Equipamentos 3 anos atrás | Redação

Drones: um mercado que promete altos voos

Fabricantes, desenvolvedores e prestadores de serviços no Brasil devem faturar 200 milhões de reais em 2016

por Revista FHOX

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O Réveillon de 2014 não traz boas lembranças a Wellington Macedo. Ele registrava a queima de fogos em Sobral (CE) quando o drone comprado de segunda mão, e defeituoso sem seu conhecimento, caiu no Rio Acaraú carregando uma GoPro. O fotógrafo e videomaker ficou desesperado; contratou um mergulhador para recuperar o equipamento. “A única coisa que aproveitei foi o cartão de memória com as imagens gravadas”, conta.

Ele havia conhecido os drones na Fotografar 2013 e ali percebeu as potencialidades da tecnologia em suas reportagens. Acabou sendo o primeiro em sua cidade a usar o equipamento. “Após um ano ganhando experiência e aprendendo a pilotar, comprei uma versão mais avançada e recentemente o Phantom 4. São equipamentos inteligentes e altamente resistentes a impactos”, diz ele, explicando que no Ceará muitas indústrias e produtoras de eventos passaram a demandar fotos e vídeos registrados por drones e não mais a utilização de helicópteros na captura das imagens, baixando assim os custos das reportagens.

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“Drone e helicóptero se completam”, avalia o fotógrafo paulistano Cassio Vasconcellos, que acumula mais de 900 horas de voo de helicóptero capturando imagens. Esse tipo de aeronave é mais adequado para cobrir extensas áreas. “O drone é limitado em raio. Em cidades grandes, o uso de helicóptero se torna vantajoso porque em uma hora de voo é possível fazer todas as imagens, enquanto com drone pode se levar de dois a três dias”, compara. Ele conta que não utiliza drone na cidade de São Paulo por questão de segurança. O seu modelo é o Phantom 2. Piloto por lazer, Vasconcellos chama atenção para a obrigatoriedade de registro de um drone, de curso de pilotagem para conhecimento mínimo das regras de aviação, minimizando riscos de acidentes.

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Mercado –
Segundo estimativas da MundoGEO, existem 20 mil profissionais no Brasil capturando imagens por drones, movimentando fabricantes, importadores, prestadores de serviços. “A previsão para este ano é um faturamento de 200 milhões de reais”, diz Emerson Zanon Granemann, comparando com o mercado norte-americano: “Por lá, nos próximos dez anos essa indústria gerará cem mil empregos e faturará 13 bilhões de dólares”. Ele fundou a MundoGeo em 1998 que hoje é líder na América Latina em soluções integradas de mídia e comunicação para o setor de Geomática e Soluções Geoespaciais e organizadora da feira DroneShow Latin America, que teve sua segunda edição de 10 a 12 de maio no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

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Na programação, seis cursos abordando desde tipos de aplicações de drones, pilotagem, até legislação brasileira sobre o assunto. É um mercado que amadurece e já tem até concurso internacional, o Dronestagram. No ano passado, o vencedor foi o brasileiro Ricardo Matiello com a foto do topo da Catedral Nossa Senhora da Glória de Maringá, no norte do Paraná. E com sabor especial, pois ele venceu pelos júris técnico e popular.

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