Entrevistas 6 dias atrás | Leo Saldanha

A ascensão da Go image

Laboratório profissional do Rio Grande do Sul abre mais pontos de atendimento pelo Brasil e inaugura nova sede em Caxias do Sul

por Revista FHOX

 

Cada vez mais a Go image avança como encadernadora nacional. Hoje, conta com uma operação que atua na capital dos estúdios do Brasil, Caxias do Sul, e que em maio passado inaugurou uma nova sede para os seus 60 colaboradores. O espaço possui mais de 2.500 metros quadrados e pode ser ampliado. O objetivo é claro: estar preparado para crescer e atender ainda melhor os clientes, fotógrafos de casamento, família e newborn.

A FHOX esteve nas novas instalações da Go image, um dia antes do evento On Stage, promovido pela empresa, que reuniu mais de 500 congressistas na cidade, e conversou com os sócios Cristian de Lima, Fábio Cabral e Rafael de Lima. Confira a entrevista:

FHOX – Quais são as expectativas para essa fase com nova sede e tantas coisas bacanas vindo aí?

Rafael – É a concretização de um sonho que surgiu de um planejamento. Sempre sonhamos em ter essa indústria e hoje vemos que estamos caminhando para esta nova fase, apesar de que já estávamos funcionando bem. Na verdade é um novo layout, uma nova cara pensada para atender ainda melhor. Do lado do evento, o On Stage é gratificante por reunir tanta gente, não só do estado, mas de outros lugares. Isso nos dá uma alegria e um gás para continuar lutando. Desde o começo a Go image trabalhou para melhorar o mercado em que ela está inserida. Isso sempre foi algo muito forte para a gente nas conversas com os fotógrafos e temos isso em nosso DNA.

FHOX – E falando do evento, a ideia é mantê-lo no calendário? Por que a cidade não tinha uma atividade só para os fotógrafos da região?

Rafael – Nós adquirimos o conhecimento participando dos eventos nos últimos 3 anos, como a Fotografar e outros. Agora entendemos o que pode ser bom para quem participa e vem atrás de conhecimento. O próprio valor do ingresso de 89 reais nem é para faturar, pois é revertido em produtos da Go image. Não é nossa intenção virar organizador de evento.

FHOX – Vocês trouxeram até palestrante de fora do Brasil?

Cristian – Sim, a Luciene Pestana, que traz uma visão e pegada de vendas, no estilo norte-americano. Eles são muito agressivos nessa parte, algo que vimos na última feira WPPI, em Las Vegas. Ela consegue trazer essa visão do que eles fazem lá para os profissionais daqui. E o bom é que ela conhece aqui também. (Luciene é fotógrafa newborn em Connecticut).

FHOX – E como vocês vêem a chegada do novo espaço da Go image?

Cristian – É a industrialização e profissionalização do mercado. Quando teve a industrialização dos álbuns muitos se perderam, inclusive a gente, pois nós não sabíamos o que era um processo produtivo.

Fábio – A gente teve que aprender né.

Cristian – E aí, entendendo que a gente tinha que industrializar e arrumar a casa, buscamos exemplos de fora da fotografia. Visitamos várias indústrias fora do mercado para que pudéssemos nos inspirar e ver como fazer uma produção mais efetiva. Coisas simples sim, mas que antes não se fazia. Começou com um bom software de gestão, uma boa equipe de tecnologia da informação. Nós achávamos que não era um setor tão importante e hoje não conseguimos imaginar dar novos passos que não seja com a TI envolvida.

Fábio – Só para pegar o gancho, já que o Cristian está falando do pavilhão, faz três anos que a gente está no processo de fazer a venda fora do estado. Participamos de eventos nacionais e, a partir daí, os clientes de outros estados passaram a apostar na gente. Acho que um grande pilar e diferencial foi o prazo de entrega ágil e rápido. E a gente vendo esse crescimento fora do estado tivemos que mudar para manter organizado e seguir entregando no prazo.

