Smartfhox 1 mês atrás | Leo Saldanha

Libra: a nova criptomoeda do Facebook vem aí

Foram dois anos de trabalhos da empresa para desenvolver a moeda digital. Muitas questões pairam sobre como ela vai funcionar e quais impactos dessa novidade para os negócios

por Revista FHOX

Qualquer coisa que o Facebook faz costuma chamar muita atenção. Imagine então quando envolve a chegada de uma nova criptomoeda que vai circular já em 2020. De forma prática, veja como vai funcionar. Do que se sabe até agora pelo menos.

Basta converter dinheiro na moeda para poder enviar para amigos e afins. Ou fazer saques, etc. Obviamente tudo dentro da plataforma Facebook. Com mais de 2 bilhões de usuários, a rede social é a maior do mundo e integra WhatsApp e Instagram.

Para quando é? 2020.

Quem está nessa? Quase 30 empresas parceiras. Entre elas gigantes globais como Uber, Visa, Mastercard e Spotify. Cada uma dessas grandes marcas pagaram uma taxa de 10 milhões de dólares para entrar como parceira.

Para quem é? Para a comunidade global. Tudo indica que é mais indicado para pessoas que não tem conta em banco. Para transferências e operações bancárias com taxas mais baixas ou isentas. Dados do Banco Mundial mostram que metade da população global não tem conta em banco.

Quem desenvolveu a tecnologia? Calibra, uma subsidiária do Facebook. A empresa usou blockchain para tanto. Não se sabe ainda ao certo como o blockchain vai atuar dentro do processo. Talvez a tecnologia blockchain seja a escolha justamente porque o Facebook descentralizou a atuação com os parceiros.

Como ela opera dentro dos canais do Facebook? Com uma carteira no Messenger, no WhatsApp e ainda um aplicativo próprio. Será voltada para a comunidade global. Porém, parece que a Índia será um dos mercados iniciais com maior enfoque. Naquele país, já são mais de 200 milhões de usuários do WhatsApp. Aliás, o país lidera mundialmente em remessas internacionais. O que explicaria o interesse do Facebook pela região.

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O que parece claro é que o Facebook está seguindo pela trilha do WeChat de integrar meios de pagamento e compras e afins dentro da plataforma.

Concorrentes: Western Union e PayPal e outras plataformas de pagamento globais como a TransferWise. A Libra vai combater essas marcas que atuam em todo o planeta seja com lojas ou 100% online. Interessante é que PayPal é parceiro do Libra. A diferença da Libra para Venmo, PayPal e afins é que a criptomoeda do Facebook será atrelada a diversas moedas. Diferente dos concorrentes que só trabalham com dólar e euro.

Promissor? parece que sim. A estimativa do Facebook é que Libra atinja 100 parceiros até o fim de 2020.

Na prática, cada Libra terá um correspondente no mundo real. Ou seja, com lastro de reserva em moedas do mundo real. Os parceiros e o próprio Facebook vão ganhar nos rendimentos da moeda da reserva que será investida. Nos parceiros poderão entrar. Basta que sejam unicórnios (1 bilhão de dólares de valor de mercado) ou 20 milhões de usuários (ano) ou uma marca mundialmente reconhecida.  

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Futuro? na prática a Libra poderá ter uso e funções variadas. Como empréstimos e também facilitando pagamentos via smartphone. Fica claro que o que o Facebook quer é gerar uma funcionalidade poderosa para um super app. De novo, assim podendo avançar na Ásia e em outros países.

Além da Calibra, o Facebook criou um projeto com blockchain batizado de Libra Association. Órgão sem fins lucrativos na Suíça. Com acesso aberto para todos. Seja como desenvolvedor, usuário ou como empresa. Governos já demonstraram preocupação com a novidade. Caso dos Estados Unidos e da Europa. O que leva a crer que a aplicação da Libra e seu poder de uso podem ser regulamentados e limitados. Uma das grandes preocupações é a questão da privacidade. O que impediria que traficantes, criminosos e terroristas usassem Libra para benefício próprio.

Libra

E na fotografia? O termo Social Photography é cada vez mais frequente. Com influenciadores e profissionais audiovisuais faturando com conteúdos exclusivos para o meio digital. São fotógrafos, videomakers e outros geradores de conteúdo que vendem seus trabalhos para marcas e agências. Ou atendendo consumidores de forma mais individualizada (micro-influenciadores) e profissionais que atendem só no ambiente digital. A fotografia digital é também uma moeda importante nesses conteúdos seja para executivos que compram packs com fotos para Linkedin ou mães que querem slideshows e álbuns só para redes sociais. Mas nada impede que envolva a venda de fotos impressas e suas variações.

Na prática, uma rede que torna possível fazer pagamentos descentralizados e entre usuários tornaria possível fazer transações de forma mais rápida, direta e tudo sem precisar sair do Facebook. Para quem tem problemas para receber de parceiros ter uma ferramenta dessas ajudaria muito. Mais do que isso, a possibilidade de fazer trabalhos de qualquer lugar para qualquer um sem barreiras quanto a formas de pagamento. Resta saber se as autoridades vão interferir e se a adesão e segurança dessa nova moeda terá um grande efeito global como se imagina. Agora é esperar 2020.

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