fez até o ensino infantil: 90% dos que disseram acessar a internet usam apenas o aparelho móvel. Entre quem tem ensino superior, este número é de apenas 19%. Quanto à faixa etária, os internautas adolescentes e idosos são os que mais usam exclusivamente o celular, com 65%. Entre essas duas faixas, o uso exclusivo do aparelho móvel é de 56%. Por outro lado, o computador é mais frequente nas casas de renda mais alta. 95% dos domicílios da classe A têm computadores — na classe C, o número cai para apenas 44%, e na classe DE, somente 14%. No geral, 39% das casas brasileiras têm computador. O número vem caindo: em 2016, eram 50%.

A pesquisa a TIC Domicílios está em sua 15ª edição anual. Ela é realizada pelo Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação). Ele é um departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br). Desta vez, ela realizou entrevistas em 23.490 domicílios em todo o território nacional entre outubro de 2019 e março de 2020. O que essa pesquisa comprova é o óbvio. Das marcas e dos empreendedores em geral olharem para uma estratégia mobile. Onde tudo deve ser pensado para dispositivos móveis. Do marketing, da forma de mostrar o trabalho, etc. Já a primeira pesquisa só indica outro ponto ainda mais importante: o crescimento do consumo pela internet vai explodir com mais força nos próximos meses e anos. Lembrando que 60 milhões de brasileiros ainda não tem acesso a internet. O que surpreende é pensar que fotógrafos e negócios de fotografia ainda estão desatualizados muitas vezes. Seja com sites que não estão adaptados para o ambiente “mobile” e com uma estratégia do tipo “vitrine” virtual ao melhor estilo marketing 1.0 (compre meu produto). Aliás, surpreende  notar que diversos fotógrafos e negócios de foto em geral muitas vezes nem site ou presença online tem. 

Jovem mulher sorridente usando o laptop em casa

Por último, mas não menos importante é o avanço do comportamento de consumo consciente que vem junto com essa rotina digital. “A adesão dos consumidores a comportamentos relacionados ao consumo consciente se dá, em grande parte, quando essas práticas geram algum tipo de economia. Pesquisa feita pelos institutos Ethos e Akatu mostra que comportamentos dessa natureza são adotados por mais de 60% dos consumidores” diz matéria recente da Infomoney. Cresce também o interesse das pessoas por marcas com causas definidas, propósitos claros e algum nível de consciência em relação aos pontos importantes que ocorrem hoje na sociedade. Ou seja, fotógrafos e negócios de fotografia terão que atrelar uma estratégia on-line conectada com seus propósitos e personalidades nas ofertas e na forma como se comunicam e se relacionam com outras pessoas. O que deve se mostrar um desafio, mas ao mesmo tempo se apresenta como oportunidade para se diferenciar e fazer algo que tenha impacto e valor real para quem consome.

Leia também: Conheça o primeiro livro sobre marketing para fotógrafos do Brasil. “Marketing Básico para Fotógrafos”.