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Fotografia computacional: a tecnologia avança e promete crescer no mercado

Crédito: iStock

Superando limitações, processamento de imagens inteligente caminha para boom no seu desenvolvimento

Conforme a tecnologia avança, a tendência é dos aparelhos eletrônicos e afins utilizarem cada vez menos espaço. Hoje em dia, já é possível levar um computador inteiro no bolso. Os smartphones possuem tudo que é necessário para atender as necessidades contemporâneas ligadas à comunicação, incluindo a captura de imagens. Mas se a tendência é a miniaturização, o que é possível fazer quanto ao hardware quando este atinge o seu limite?

É nesse dilema que surgiu a fotografia computacional. Na fotografia digital tradicional, o hardware faz grande parte do trabalho, sendo responsável pela captura da luz, pelo foco e por todos os demais aspectos que compõem uma fotografia. Na fotografia computacional, o hardware, tendo atingido o limite de suas capacidades, é apoiado pelo processamento inteligente da imagem, feito a partir de um software voltado para a composição de fotos de alta qualidade.

Quem faz parte do meio gráfico ou curte fotografia já deve conhecer o termo HDR, ou High Dynamic Range. Esse tipo de processamento de imagem se apoia no conceito do empilhamento, onde o hardware, a câmera, captura até 10 imagens em uma fração de segundos. Essas imagens são escaneadas pela inteligência artificial do software, que escolhe os melhores aspectos de cada uma, se baseando em critérios como iluminação, foco e ruído. O software combina todas as melhores partes das imagens coletadas, gerando uma imagem de qualidade superior, praticamente semiprofissional.

Essa tecnologia é regra nas câmeras de smartphones, e, a cada dia, mais empresas investem na melhoria desses softwares, capazes de tornar uma câmera de celular em uma quase-DSLR.

Um exemplo de pioneirismo nesse meio é a tecnologia Deep Fusion, da Apple. Implementada nos novos iPhones 11, 11 Pro e 11 Pro Max, a tecnologia utiliza a capacidade de processamento do chip A13 Bionic para processar cerca de 5 a 9 imagens, capturadas entre o momento do enquadramento e o toque de disparo do usuário. A partir dessas imagens, o iPhone utiliza o conceito do empilhamento para, em segundos, gerar uma imagem de alta qualidade nos quesitos iluminação, cor, foco, redução de ruído e qualidade geral.

Estimativas apontam para um crescimento de mais de 30% dessa tecnologia no mercado até o ano de 2027. O investimento no processamento de imagens tem potencial para dominar o mercado e provocar um boom no desenvolvimento de novas soluções de software, capazes de compensar as limitações de hardware esperadas.

Os fotógrafos profissionais não deixarão de gastar eletricidade carregando a bateria de DSLRs, pois elas não sairão do mercado nem suas carreiras serão ameaçadas, mas, de maneira geral, o padrão de qualidade de fotografias digitais irá aumentar muito nos próximos anos. Com apenas a câmera de um smartphone, será possível entrar no mundo da fotografia com ótimos resultados.