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A Imagem como elemento transformador

“A nossa missão hoje é criar experiências estéticas que transformam a relação entre pessoas, espaços e sociedade.”, explica Olavo Ekman, um dos integrantes do coletivo Bijari, um clássico paulistano formado em 1997, como um coletivo de arte, onde 10 amigos, todos alunos da FAU-USP, se reuniam para fazer trabalhos e compartilhar estúdio e atelier. “A gente se reunia para fazer arte e dividia as contas. Com o tempo todo mundo se formou, vários foram constituindo família e etc… e aí o Bijari foi se profissionalizando” conta Olavo. Mas a perspectiva sempre foi a do ativismo e numa escala da grandiosidade da cidade, como provam os incontáveis video mappings feitos pelo grupo em São Paulo e em inúmeros outros locais, mundo afora. O MASP, a Fiesp e a Oca do Ibirapuera, são apenas alguns dos ícones da arquitetura de paulistana visitados pelos projetores do Bijari. Mas embora, as projeções e o trabalho de VJ tenham pavimentado muitas coisas para o grupo, suas ações são muito mais amplas e ecléticas se dividindo entre cultura, arte, design e os trabalhos mais comerciais para marcas como Ford ou Natura e celebridades como Ivete Sangalo. “Mantemos uma relação intensa com a cultura, como no caso das projeções cenográficas para teatro em que já ganhamos duas vezes o prêmio Shell de cenografia”, afirma Olavo, lembrando que mesmo para a infinidade de trabalhos comerciais feitos para empresas e marcas, às vezes mais publicitárias, as vezes mais dentro do mercado de eventos., o Bijari está sempre tentando explorar novas possibilidades e novas tecnologias de imagem e de expressão de imagem, bem como de expressão estética. De certa forma, parece ser uma eterna busca na arquitetura e no urbanismo que compõem a base do coletivo, assim como o inconformismo com os desequilíbrios da sociedade em que vivemos. A crítica inteligente está sempre presente nas intervenções urbanas que também podem ser apontadas como marca registrada do coletivo.

Ações que empoderam ocupações habitacionais, ou que chamam atenção para a gentrificação de bairros icônicos, ou que sugerem sutilmente o ocupação desordenada da cidade. O Bijari é crítico e ácido e tem algo de muito relevante a dizer para artistas visuais, fotógrafos, e pessoas que trabalham com imagem, ao longo dos seus mais de 20 anos de história. Para realizar sua missão, citada no começo desse texto, a imagem é fundamental. Foto, vídeo, ilustrações e suas mesclas, luzes, cores, transições e sobreposições geram experiências imagéticas inesquecíveis e lúdicas. Ao final, o resultado da vasta exploração imagética conduzida com precisão e maestria, conduz a novas imagens impressionantes, como por exemplo, o stand de vendas de um edifício que vira uma escultura no skyline da Urbe. Só vendo! Recentemente, aí já no campo da experimentação da linguagem vídeo, sobreposta ao contexto de Games  o grupo se aventurou na produção de um videoclipe chamado Lumem Craft. O resultado é muito interessante e só reforça a alta capacidade do Bijari de criar imagens lúdicas e inebriantes. Um pouco mais de toda essa força criativa no campo imagético poderá ser conferida na live de hoje a tarde no Instagram da FHOX (@fhoxonline), às 16 horas.