2 meses atrás | Leo Saldanha

Boom Image Studio: uma startup global que avançou na pandemia

Plataforma atende fotógrafos e negócios do mundo todo com um serviço inovador para atender a demanda na geração de imagens comerciais

por Revista FHOX

A Boom Image Studio é uma plataforma com foco em fotografia comercial. Ou seja, imagens que as marcas precisam para vender seus produtos, serviços e nas mais variadas finalidades. Alguém duvida que a demanda por isso só não parou de crescer? Porém, com a pandemia cresceu ainda mais e vai seguir assim. Boom é italiana e está presente em 80 países com uma rede de 35 mil fotógrafos cadastrados. Eu lembrei da francesa Meero e de certa forma as ofertas são similares. A Boom chegou depois, surgindo em 2018 com um propósito claro: ser a mais eficiente em ofertas de imagens para marcas com uma plataforma digital completa. Entregando assim tudo o que os negócios precisam para vender online. “Nós queremos reescrever o futuro da fotografia comercial” diz Federico Mattia Dolci, CEO da Boom, para uma matéria recente da TNW. 

 A Boom é uma startup italiana que ampliou a atuação justamente graças à pandemia. Com a entrada em 22 novos países na quarentena. A empresa cresce com 70 funcionários que falam 18 idiomas e que deve ter mais colaboradores em breve. Tanto é verdade que a expansão da Boom é ousada. Quer passar dos 80 para 140 países e a América Latina e Ásia estão no mapa desse avanço. Com crescimento de 400% de um ano para o outro, algo que não parece difícil de acontecer de fato. Até porque é um mercado que movimenta 80 bilhões de dólares por ano. Até hoje a Boom processou 3 milhões de fotos para marcas como Uber Eats, Deliveroo, Oyo e outras. 

Importante destacar que o olhar da empresa é para grandes marcas que atuam de forma global ou empresas fortes com atuação nacional. O que a Boom notou era a demanda que não era atendida para a fotografia comercial em um senso de escala global mesmo. As empresas ampliando a força no digital (ou já nascendo 100% online) e necessitando mais e mais de imagens vendedoras e que pudessem ser usadas em diversas ações e localidades simultaneamente. Estamos falando aqui de bilhões de fotos que são “subidas” de tempos em tempos em marketplaces, sites, apps e por aí vai. Muitas delas sem acesso a uma solução integrada, global e que fosse ágil nessas entregas. 

A tensão da necessidade rápida e global é óbvia. Na outra ponta está o fotógrafo. O que a Boom notou foi que existia um conflito na questão dos valores, do tempo e da forma como o processo corria. Desde o relacionamento com os clientes, entrega e fluxo de trabalho, etc. A Boom percebeu que poderia entrar nesse meio como o agente que facilita tudo. De seguir os padrões internacionais das marcas e criar um sistema tecnológico eficiente para servir ao mercado. No artigo da TNW o CEO diz que as sessões internacionais são agora feitas com rapidez. E que graças a conexão entre fotógrafos e marcas provida pela Boom eles conseguem fazer tudo de uma forma eficaz. Mais do que isso, conseguiram garantir rapidez, consistência e qualidade no mesmo serviço. O que de acordo com Dolci é o diferencial da empresa e o começo de um inovação no processo criativo e fotográfico para essa indústria. É aí que entra inteligência artificial e uma plataforma robusta que cuida de tudo para as marcas e na outra ponta fotógrafos.

O que a oferta traz é simples e ao mesmo tempo engenhoso: conecta os fotógrafos que as empresas necessitam e cuida das etapas sem dor de cabeça para um lado e outro. Importante dizer que isso não envolve só fotografia, mas também vídeo, drone, designers e outros criativos. A rapidez é outro ponto forte: em 24 horas a contratante recebe os conteúdos. A IA ajuda nas questões de pós-produção, edição completa das imagens e consistência de padrão segundo as exigências de cada marca. O diferencial da inteligência artificial da Boom é a segmentação das imagens, reconhecimento de objetos e outros recursos sofisticados.

O software da Boom retira o fundo automaticamente e faz outros ajustes muito rapidamente para dar foco total no produto, por exemplo. Entre os clientes atendidos estão redes de restaurantes que passaram a fazer entregas e precisam de fotos vendedoras até marcas de roupas que estão vendendo muito mais pela internet. É fato que as compras online e o mergulho do consumo no e-commerce é um caminho sem volta. No Brasil, a estimativa é que 30% dos brasileiros compraram pela primeira vez na internet por conta da pandemia e com milhões por aqui que ainda nem entraram na internet. Alguém duvida que esse mercado da Boom vai avançar muito em 2021? 

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