Inovação & Tech 5 meses atrás | Leo Saldanha

Fazendo arte com blockchain

Kevin Abosch já tinha vendido uma foto com tecnologia blockchain. Agora ele usou o próprio sangue para uma obra e foi destaque no New York Times

por Revista FHOX
A obra de Kevin Abosch em destaque no NYT

O artista conceitual e fotógrafo Kevin Abosch vive em Nova York. Recentemente ele vendeu uma foto com tecnologia blockchain por 1 milhão de dólares e agora usou o próprio sangue em uma nova arte. Ele faz uma crítica na relação obra de arte e artista, e estendeu a nova peça como uma extensão do artista. “Comecei a pensar em mim mesmo como uma moeda”. Para viabilizar a criação ele usou o blockchain e os contratos inteligentes da Ethereum para criar um token só dele com 10 milhões de unidades, batizada de IMMA Coin.

Kevin Abosch. Polêmicas, exposições e projetos com blockchain

Uma forma de monetizar a si próprio.  Contudo, para que realmente fosse uma moeda a partir do próprio corpo, ele precisaria conectar de alguma forma seu corpo para poder vender pedaços de si mesmo. Para tanto, ele retirou seis frascos de sangue e usou para carimbar o endereço do contrato em 100 pedaços de papel. Se vale realmente ou vai vender é outra história. O fato é que Abosch atraiu a mídia e alguns dos principais meios de comunicação do mundo com essa iniciativa.

Kevin Abosch. Arte com o próprio sangue

O New York Times vê essa criptomoeda e as outras criações de Abosch como uma crítica ao BitCoin e as criptomoedas em geral. Crítica ou não, a relação de valores de obras de arte e criptomoedas até faz certo sentido, pois no fim envolve uma questão de valor e preço totalmente subjetivos. Vale lembrar que Abosch vendeu uma foto digital com tecnologia blockchain por 1 milhão de dólares em série limitada (algo que só é possível com a geração de uma identidade única para cada arquivo graças ao blockchain).

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A moeda IAMA Coin de Abosch foi exposta recentemente no Museu Estatal Hermitage em São Petersburgo no Rússia. A próxima proeza do artista é a promessa de transformar Manhattan em uma criptomoeda. Mais uma ousadia que irá vender pedaços digitais da capital do mundo e que certamente vai gerar muita mídia (e dinheiro) para esse fotógrafo entusiasta do blockchain.

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