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A investida da Adobe contra as fotos falsas

O projeto da Adobe em parceria com o New York Times e Twitter avançou. Batizado de CAI (Content Authenticity Iniciative) é uma tecnologia que define um padrão aberto que define nas fotos metadados com proteção criptografada. Assim, quando a foto é feita gera a marcação do nome do fotógrafo no arquivo, o local, onde a foto foi feita e até o nome dos editores que por ventura editaram aquela foto. E é algo que vale mesmo para coisas simples como correção de cor ou ajustes simples.

O assunto é tão importante que foi tema de uma matéria na celebrada revista da Wired. A Adobe promete a novidade para o Photoshop. Com isso, os recursos de marcação CAI aparecerão em um preview no programa. O que na prática representa que na medida que as fotos forem sendo alteradas o registro aparece. Imagine as camadas do Photoshop só que indicando as alterações. O CAI é tão sofisticado que mostra até se a fotografia foi publicada em sites de notícia. O que é promissor nessa tecnologia é a chance de reduzir a disseminação de notícias falsas e o uso indevido de fotos alteradas digitalmente. O desafio é que os usuários é que terão que fazer essa checagem quanto ao metadados de cada imagem. Contudo, é uma novidade importante e importante para esse momento de ondas de fake news. 

Adobe Provides More Details on Its Anti-Misinformation System, the ...

Outro grande desafio da CAI é a adoção generalizada. O que representa na prática o seguinte: fotógrafos, agências e consumidores em geral teriam que adotar fortemente essa plataforma. O que não parece tão difícil já que a Adobe conta com milhões de usuários assinantes em todo o mundo. São designers, videomakers, fotógrafos, canais e agências. Sem essa popularização ficará bem difícil para a CAI pegar de fato. A Wired colocou muito bem nas indagações sobre o futuro dessa iniciativa. Para que ela prospere é fundamental que o Creative Cloud promova com consistência a tecnologia. E mais: que as redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter abracem isso (na verdade o Twitter já abraçou e é parceiro da Adobe nesse projeto). E claro, espera-se que Google também faça o mesmo.

O que muda com a migração da Adobe Creative Suite para a nuvem ...

Nos últimos dois anos a FHOX mostrou inúmeras demonstrações de tecnologia blockchain na fotografia. Que tornam a foto única mesmo sendo digital. O obstáculo do Blockchain é o mesmo da CAI. Adoção em massa. A Wired diz que no futuro o CAI poderia ser integrado em câmeras, sistemas operacionais e afins. Aí sim teríamos uma nova é única forma de atribuir as informações com metadados sem qualquer chance de adulteração. Talvez até com controles mais sofisticados indicando quem e se alguém roubou uma foto e outras evoluções fascinantes. Um sonho distante, mas não impossível. E se tem uma empresa que tem condições de fazer isso no mundo da imagem é a Adobe. Em tempo: a Adobe contratou importantes engenheiros de outras gigantes para criar um aplicativo universal de fotografia. Algo para competir com o Instagram e afins. Talvez quem saber a CAI também faça parte desse ousado plano da empresa. O que também não seria uma má ideia. Como será isso veremos em breve. Já que a marca anunciou o sistema ainda para 2020.