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A líder dos álbuns de formatura

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Segundo Rodrigo Zancan, que dirige a empresa, a migração do álbum fotográfico para gráfico dá-se de maneira acelerada. Além do fator custo de produção mais atrativo, a tecnologia permite várias opções de acabamento que agregam valor ao produto final. Mais do que ser uma usina de álbuns, a Zangraf prepara-se para oferecer a seus clientes soluções inteligentes que passam pelo sistema de venda ao formando, gestão empresarial e outros itens que emperram o desenvolvimento sustentável de muitas empresas organizadoras de formatura pelo Brasil. Sem dar mais detalhes, porque o lançamento da primeira etapa do projeto está previsto ainda para o primeiro semestre, Zancan está confiante no investimento.
Em meados de janeiro, um dos meses da alta temporada das formaturas, ele bateu um papo com FHOX. Veja trechos da conversa.

FHOX – O nome Zangraf tem algum significado?
Zancan – Tem. Zan vem do meu sobrenome, Zancan, e o graf, de gráfico.

FHOX – A empresa completou uma década em 2016. Quais as principais conquistas no período?
Zancan – Acredito que a maior conquista foi acertar o projeto. Há uma década, falar em impressão gráfica era um desafio. Não se sabia se o gráfico ia pegar, se o investimento foi certo ou não, mas apostamos no projeto. Conseguimos, de certa forma, substituir o papel fotográfico pelo gráfico.

FHOX – Muitos profissionais do ramo fotográfico no País não sabem que Santa Fé é a “Capital da Fotografia”. Em sua opinião, é uma falha de comunicação das empresas do segmento aí instaladas?
Zancan – Acredito que sim, até pelo fato de que foi o Kello [Vanderlei Ferreira, da Kello Formaturas] quem foi atrás de trazer o título para Santa Fé e, de certa forma, não é divulgado pelas empresas.

FHOX – Seria difícil?
Zancan – Há algumas semanas fizemos uma reunião com as empresas de formatura de Santa Fé para discutir sobre isso. Neste ano vamos fazer um evento no “Dia Mundial da Fotografia” [19 de agosto], como foi no ano passado. Também estivemos no início de janeiro na Prefeitura para ver se pode fortalecer esse marketing. O portal da cidade [câmera fotográfica] ficou meio abandonado; agora voltamos a trabalhar nisso.

FHOX – O fato de a Zangraf estar no Paraná, e não em outro estado, tem implicações de incentivos fiscais?
Zancan – Não. A alíquota nossa é diferente de São Paulo, mas não é complicador. Estamos num lugar privilegiado porque Santa Fé tem um polo muito grande das empresas de formatura. Estamos no local certo para o segmento. Por aqui atendemos boa parte do Brasil.

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FHOX – Qual o desempenho da empresa em relação a seu segmento nesses dez anos?
Zancan – Acredito que crescemos acima do segmento. Fizemos investimento em uma máquina menor da HP, a 5000, porque achamos que atenderia a demanda; hoje temos uma 7600. Começamos em 2006 com minilabs e à procura de inovação. Fomos para Alemanha, Israel, a convite da HP para conhecer a tecnologia Indigo. Em 2008 aconteceu a aquisição da máquina. Um ano e meio depois, todos os minilabs foram desativados.

FHOX – Quantos álbuns são produzidos anualmente pela empresa?
Zancan – Estamos com 120 mil álbuns por ano, atendendo o Brasil inteiro.

FHOX – A Zangraf tem atuação nacional e se apresenta como maior do segmento na impressão de álbuns de formatura no País. Tem concorrentes? Gostaria que comentasse esse quadro.
Zancan – Há várias empresas atendendo com o gráfico, Xerox, Konica Minolta. Acredito que haja de 15 a 20 empresas de porte menor. Acompanhamos o mercado, principalmente os equipamentos lançados, como os da Xerox. Os da Konica Minolta são de pequeno porte, que não atendem nossa linha de produção. Em fevereiro de 2016 estivemos em Rochester [Estados Unidos] para visitar a fábrica da Xerox.

FHOX – O que o senhor viu de bacana lá?
Zancan – Em relação a equipamento, o formato da mancha de impressão da Xerox é bacana, mas a HP domina o mercado ainda. Não vi nos equipamentos da Xerox tantas coisas que poderiam nos ajudar.

FHOX – O segmento empresas de formatura passa por um choque de gestão nos últimos tempos. Até que ponto isso afeta a Zangraf?
Zancan – Está tendo esse choque, mas muitas empresas não passam por dificuldades porque vêm investindo em gestão, controle; algumas não vão passar por essa turbulência, vão ficar pelo meio do caminho. Como o mercado é grande, procuramos novos parceiros para renovar a carteira.

