Talvez esse seja o futuro da arte

Os artistas Adrien Mondot e Claire Bardainne criaram um projeto que combina literatura, dança, teatro e tecnologia

por Revista FHOX Publicado há 4 semanas atrás | por Leo Saldanha

 

Falar em artista multimídia muitas vezes pode passar uma percepção errada. De só combinar vídeos e fotos e fazer algo que envolve movimento para uma experiência diferenciada para o espectador (consumidor). Essa nova obra dos franceses Adrien Mondot e Claire Bardainne vai muito além desse espectro. Não só por usar tecnologia com realidade aumentada. Mas sobretudo por não se perder no “hype” tecnológico. Resumindo: nessa obra o lado tech serve para atender a arte e não vice-versa. A começar pela forma como a dupla apresentou a iniciativa: com uma campanha no site Kickstarter de financiamento coletivo. Lá eles lançaram o Acqua Alta – Crossing the Mirror. Trata-se de um daqueles livros divertidos que você abre e se abre como um cenário. Eu lembro dessas peças na minha infância e sempre me estimularam criativamente. Não é diferente dessa vez. Acqua Alta é todo em preto e branco. Um universo em que dois personagens se movem pelas páginas, enfrentando desafios e atravessando barreiras. Só que para ver o que se passa nessa dimensão você tem de usar um portal, no caso seu smartphone.

São 10 páginas duplas de um livro que leva o espectador a um ambiente fantástico. O que é mais fascinante é que a dupla tinha um orçamento limitado (quem não tem?) e até limitações técnicas de como desenvolver toda a experiência usando realidade aumentada. Eles superaram tudo usando um time de parceiros multidisciplinares que colaboraram entre si. Ao final, o que me parece mais engenhoso é que para gerar o livro eles precisaram criar uma peça antes. Algo que envolvia dança e teatro. Para filmar e captar todas as cenas para só depois inserir com a realidade aumentada.

 

Sobre o projeto eles disseram no site Kickstarter que Acqua Alta é um livro que combina disciplinas de forma excitante. Teatro, dança, literatura e animação. “Estamos questionando as linguagens: o que o meio nos permite expressar?”. Olhando o resultado final creio que não existem limites para o que pode ser criado na arte nessa mistura empolgante de arte e tecnologia. Só lembrando: arte primeiro, tecnologia em segundo lugar como suporte. A propósito, a dupla já bateu a meta no Kickstarter e devem lançar Acqua Alta no ano que vem.

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