2 meses atrás | Leo Saldanha

ENF: os negócios de fotografia para apostar e investir em 2020

Com o radar voltado para o mercado a Escola de Negócios FHOX indica quais os segmentos para fotógrafos e empreendedores ficarem de olho nesse ano

por Revista FHOX
TNWB

Com base em pesquisas e no próprio contato com fotógrafos profissionais das mais diferentes áreas (e de outros negócios de fotografia). Nesse post a ENF (Escola de Negócios FHOX) mostra quais os setores e comportamentos que devem motivar o consumo na fotografia. Mas primeiro temos que observar o momento do mercado. 

Cenário macro – Os recentes números divulgados por diversos sites de notícias mostram uma lenta recuperação e com expectativa de crescimento da economia em 2020. O PIB deve avançar para 2.3% e o mercado estima inflação menor e com juros mais baixos nesse ano. O que mostra um cenário favorável para esse ano em relação a 2019. Todavia, com ressalvas de uma recuperação lenta que deve seguir avançando com lentidão. 

No mercado geral da fotografia – Quase todas as áreas da fotografia sentiram o baque na perda de consumo. A fotografia é item supérfluo e isso afeta diretamente todos os setores. Claro, existem áreas com bons resultados mesmo nesse quadro. A ENF preparou abaixo um mapa de oportunidades para 2020 com base no que pesquisamos e nos contatos com os agentes do próprio ramo fotográfico.

Os segmentos quentes para investir na fotografia em 2020:
By Fotoboyz Events. Robô fotocabine em um evento norte-americano

Foto Cabine e impressão em eventos – Nos últimos anos só o mercado de cabines cresceu fortemente. Com avanço de 15% anualmente e novas propostas com formatos inovadores para atender a operações corporativas e eventos sociais. Esse aquecimento tem relação direta com a tendência da experiências instagramáveis. Logo, uma coisa puxou a outra. São inúmeros exemplos de museus, festivais e eventos em geral que precisam de impressão e cabines para compartilhar conteúdos e gerar fotos impressas personalizadas sobre essas experiências. 

Vídeo – Usar vídeo para divulgação e como produto. Cresceu o interesse de fotógrafos pelo assunto. Tanto para contar histórias como para promover os negócios, eventos e bastidores de tudo o que um fotógrafo faz. O profissional ser mais completo e cada vez mais multimídia não é algo que vem de hoje. Nos últimos dez anos muito se alardeou de que esse seria o futuro. Com a chegada da tecnologia 5G o vídeo vai “engolir” a fotografia nas plataformas e no consumo de todos. O profissional da imagem que não se atentar para essa oportunidade vai desperdiçar muitas chances de faturar, aparecer e encantar. 

Workshops para fotografia com smartphone – Recentemente uma matéria do site Fstoppers trouxe a atenção para esse tema. O fato é que fotógrafos daqui e de fora já criam cursos de fotografia básica para vender para clientes finais. O que o artigo recente do site gringo mostra é grande oportunidade de atrair mais interessados em aprender o básico de fotografia com o próprio smartphone. Lembrando que nem todos tem uma câmera boa em casa, mas é quase certeza de que fotografam com smartphone com certa frequência. Em tempo: No geral a área de ensino com cursos, workshops, congressos e afins mostrou-se saturada em 2019. E em 2020 não deve ser diferente. Mais de 15 eventos (de todos portes) foram cancelados em 2019 o que mostra o impacto nessa área na última década cresceu muito e agora recua. 

Massart Photography. Empresa norte-americana de fotografia faz um pouco de tudo. E na Austrália também está ficando comum

Fotógrafo(a) da família – Ser completo não só com vídeo, de estar presente e atuando na vida das famílias em todos os momentos marcantes. Do casamento ao parto. Do newborn até o ensaio de adolescente. Ser um fotógrafa da família é gratificante. Pois é chance de participar da vida dos clientes em diferentes momentos e gerar recorrência. De ser lembrado sempre para tudo o que envolve fotografia (e vídeo). Um cliente que compra algo de você uma única vez é uma venda avulsa. Um consumidor que contrata você sempre porque confia no fotógrafo para retratar diferentes fases da vida. Essa “família” tem um ciclo de consumo de anos e anos. E o profissional que entender e atender essa demanda terá uma grande possibilidade de faturamento, indicação e sustentabilidade econômica. O que a FHOX acredita é que o fotógrafo da família engloba casamento, gestante, parto, aniversário. Ou seja, tudo o que envolve a fotografia de uma família. Em tempos de crise estendida atuar com essa mentalidade talvez seja questão de sobrevivência. 

