8 meses atrás | Leo Saldanha

ArtLifting e a proposta de decoração por uma boa causa

Plataforma on-line decora empresas com obras de artistas em risco de exclusão social

por Revista FHOX

Criada em 2013 pelos irmãos Liz e Spence Powers e mais quatro artistas de Boston, a ArtLifting faz a venda de arte para empresas como Starbucks, PayPal, Amazon, Staples, Harvard, , Microsoft, LinkedIn e Google. Basicamente eles vendem arte para decoração do ambiente dessas empresas. Importante destacar que essas obras são só de artistas em risco de exclusão social. Fotografia, pintura e outras categorias entram na oferta.

A ArtLifting está presente hoje em 19 países e apoiando mais de 157 artistas em condições especiais. Para as empresas é a forma de usar a arte para não decoração, mas também para apoiar uma causa nobre. Com a venda de cada obra o artista leva metade do valor. A matéria para a Forbes destaca que a Amazon é uma das empresas que começou a decorar escritórios nos Estados Unidos com peças da plataforma. Caso da fotógrafa Damiano Austin de Seattle. Com a parceria da ArtLifting a fotógrafa conseguiu arrendar um estúdio de fotografia na cidade. “Saber que há uma empresa que quer fazer a diferença no mundo e vê beleza naquilo que eu acho belo, é fantástico para a confiança, determinação e inspiração” disse Damiano Austin. “Vi artistas a conseguir pagar as suas casas, a ganhar confiança e a superar obstáculos através da venda e celebração da sua arte”, destacou na matéria a fundadora da ArtLifting, Liz Powers. “O meu objetivo é dar visibilidade aos seus talentos invisíveis e, através disso, mudar estereótipos” completou.

“Os trabalhadores relacionaram-se imediatamente com os artistas e com as suas histórias pessoais. Estamos prontos para levar esta parceria para o próximo nível e incluir ajudar a melhorar mais vidas, através da incorporação de mais peças de arte nos nossos escritórios e hubs tecnológicos nos EUA”, refere John Schoettler, vice-presidente da divisão global de instalações e imóveis da Amazon.

O artigo trouxe ainda o case de Scott Benner da ArtLifting em 2014. Ele tem síndrome de Horner que paralisa um lado do rosto. Com a parceria da plataforma ele começou a ter renda o que ajudou a pagar as contas de casa. Uma das empresas que comprou as obras dele foi o Google.

“Google é uma empresa que acredita que o ambiente de trabalho pode contribuir para a saúde, bem-estar e produtividade. Assim, tentamos criar espaços que sejam agradáveis para trabalhar, atrativos e que encorajem para que te sintas no teu melhor. A melhor parte desta parceria é a missão social que está por detrás deste trabalho”, sublinha John T. Moran, diretor de imobiliário e workplace Google.

“Esforçamo-nos para criar espaços que inspiram e ajudam a cultivar a inovação e esperamos que estas peças de arte possam influenciar positivamente o dia-a-dia dos nossos trabalhadores da Google em Cambridge”, disse na matéria John T. Moran.

O que é mais engenhoso da plataforma é a possibilidade de transformar uma mesma obra em diferentes produtos. Uma pintura ou foto pode virar caneca, case de smartphone, almofada etc. Algumas das obras disponíveis são bem valiosas e chegam ao incrível valor de 23 mil euros. Valorizar a arte dando suporte a artistas desamparados. Deve ser por isso que Liz Powers recebeu a chancela da Forbes em 2017 como uma das empreendedoras sociais mais promissoras com menos de 30 anos. O case da ArtLifting comprova o poder da arte combinada com iniciativas colaborativas e beneficentes nesses tempos de conexão total. Uma forma de atender demandas específicas, decorar ambientes dos mais variados tipos com arte e ainda ajudar quem precisa. A propósito: a marca também vende arte dos mesmos artistas para decorar as casas de consumidores finais interessados. Saiba mais: https://www.artlifting.com/

 

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