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O “apagão” do Facebook: uma reflexão

Será que dá para tirar alguma lição do que aconteceu ontem? Ou devemos seguir como se nada tivesse acontecido

Uma matéria no NYT diz que o Facebook está em declínio. O texto indica que o problema central é a fuga dos jovens da plataforma. Curiosamente o mesmo conteúdo parece esquecer do Instagram. O fato é que as notícias recentes sobre a rede social são sombrias. Ontem uma ex-funcionária mostrou o rosto e trouxe mais detalhes sobre o lado nocivo da empresa. A questão dos documentos que mostram que o Instagram é ruim para a saúde mental de adolescentes está entre os problemas. De 2018 para cá o Facebook mudou o algoritmo e dali em diante virou um palco ainda mais agressivo para falar de política e dividir as pessoas. Ontem, depois das seis horas de apagão, ficou evidente para quem dependia exclusivamente dos apps da marca o quanto é necessário uma alternativa. O que é angustiante para todos neste caso é qual seria esse caminho? Especialmente pensando nos anos dedicados ao crescimento no Instagram e na base de contatos do WhatsApp. No Brasil, o app de mensagens é usado por 99% das pessoas. A dobradinha Insta/Whats é matadora para compras, relacionamento e divulgação. Serve como canal de atendimento, vitrine e como um site. O Facebook perdeu cerca de 50 bilhões de dólares em valor de mercado e amargou prejuízo de 6 bilhões com publicidade e afins. Milhões de pessoas não conseguiram logar em sites, tevês e apps porque tinham suas contas vinculadas com a senha e acesso da rede social para entrar em outras plataformas. Matérias do G1, Exame e de jornais como Estadão, Folha e O Globo, mostraram pequenos empresários e empreendedores em geral sem ter muito o que fazer. Teve gente que ligou, mandou SMS e vendas foram perdidas. Começar a semana desta forma não é muito animador. Com tudo o que ocorreu vale a pergunta no dia seguinte: será que posso tentar algo para não ficar refém?

Mulher Segurando Um Smartphone Preto

Negócios fora do Face/Insta/Whats? sejamos sinceros, essas redes não vão sumir e isso é óbvio. Em muitos países o Facebook é visto como a internet. Países como o Brasil e Índia têm forte dependência para vendas via WhatsApp (basta notar que vários deliveries pelo país pararam ontem porque não tinha a ferramenta funcionando). Você aparece, atrai e se relaciona usando o Insta (e vende por ali também) e o Whats é o fechamento, acompanhamento e relacionamento. Ou vice-versa. Eu sou usuário assim como você e não vou deixar de usar essas plataformas. Mas desde 2020 foquei em três frentes distintas: criei um site pessoal, sigo criando podcast (que está  na Apple, Google e Spotify) e foquei principalmente no YouTube. Hoje o YouTube é meu principal canal em audiência. E isso mesmo sem ter tantos inscritos. Também estou presente no TikTok e vejo um bom caminho ali por envolver vídeos divertidos e porque a audiência está cada vez mais abrangente. Isso quer dizer que você tem que seguir pela mesma trilha? Não. Aqui está a parte complicada na minha indicação para você que está em busca de alternativas. Primeiro: onde está seu público? A minha audiência está bem forte no Insta e YouTube. Segundo, como você se sente melhor para comunicar o que quer? Eu curto gravar vídeos e escrever textos. Importante dizer que na minha estratégia eu ampliei a entrega dos conteúdos em diferentes canais. Um vídeo se transforma em podcast que vira post no meu site e redes sociais. Um dos desafios, seja qual for sua decisão estratégica, será entender que assim como levou tempo para chegar em algum lugar no Insta/Whats/Face, não será diferente nas novas plataformas. De novo, mais do que sair caçando um lugar como plano B, melhor pensar qual é a sua necessidade com base no seu público. Se quero atender jovens é bom estar no TikTok e lembrar que o app chinês está mordendo cada vez mais todas as faixas etárias do Instagram. Se seu público é de negócios, então LinkedIn é uma escolha óbvia. E por aí vai.

green and white apple logo

Tudo começa com uma pergunta – Contudo, existe outra complexidade no pensamento maior sobre o que aconteceu ontem com o “apagram”. O grande questionamento bem mais desafiador que podemos nos fazer é: como posso fazer algo fora das redes sociais em relação ao marketing? Conheço e vejo fotógrafos e negócios de foto que estão fazendo um trabalho forte em sites, e-mails, parcerias e coisas físicas. São estratégias importantes que envolvem a internet ou o “mundo analógico”. Mas lembrando, não é para ser o tipo de coisa “um ou outro” e está mais para “Insta e afins e mais o que eu posso fazer que vai me ajudar também”. Ou seja, o choque de ontem deveria servir como um ultimato para repensar e tentar coisas diferentes. Sem esquecer das redes sociais, pois elas seguem importantíssimas, mas da próxima vez que tiver um apagão, talvez você possa se sentir menos impotente diante da situação. 

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