Blog do Léo
Por Leo Saldanha
É publisher da FHOX e também responsável pela Escola de Negócios FHOX leo@fhox.com.br

Photokina 2016: o mercado ligeiramente fora de foco

A maior feira de fotografia do mundo tinha algumas respostas, mas deixou em aberto muitas perguntas...

por Revista FHOX Publicado há 3 anos atrás | por Leo Saldanha

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No fim é tudo uma questão de perspectiva. Imagine de um lado uma pessoa que não conhece o ramo ao chegar na maior feira do mundo. Certeza que sairia impressionada com os lançamentos, com o tamanho do mercado mesmo com tantas mudanças. Com a quantidade de pessoas do mundo todo visitando os quase mil estandes de empresas de 42 países. Se alguém perguntasse para ela…sim, a fotografia ainda é um bom negócio.

Agora vamos imaginar sob outra ótica uma pessoa que foi nas últimas Photokinas (ou talvez tenha ido nos tempos do filme). Nesse caso com a experiência de outros momentos do mercado e lançando comentários de que o ramo reduziu de tamanho. Nossa, a feira está cada vez menor e sem novidades.

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São dois tipos de atitude que encontrei na Alemanha por parte dos brasileiros na semana passada. Primeiro é bom que se diga: as novidades estavam lá…tanto o iniciante quanto o veterano da Photokina viram vários estandes com pessoas com seus óculos de realidade virtual. Até congresso de marketing e tendência com realidade virtual ocorreu no espaço do evento. Vi várias empresas apostando na experiência imersiva com fotos e vídeos. Tudo inédito em uma Photokina. A quantidade de marcas de drones também era algo bastante novo. Com direito a uma área arena de testes.  A participação da DJI e GoPro batendo de frente com seus lançamentos. A GoPro apresentou mundialmente seu novo dispositivo voador super portátil. Hero 5 também foi lançada pela marca com recursos mais engenhosos. Falando em câmera de ação, a Nikon mostrou suas várias versões da KeyMission. Dispositivos de cobertura 360° com  altíssima qualidade para fotos e vídeos.

O time da Fujifilm Brasil na Photokina
O time da Fujifilm Brasil na Photokina

Só não dá para negar que faltou na feira a participação de apps de fotos e de fabricantes de smartphone e redes sociais de fotografia. Afinal, a maior feira de foto do mundo deveria ter uma arena Instagram/Facebook e afins. Não deveria?

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A parte de impressão tinha muito lançamento de impressora para fotografia de eventos. Interessante notar aplicações em tecido e quantidade considerável de soluções para decoração com foto. Vi lançamentos de papel fotográfico. E ouvi de um importante executivo da Noritsu que eles estão preparando novidades para minilabs molhados.

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A fotografia instantânea teve destaque nesse ano. Leica mostrou a nova Sofort que atua com filme Instax e outros exclusivos da Leica. A Fujifilm anunciou Instax no formato quadrado e uma câmera exclusiva assinada pela Michael Kors. A Polaroid e Impossible mostraram câmeras híbridas que integram recursos digitais e controles via smartphone. A mistura dos dispositivos móveis e a fotografia analógica ganhou contornos interessantes na Photokina.

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As fabricantes de câmeras tinham lançamentos de modelos reflex premium e mirrorless. Nikon, Canon, Hasselblad, Pentax, Sony e outras estavam lá com seus equipamentos mais recentes. Na minha visão o destaque foi da Fujifilm com sua câmera médio formato mirrorless (GFX) e a Canon com sua câmera sem espelho M5. Difícil era chegar perto da Canon EOS Mark IV. Uma curiosidade: a Xiaomi lançou na feira sua primeira câmera mirrorless. Um fabricante de smartphone olhando para o ramo fotográfico.

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Na minha visão o mais estranho mesmo é a desconexão da feira com a conectividade, a fotografia com dispositivos móveis e as redes sociais de fotografia mais usadas no mundo. A Photokina ao menos criou uma área voltada para start ups fotográficas com toda sorte de serviços e novidades fotográficas. Com direito a um espaço para palestras (quase todas em alemão).  Enfim, a percepção que fica é que a Photokina precisasse reconectar com o ambiente mais recente e transformador que ocorreu nos últimos 4 anos. Até porque hoje temos 3 bilhões de smartphones no mundo. Marcas como Apple, Samsung e outras deveriam mostrar seus aparelhos na feira. Se assim fosse tenho certeza que os 200 mil visitantes sairiam de lá com uma sensação mais completa desse momento da fotografia mundial.

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