Comece 2020 no R.U.M.O. certo – Conheça a atividade da ENF que vai ajudar você em seus negócios

Instabusiness – Bate diretamente com as fotocabines e experiências instagramaveis. Os negócios que vivem e se destacam a partir do Instagram. Já existem estúdios fixos e itinerantes atendendo essa gigantesca demanda que está diretamente ligada com selfies e com a força do Instagram. Algo que envolve fotos, vídeos (Boomerangs) e afins. 

Fotógrafo de Tinder

As novas oportunidades digitais – Criar para o cliente que necessita de pacotes completos de fotografia para usar nas redes sociais. Foto (ou vídeo) de perfil (com várias opções e poses), álbuns completos digitais e vídeos divertidos. Parecem ainda pouco exploradas as inúmeras condições de criar para todas as redes sociais que estão por aí. Nos Estados Unidos surgiram fotógrafos específicos para atender no LinkedIn, Tinder e afins. Sem esquecer da nova fase dos filtros exclusivos. 

Formatura – O segmento de fotografia e vídeo para foto de formatura passa por transformações. O que não quer dizer que não existem desafios. O mercado para concluintes vai mais que dobrar de tamanho nos próximos anos. Contudo, a área que mais deve avançar é do EAD (no ensino superior). Resta saber se as empresas de foto de formatura vão conseguir se adaptar essa nova fase e conseguir adicionar valor para produtos impressos e digitais. Os número de concluintes de formatura no ensino superior deve ser três vezes maior (no mínimo) do que a fotografia de casamento. Isso para 2023 em uma cenário da economia muito mais aquecida.   

Fotografia escolar – São mais de 50 milhões de crianças em diferentes níveis da fase escolar. Do ensino fundamental ao médio. Com maior quantidade de crianças matriculadas na rede pública (que oferece oportunidade no volume) e 30% no setor privado. Neste último com um público de renda melhor e sedento por novidades em termos de produtos impressos. A impressão que fica é que falta um cardápio mais diferenciado para famílias conectadas e famílias cada vez mais grudadas na telinha do smartphone. O fato é que o fotógrafo que conseguir atender uma pequena escola já consegue se manter com bom faturamento durante um ano todo. O desafio é conquistar esse espaço e se manter lá. 

Apps de impressão – Está claro e evidente que existem poucas opções no mercado nacional para impressão a partir do smartphone. Marcas como a Phosfato e a própria Digipix Pro lançaram novas versões de olho na imensa quantidade de aparelhos ativos no Brasil. Afinal, temos mais smartphones do que brasileiros e a média de fotos “esquecidas” no dispositivo não param de crescer. Como dar vazão a isso em termos de impressão? e como adicionar valor e relembrar o consumidor que ao menos 10% das fotos esquecidas no aparelho deveriam ser impressas regularmente. São perguntas importantes para esse momento e que merecem o olhar de empreendedores dispostos a investir em uma área ainda pouca explorada. Sobretudo levando em conta a base instalada de dispositivos móveis. Outro desafio é criar um produto rápido e fácil (e único) que gere desejo de verdade no cliente. 

Foto Sombra no Maranhão. Exemplo de loja renovada

Loja de foto – As lojas de foto sofreram muito nos últimos anos. Só que agora ocorre algo curioso: os lojistas que ficaram notam o retorno do consumidor. Com perfil de usuário de smartphone e afeito a enviar as fotos para imprimir a partir do WhatsApp. A percepção de preço da 10 por 15 se perdeu. O que antes estava na casa dos centavos por foto impressa nesse formato agora aparece em lojas custando R$ 3 e em alguns casos custando 5 reais. O que parece iminente é necessidade do lojista ter um novo olhar para o negócio e busca mesclar o digital com o mundo real. Cases e formatos novos surgiram nos últimos tempos mostrando que sim, temos bons caminhos. 

