Blog do Léo
Por Leo Saldanha
É publisher da FHOX e também responsável pela Escola de Negócios FHOX leo@fhox.com.br

Samsung e o avanço empolgante do blockchain nos smartphones

A confirmação do acesso da tecnologia no novo aparelho Galaxy S10 reafirma o início de uma nova fase

por Revista FHOX Publicado há 3 meses atrás | por Leo Saldanha

A Samsung anunciou na última semana o aparelho S10 em diferentes versões. O que mais chamou a atenção nem foi tanto a parte fotográfica, mas que os dispositivos terão um sistema de armazenamento seguro para chaves privadas de criptomoeda. Por que isso é importante? Trata-se de uma possível nova fase para a internet descentralizada e totalmente segura. O que muitos especialistas chamam de web 3.0. Na prática, o anúncio da Samsung com blockchain no Galaxy S10 deve levar o jogo para outro nível. O aparelho começa a ser vendido a partir da semana que vem (8) em vários países. Com preço inicial de 900 dólares. Não é acessível, mas é um começo de um avanço importante.

Com alguns parceiros de blockchain já confirmados, o smartphone da Samsung vai permitir transações com total segurança e a revolução futura de tornar arquivos digitais (como fotos e vídeos) com a garantia de autenticidade blockchain. Ou seja, é como se tivesse uma identidade própria e única. Vale lembrar que a HTC e a Finney já lançaram modelos parecidos com essa tecnologia. A diferença é que a Samsung é líder mundial na fabricação e vendas de smartphones. Ou seja, não parece brincadeira. Entre as vantagens desses aparelhos estaria o uso de apps descentralizados (batizados de dapps) que usam redes públicas sem a dependência de servidores de empresas de tecnologia privadas.

Com essa entrada e investimento da Samsung o jogo muda de figura. Possibilitando (no tempo) a popularização da tecnologia e ganhos de segurança, transparência e valor mesmo para arquivos digitais. Claro, falta avançar muito em termos de adesão das marcas e da infraestrutura disponível. E como tudo em qualquer mercado e sobretudo na tecnologia, vai depender mais de mais usuários usando e aderindo aos usos do blockchain nos smartphones.

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Na prática o Galaxy S10 permite comprar e vender bitcoins pois oferece uma carteira fria (termo de mercado) dentro do próprio aparelho. Rumores indicam que um dos principais usos dessa carteira dentro do smartphone da Samsung será usada para o mercado de games e compra de itens dentro dos apps. Para fotografia e vídeo pode oferecer inovações em várias frentes. Seja na venda e reconhecimento seguro de arquivos. Ou ainda (e principalmente) em uma forma de gerar fotos únicas (mesmo digitais) o que sabemos mudaria o valor das mesmas. Pois como bem sabemos, se uma fotografia é única ela vale muito mais.

Importante ressaltar que na MWC (Mobile World Congress) em Barcelona outros smartphones com blockchain foram lançados. Caso do Electroneum M1, com sistema Android e que custa só 80 dólares. A ideia da empresa é de justamente popularizar pelo custo baixo para o usuário interessado em ter um carteira de criptomoeda no bolso. E o dispositivo tem um visual bacana, moderninho. Vem com 4G e entrada para dois cartões SIM. O que ele faz de diferente é que ele paga ao usuário pelo espaço de mineração dentro do dispositivo. Minerar significa produzir bitcoins com o tecnologia disponível no modelo. Segundo a empresa, ele paga 3 dólares por mês em Ethereum.

Já o Pundi X XPhone oferece a possibilidade de usar apps (dApps) e tudo na base de um botão. E ainda vem com uma câmera com 48 megapixels de resolução. Os exemplos da M1 e do XPhone mostram que outras marcas estão de olho nesse mercado. Mas a entrada da Samsung é que deve mudar tudo de status.

Um exemplo empolgante. Não espere que a explicação desse exemplo já esteja disponível no Galaxy S10, mas imagine ter um smartphone com uma carteira de criptomoeda e tecnologia blockchain e com ela poder gravar um “DNA” no arquivo. Fiz um retrato da minha filha, acionei um app (dapp) e combinei com o recurso blockchain para atestar que essa foto é única. Quando for vender, ofereço ao comprador a garantia blockchain que aquele arquivo é único. Fazemos isso porque tanto eu quanto ele temos a tecnologia disponível em nossos aparelhos. Caso ele revenda minha foto ou repasse para alguém, serei avisado e ele será notificado e terá que me dar explicações (ou pagar mais por isso). Agora imagine essa recurso em câmeras reflex e mirrorless. Pode parecer sonho, mas eu vejo como algo possível e bem próximo. Vamos torcer para que logo seja realidade.

A propósito, já fizemos vários posts no site da FHOX sobre o assunto. Creio que essa tecnologia vai de fato revolucionar o mercado em alguns anos. Veja os destaques abaixo.

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