Inovação & Tech 12 meses atrás | Leo Saldanha

Estudo de caso: Musical.ly e o poder da combinação de vídeos e músicas

Comunidade global segue avançando no mundo todo e também no Brasil

por Revista FHOX

Basta olhar para a forma como a empresa se vende para ver que enfoque é ambicioso. “O musical.ly é a maior comunidade criativa de vídeos mobile do mundo!”. A empresa chinesa com base em Shanghai é um daqueles cases surpreendentes dessa nova fase da sociedade líquida em que vivemos. O primeiro protótipo foi lançado em 2014 e de lá para cá foram muitos saltos. Os usuários podem criar vídeos de 15 segundos até 1 minuto. Basta escolher a música para acompanhar e inserir efeitos e filtros. Imagine um Instagram ou Snapchat com trilha, mas com um alvo claro em imagens em movimento. Existem os influenciadores dentro da plataforma que são conhecidos como musers. E ainda dá para pesquisar por músicas em alta, sons ou claro, as hashtags.

Com 200 milhões de usuários no mundo e em média 12 milhões de vídeos são publicados por dia no Musical.ly. Desses 200 milhões, 66 mi estão nos Estados Unidos (onde a marca conta com um escritório em San Francisco). Ou seja, a presença mundial é espalhada. No Brasil a marca cresce. Fez até participação com merchan especial no último Big Brother Brasil onde os finalistas criavam vídeos com a aplicação. O Brasil é um dos mercados mais importantes para a marca. Perdendo só para os Estados Unidos, Índia, Espanha e Itália. A empresa conquistou uma audiência mundial que está mais para Snapchat do que Instagram. Afinal, o público médio é bem jovem. Veja só, 43% dos usuários nos Estados Unidos tem 18 anos ou menos e desses 67% são mulheres.

A empresa foi comprada em novembro passado pela Bytedance Technology Co por um bilhão. A Bytedance era justamente a dona do maior concorrente a Tik Tok Short Video. Ou seja, agora é uma comunidade gigantesca meio que sem concorrentes diretos. Quer dizer, mais ou menos. Pois o Facebook acaba de lançar uma função nova que é similar ao serviço da Musical.ly. Os usuários podem cantar juntos uma canção no modo ao vivo do Facebook.

E como a empresa ganha dinheiro? Bem, o modelo de negócio da Musical.ly segue os moldes de outras gigantes online. Onde usuários são a usina e o conteúdo gerado é a moeda corrente. Ou vice-versa. Coca-Cola e outras grandes marcas vem fazendo campanhas patrocinadas em um engenhoso modelo que só funciona porque os usuários criam junto com as marcas. E de um forma vibrante já que envolve vídeo, música, a marca e o usuário.

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A parte tecnológica avança junto. E o nome do jogo é na realidade aumentada. A empresa anunciou recentemente novos filtros (FaceMask) de RA inspirados em rostos de celebridades. Tudo muito semelhante ao Snapchat e Stories do Instagram. Por falar em famosos, obviamente cantores tem grande espaço dentro da ferramenta e usam com frequência. Isso inclusive ajuda na expansão do serviço.

Ao contrário do que muita gente pensa, o Musical.ly não é só sobre música e dublagem de canções famosas. Como concorrente Dubmash que fez sucesso por aqui uns anos atrás. A comunidade cresce por apostar em interação com transmissões ao vivo, na possibilidade de enviar dinheiro virtual para celebridades dentro da ferramenta e estender as funcionalidades para inserir trilhas em vídeos dos mais variados. Ou seja, ao contrário de outras marcas digitais (Vine, Hipstamatic, Periscope) a Musical.ly soube se reinventar. O enfoque em comunidade global de vídeos mostra-se uma decisão acertada. Isso é algo aliás que alguma marca do mercado fotográfico já deveria ter olhado com mais carinho faz muito tempo. Eu sempre imaginei uma câmera ou dispositivo exclusivo para vídeos com trilha (conectados) algo que poderia fazer muito sucesso entre os jovens. Mas tudo bem, o smartphone está aí para isso.

Saiba mais: https://www.musical.ly/en-US/

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