Negócio de retratos – Não são poucos os casos de fotógrafos oferecendo retratos dos mais variados. Retrato é um clássico que existe desde o começo da fotografia dois séculos atrás. O que ocorre agora é um retorno de valor associado ao termo. Talvez por conta da popularização de recursos dos próprios smartphones com foco no retrato. Para o fotógrafo profissional é mais do que válido oferecer esse serviço. Seja para os clientes que já atende para uso profissional ou por pura vaidade. E bate diretamente com o item “Pacotes digitais” citado mais acima. Talvez a combinação de uma coleção digital + print de luxo dê um toque mais especial para essa oferta. 

Os canais inesperados – Linkedin e TikTok e Pinterest. Os fotógrafos e negócios de fotografia ficaram viciados na divulgação no Facebook, WhatsApp e Instagram. São canais poderosos para divulgar e vender. Só que LinkedIn e TikTok surgem como grandes apostas de retorno imediato. Na rede social corporativa do LinkedIn não só por conta dos contatos, mas pelas oportunidades dos próprios relacionamentos e de ajudar parceiros em suas necessidades de imagem. Já no TikTok é a chance para chegar nos mais jovens (crianças, adolescentes e adultos moderninhos) para aparecer com mais força em um canal totalmente novo e que em 2019 bateu em mais de 700 milhões de usuários no mundo. Muitos influenciadores surgiram no TikTok e usaram a plataforma para catapultar a fama no YouTube e até no Instagram. Não olhar para essa rede social em 2020 pode ser um grande desperdício. 

Fotógrafo pessoal – Mais do que ser profissional (o que é requisito básico e obrigatório) o fotógrafo terá que ter uma conduta ainda mais humana. Em tempos de hiper competição só assim para se destacar. Justamente por cuidar muito bem dos próprios clientes. Ou como está sendo dito: o novo marketing que dá certo envolve se importar de verdade com os clientes. Curiosamente a tendência visual mais forte para 2020 diz respeito a fotos mais humanas, verdadeiras. Com menos retoques e que mostrem a real identidade dos retratados. Uma venda de experiência que impacta de forma autêntica o cliente e não o fotógrafo. Por incrível que pareça isso parece ter se invertido nos últimos anos no mercado. 

Instagram é o novo estúdio? essa é uma pergunta relevante. Talvez até muito restrita, pois o Instagram é canal de vendas, lojinha, relações públicas e faz tudo para inúmeros negócios. A trinca Feed, IGTV e Stories parece imbatível e os recursos sociais são contagiantes e podem gerar não só negócios mas grandes ideias para o empreendedor atento. Contudo, envolve engajamento, consistência e criatividade. Não dá para responder se o Instagram é a nova “casa” do fotógrafo, mas certamente dá para responder: será que eu consigo faturar com meu negócio sem o Instagram? 

Drone não para de crescer – o que não quer dizer que basta comprar um drone. Na verdade a renda média cresceu de um operador atuando em segmentos como imobiliárias e corporativo. Ou para situações muito específicas. O videomaker e fotógrafo com muita técnica atuando nesse segmento de olho em nichos pode faturar 15 mil reais ou mais por mês. Mas é um ofício que pode ter pouco lado artístico e muito lado empresarial. E isso faz toda a diferença. 

Reuben Wu.

O autor 4.0 – a fotografia autoral conectada a nova fase das redes sociais. São inúmeros casos de fotógrafos autorais atuando em várias frentes compondo com o clássico (exposição, livros e séries impressas) sem esquecer de usar as novas ferramentas de divulgação em todas as plataformas disponíveis. Hoje, um fotógrafo pode ser “assinado” em um canal como o Patreon ou viver só de vender fotos nas redes sociais. Não que seja fácil, mas as barreiras para aparecer (se tiver talento) nunca estiveram tão baixas. E vale para fotografia de rua, natureza, fotografia de arquitetura e tantas outros assuntos da fotografia. A fotografia autoral 4.0 está com tudo aqui e lá fora e não deve parar de crescer em 2020. 

O clássico segue com tudo. Em um mundo afoito por novidades o fotógrafo que atua no clássico em qualquer segmento de forma verdadeiramente profissional já se destaca. O clássico aqui não quer dizer só estilo. mas também na forma de se portar, de trabalhar sério e prestar mais atenção nos clientes do que na concorrência. 

A Escola de Negócio FHOX acompanha as mudanças, avanços e transformações constantes do mercado fotográfico para preparar o melhor conteúdo para as atividades R.U.M.O. e Seminário Marketing 4.0.