Thalita Monte Santo
Por Thalita Monte Santo
É jornalista e integra a redação da  Revista FHOX. thalita@fhox.com.br

Por onde anda a empatia na fotografia?

Disputas de ego não constroem e nem transformam ninguém. É preciso ter mais empatia com o outro ao invés de enxergar tudo sempre como ameaça

por Revista FHOX Publicado há 4 meses atrás | por Thalita Monte Santo

Agosto, mês em que comemoramos o aniversário da fotografia no mundo todo. Desde o seu surgimento, muita coisa mudou, se transformou e, até mesmo, se desintegrou. Hoje, fotografar é algo comum no dia a dia de diversas pessoas, o que antes era muito seletivo e, arrisco-me a dizer, segregador.

Apesar disso, muitas vezes, quem se arrisca a fotografar, antes de comprar qualquer  equipamento, precisa investir em uma armadura de ferro. Ainda falta muita empatia na fotografia.

Por conta da profissão, eu participo de diversos grupos de fotografia na internet e o que mais acompanho entre as discussões são críticas e falta de paciência com quem está começando. Não vou generalizar, também existem aquelas pessoas que tentam ajudar com feedbacks construtivos.

Crédito: zeljkosantrac/ IStock

Não estou dizendo também que as fotógrafos não devam estar sujeitos a julgamentos. Longe de mim tentar afirmar isso. O que quero explicar é que, tudo bem ser avaliado ou ter seu trabalho julgado, mas parece que alguns profissionais gostam de ver o coleguinha sangrar.  

Disputas de ego não constroem e nem transformam ninguém. É preciso ter mais empatia com o outro ao invés de enxergar tudo sempre como ameaça. Afinal, não é o que você carrega no peito que vai transmitir em suas fotos? Técnicas sem humanidade são só técnicas e não provoca sentimentos.

A fotografia é a linguagem e o meio de comunicação mais democrático que existe. Para entendê-la não é necessário saber falar várias línguas, apenas ouvir com o coração.