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FHOX – Qual a política da Zangraf na concessão de créditos? A inadimplência aumentou desde 2014?
Zancan – Temos uma análise de crédito bem afinada. Nosso sistema permite ver o nível de endividamento, então damos um teto e quando é ultrapassado vem a negociação. Isso é feito diariamente. Em 2016 tivemos um aumento na inadimplência, não imaginávamos que alguns parceiros passassem por uma situação difícil, de um desencaixe rápido. Intensificamos então a análise de crédito.

FHOX – Quais as metas da Zangraf para os próximos dois anos?
Zancan – Neste ano não pensamos em aumentar o volume de cópias impressas, mas estamos investindo pesado em tecnologia, em software. É olhar para dentro e também ver as necessidades de empresas no Rio, em São Paulo, Santa Catarina, Cuiabá, Manaus, para desenvolver uma ferramenta que as ajude.

FHOX – Em que estados se concentram seus clientes?
Zancan – Paraná e São Paulo. Muitas das empresas do Paraná atuam também em São Paulo.

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FHOX – Quantos funcionários tem a empresa?
Zancan – Diretos são 47 e indiretos, de 30 a 40, dependendo da época do ano. Em janeiro, fevereiro e março, por exemplo, chega a 40 pessoas trabalhando conosco.

FHOX – Há capacidade ociosa?
Zancan – De impressão, sim. Na formatura existe um pico, em fevereiro, março, abril, maio. Nestes meses, posso falar em ociosidade de 15%; fora dessa época é de 40%.

FHOX – Quantos equipamentos tem a Zangraf para impressão?
Zancan – Vendemos a 5000 porque era inviável e hoje só temos a 7600. A 5000 tem uma capacidade bem menor e custo de impressão bem maior.

FHOX – O que a crise dos últimos dois anos trouxe de oportunidades?
Zancan – Foi um filtro que teve, infelizmente é crise para um, oportunidade para outro. Nesses dois anos o papel fotográfico [preço] aumentou bastante e várias empresas foram para o gráfico. O papel fotográfico deixou de atender à grande massa do mercado de formatura no Brasil.

FHOX – Quanto representa o gráfico no segmento?
Zancan – Deve estar em torno de 90%. Isso é muito regional. Vejo ainda uma pequena resistência ao gráfico em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Se a pessoa que tem minilab realmente fizer conta, verá a viabilidade do gráfico.

FHOX – Paraná liderou essa migração?
Zangraf – Acredito que sim, no grande volume. Uma pessoa que fez isso ser rápido foi o Vanderlei, o Kello, que apostou no gráfico. A Zangraf começou a prestar serviço para Kello, que está no Brasil todo com uma carteira de cursos muito boa, como medicina, direito. Foi aí nosso pontapé inicial e a aceitação foi rápida.

FHOX – O mercado absorve mais empresas de formatura?
Zancan – A todo momento tem espaço para novas empresas, principalmente para o pessoal que entra com conceito de gestão, tecnologia. Isso é sadio para o mercado que está precisando se inovar, se profissionalizar.

FHOX – Como o senhor chegou ao mercado fotográfico?
Zancan – Comecei a trabalhar com 14 anos de idade na Kello, em Santa Fé, como auxiliar de laboratório, revelava filme. Fiquei por dois anos, saí da produção para fotografar e filmar para Kello; viajei o Brasil todo como freelancer. Depois montei a empresa Vitória Formaturas, em 2002. O auge dela foi 2003, 2004, e aí surgiu a ideia de prestar serviço. Eu viajava muito para Goiânia, onde me despertou a necessidade de fazer algo diferente, porque todo mundo estava praticamente fazendo a mesma coisa, imprimindo foto 24 por 30 e colocando no saquinho. Considero o mercado de Goiânia sempre inovador. Tinha um sócio na Vitória e em 2006 fechei a empresa para abrir a Zangraf.

FHOX – Quais foram suas primeiras impressões quando viu o álbum gráfico?
Zancan – Como disse, no papel fotográfico todo mundo faz a mesma coisa na impressão. Na minha visão, chegou a uma limitação. Agora que começamos a caminhar no gráfico, com verniz localizado, aroma, textura. Até então investimos em gestão e na busca de equipamentos desenvolvidos para formatura. Não tinha nada pronto para o mercado.

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FHOX – Qual a diferença de preço entre o fotográfico e o gráfico?
Zancan – Depende muito do tipo de acabamento, porque o gráfico permite várias coisas, como verniz, textura, enfim, acaba tendo valor agregado.

