Conheça o ImageCon - Conferência do Imaginário

Drones DJI auxiliam preservação de leões ameaçados na África do Sul

Há diversas formas inovadoras e revolucionárias de utilizar os drones. Uma delas é em pesquisas e coletas de informações, pois a tecnologia permite um mapeamento de alta precisão. A exemplo disso, Alex Braczkowski, biólogo e cinegrafista da vida selvagem, criou uma maneira inovadora de estudar o universo dos leões na África. Sua pesquisa tem como objetivo principal a contagem desses animais na fronteira entre os países de Uganda e Congo pois a espécie tem sido caçada em toda essa extensão. Principalmente por meio de armadilhas, conflitos com criadores de gado e caça furtiva de suas presas.

Braczkowski

Atualmente, estima-se que deve existir apenas 18 mil leões no continente africano. Porém, historicamente, as pesquisas realizadas foram muito imprecisas e não há dados que comprovem os números exatos. Antigamente, os pesquisadores utilizavam a técnica de “convocação” para averiguar a vida desses animais. Neste processo os leões são literalmente chamados para um veículo com uma isca de áudio, geralmente de um búfalo moribundo, e contados. O problema é que essas contagens fazem muitas suposições e possuem um alto grau de incerteza.

Iniciado em outubro de 2017, o projeto conta com o apoio financeiro de grupos como a National Geographic Society, Scientific Exploration Society, Siemiatkowski Foundation e a Rufford Foundation. Para obter dados precisos, Braczkowski conta não apenas com os leões, mas também seus bigodes. Cada impressão de bigode dos felinos é única, como uma impressão digital humana, permitindo-lhe compreender melhor e rastrear a saúde desses animais. Uma vez que muitos dos leões passam tempo no alto das árvores, Braczkowski tem usado como ferramenta para chegar perto o suficiente o drone DJI Mavic Pro. Assim, a identificação individual é um passo fundamental para o processo e permitindo, dessa forma, um acompanhamento anual e uma análise de como a alcateia muda e por quê.

Alex Braczkowski

Leões e Drones

Contar os leões africanos é uma das atividades mais desafiadoras para um biólogo da vida selvagem. Os drones sobrevoam os animais facilitando a aproximação e capturando fotografias detalhadas. Desta maneira, com as imagens gravadas, é possível armazenar as informações individuais e rastreá-los à medida que envelhecem com o tempo.

Nos próximos anos, será utilizado um modelo estatístico para rastrear esses animais e ultrapassar o tamanho populacional da espécie com base em como eles se saem. A parte complicada da captura dessa impressão é que os leões podem ser indescritíveis, ficar em habitats densos e desaparecer quando quiserem.

Alex Braczkowski

Durante a filmagem do primeiro especial do pesquisador para a National Geographic, Braczkowski passou por diversos desafios, um dos maiores deles era encontrar os felinos, que por hábito de caça acabam passando horas em cima de árvores. Para o biólogo, o advento dos drones mudou tudo isso. “Posso me aproximar dos leões, mesmo nas árvores. Isso mantém ambas espécies, leões e humanos, muito mais seguros. O drone se tornou uma ferramenta importante para obter os padrões de manchas dos leões que eu preciso para meu trabalho”, explica.

Além disso, uma importante preocupação do pesquisador é não perturbar a vida dos animais. Depois de algumas sessões simples de habituação, foi possível chegar a poucos metros deles sem perturbá-los. “Como cientistas, temos a constante atenção em não incomodar a vida deles, já que nossa pesquisa é vital para compreendê-los e protegê-los”, finaliza Braczkowski.