Cristian – Mas além disso, tem um planejamento e processo da onde nós queremos chegar. O pavilhão nada mais é do que um projeto futuro. Isso culmina com manter os processos produtivos mais estáveis, tudo bem redondo. E com a expansão é necessário. Também já imaginando que a gente tem um futuro interessante pela frente. Vimos isso fora do Brasil. Há mercado, mas sem um processo estruturado e bem industrial, produtivo e com tecnologia, não é simples. É uma solução que envolve a experiência da web, envolve uma série de outras coisas que a gente não imaginava.

FHOX – E o marketing?

Cristian – O marketing é uma coisa que a gente sabe que não pode ser só fumaça, né? É algo estratégico. E isso traz aquela questão: se tem a gestão tem que ter o TI para enxergar um bom relatório de BI (business intelligence/inteligência de marketing). Conseguir comparar o que uma praça ‘x’ está fazendo em comparação com a praça ‘y’. O que mais vende em determinado lugar, como a entrega funciona. Então isso, com um bom software e uma boa equipe de TI, está nos ajudando a tomar as decisões certas. E agora com o sistema de CRM (gestão de relacionamento) conseguimos entender o que o consumidor quer e precisa.

FHOX – Vocês estão lançando um blog com esse enfoque nos cinco pilares?

Cristian – Isso. Além de ter dicas da Go image que estão mais relacionadas a produto, a gente criou várias alianças estratégicas que vão influenciar no pilar de gestão, vendas e identidade. Existem vários fotógrafos que falam bem sobre isso. Eles vão trabalhar o conteúdo em conjunto com a Go image e a gente vai disponibilizar pelo blog. Isso tem a ver com a parte do marketing. O blog chega para ajudar nessa questão da educação do mercado.

FHOX – Podemos esperar novidades em produtos com a Go image?

Rafael – Algo que a gente se pergunta com frequência é se seria um produto ou uma nova forma de vender. Estamos buscando respostas nesse sentido. Acredito que em breve teremos soluções nesse caminho.

Fábio – A gente quer ensinar. Na verdade mostrar ao fotógrafo uma forma diferente dele vender melhor o nosso produto.

FHOX – Vocês notam a dificuldade dos profissionais sobre o que vender e o valor dos produtos impressos?

Cristian – A gente nota uma quebra de paradigma. Vemos uma tendência de ter algo que seja rentável para o fotógrafo e de bom gosto. E que o fotógrafo posso lucrar com isso. Quando falamos de design não é só uma capa bonita, pois tem todo um conceito por trás. Se ele vender mais, nós teremos volumes interessantes nesse sentido.

FHOX – E a questão do papel fotográfico? Como enxergam essa mídia e por que apostam nela?

 Cristian – Esse sempre foi aquele dilema: a gente sabe que o papel gráfico cresceu muito com relação a qualidade, porém existem boas possibilidades de ter volume no papel fotográfico. Como é algo que já nasceu com a Go image e conhecemos o processo e a tecnologia, nós acreditamos e sabemos que ela é mais estável. Conhecemos o Anthony (alto executivo da Fujifilm Europa) e ele nos mostrou inúmeras possibilidades e as muitas soluções no papel fotográfico. Basta a gente olhar, mesmo na Europa que você vê um número significativo com papel fotográfico.

Rafael – Antes de uma tecnologia ou de outra acreditamos que o impresso está acima de tudo isso. A gente acredita no papel fotográfico e nos sentimos seguros quando vimos a Fujifilm mostrar aquelas soluções da Europa. Mas se amanhã ou depois mudar, eu não teria apego a esse ponto. Essa é uma opinião muito pessoal.

Fábio – Creio que é mais uma questão de compra de equipamento do que de mudança de tecnologia. É mais para acompanhar a demanda do que o apego ao papel fotográfico. Nós gostamos da mídia, nosso trabalho central é baseado nela, dominamos esse processo, por que mudar então? A gente sabe que a manutenção custa menos.

Cristian – A gente não é contra o gráfico. Jamais. Mas gostamos muito do fotográfico e depois, nós nascemos no laboratório.

Saiba mais: https://www.goimage.com.br/

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