FHOX – Existe ainda muito álbum em saquinho?
Zancan – No primeiro semestre, a quantidade é considerável para poder atender os colégios. O prazo de entrega precisa ser muito rápido. Em 2012, 80% da nossa produção eram em saquinho. Em 2014 entrou forte o gráfico, o 30 por 40 cm principalmente, que é o carro-chefe nosso, e começou a inversão. De um ano para o outro, o saquinho caiu de 80% para 40%. Em 2016, 90% foram em frente e verso e 10% em saquinho, que está saindo do mercado.

FHOX – A Zangraf oferece também tratamento de imagem e diagramação de álbum. Como está essa área?
Zancan – A Zangraf investe constantemente nisso, em design, em viagens para olhar como está esse mercado e em trazer novidades e adaptá-las para o nosso segmento.

FHOX – Em que região do Brasil a estética do álbum de formatura é mais desenvolvida?
Zancan – Acredito que Goiás é uma região que sempre apresenta inovações, Rio de Janeiro também. Na verdade são as empresas que atendem o público A, porque esse pessoal sempre busca novidades. Às vezes para atender públicos B e C fica inviável um material desses. Aqui atendemos parceiros que trabalham com o público A, então temos novidades todo ano. Isso não é por região, é por demanda do público.

FHOX – Há uma preocupação das empresas melhorarem a captura das imagens?
Zancan – Isso é constante, porque é uma necessidade; todo mundo está se renovando, principalmente nas fotos de estúdio, fazer um making of da turma, o pessoal está se reinventando, trazendo algo do casamento, do fotógrafo especialista em fotojornalismo. Há várias empresas se movimentando para fazer um material diferenciado.

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FHOX – Qual o prazo médio de confecção do álbum?
Zancan – Se for arquivo fechado, somente acabamento, o prazo é de sete a dez dias, dependendo da quantidade de alunos; se tiver manipulação, diagramação, fica entre 15 e 20 dias.

FHOX – Esses prazos podem ser reduzidos?
Zancan – É nossa luta constante em automação, na capacidade de impressão.

FHOX – Como são os sistemas da Zangraf?
Zancan – Acredito ser nossa principal virtude. O que sempre comento com o pessoal: equipamento, a HP está lá, o que vai nos diferenciar é gerenciar com rapidez a grande quantidade de arquivos recebidos, para ter credibilidade no mercado. Sempre investimos na gestão de softwares, em coisas desenvolvidas por nós e buscando outras no mercado para ser usadas na formatura. Em 2017 estamos focados nisso, estamos desenvolvendo um projeto para as empresas na pré-impressão, venda de álbum…

FHOX – O senhor vai atuar na venda do álbum?
Zancan – Não. Vamos disponibilizar para as empresas esse software que as ajudará na gestão.

FHOX – O mercado tem carência dessas soluções?
Zancan – Carece muito. Vejo que o segmento formatura tem muita informalidade no País e muito a desenvolver. Agora é o momento de apresentar algo a mais, porque o mercado precisa.

FHOX – O senhor já pensou em ter filial?
Zancan – Não, mas representantes, sim. Porque ter duas unidades de impressão inviabilizaria o negócio. Consigo atender rápido com toda a tecnologia num só lugar. É mais fácil atender alguns estados com representantes.

FHOX – Quantos representantes são?
Zancan – Hoje o comercial tem três pessoas: uma em São Paulo e as outras aqui [Santa Fé].

FHOX – Como o cliente chega até a Zangraf?
Zancan – O mercado de formatura no Brasil é grande e na mesma hora não é. Conhecemos o líder de mercado de cada região. Conseguimos mapear todo o Brasil e visitamos cada um deles ou os convidamos para conhecer nossa estrutura. Tem muita visita por aqui.

FHOX – Algo a mais a dizer?
Zancan – Existe uma movimentação no mercado de formatura de os álbuns não serem impressos 100%, de fazer a manipulação das imagens e o vendedor ir à casa do formando com o computador, tablet. Para a empresa de fotografia, o custo de impressão do álbum representa de 15 a 20% do custo do formando. A venda de álbum de formatura é feita na emoção e você consegue um tíquete maior por estar com o material pronto. Já vi empresas que fizeram essa experiência [com tablet] e tiveram uma queda grande no tíquete de venda e a conta não fechou. Se eu vendi pelo tablet um tíquete muito baixo, não tem como recuperar. Isso me preocupa porque nem todas as empresas estão preparadas para isso.