O que diferencia o fotógrafo profissional do amador?

Publicação escrita por Maurício Leite, colaborador da FHOX Online

por Revista FHOX Publicado há 2 anos atrás | por Colaboradores

Esta é uma questão que me intriga: o que difere um profissional de um amador? Vou usar a fotografia como exemplo: vejo muita gente dizendo e postando nas redes sociais, em tom depreciativo, coisas como “fulano comprou uma máquina fotográfica e se diz fotógrafo”. Sei que ninguém compra um bisturi e sai dizendo que é médico, mas, no caso da fotografia, dá para iniciar, sim, buscando autoconhecimento, já que hoje existe várias formas de encontrar a informação.

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Eu mesmo iniciei da maneira que os fotógrafos profissionais odeiam. Comprei uma máquina fotográfica e comecei com o básico, paisagens, animais, amigos e família, testando cada item da máquina, buscando aprender da maneira que dava, até fazer o meu primeiro trabalho, que foi um ensaio externo. Confesso que, no primeiro momento, não quis fazer, com receio de questionamentos, já que minha profissão era publicidade e web e, até então, não levava tão a sério a fotografia. Aí sim, vi que só boa vontade não basta, mas, de qualquer maneira, iniciei com o básico.

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Depois disso, comecei realmente a correr atrás, lendo artigos, assistindo a vídeos, buscando informação, pesquisando antes de cada ensaio, investindo também em cursos, equipamentos e, claro, pedindo conselhos, opinião e até mesmo ajuda para vários amigos da área. Aos poucos conquistei meu espaço. Tenho pelo menos dois ensaios por semana e a cada dia procuro corrigir meus erros.

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Uma curiosidade que tenho: algum profissional já começou grande? Acertou no primeiro clique? Todas as fotos saíram 100%? Acho que muitos esquecem que um dia também foram chamados de amadores por outros. Sem falar daqueles que são da época do analógico e praticamente ficaram por lá (sem generalizar, pois sei que existem excelentes profissionais dessa época – os que criticam na verdade são aqueles que não se atualizaram) e falam mal de novos profissionais da “era digital”. Criticam fotos dos outros, mas não têm capacidade de fazer uma autocrítica, avaliar suas próprias imagens.

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Partindo para a profissionalização, percebi que não basta amar a fotografia. São necessários outros talentos que não têm nada a ver com o ato de fotografar. Um fotógrafo profissional tem que cuidar da administração do seu negócio, finanças, contabilidade, contratação de funcionários e colaboradores, fazer networking, gestão da carteira de clientes, plano de negócios, planejamento estratégico de marketing, propaganda, promoção, vendas, lidar com fornecedores e – ufa! – fotografar.

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Respondendo ao título deste artigo, acredito que, além de conhecimento técnico, experiência, manter-se sempre atualizado, ser empreendedor e ter bom olhar, o profissional precisa demonstrar respeito por quem está começando – já que, um dia, esse profissional já foi um amador!

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Maurício Leite dos Santos começou a fotografar há pouco mais de seis anos, como “remédio” para o stress da profissão de publicitário. Com o tempo, deixou a publicidade de lado e se especializou em ensaios fotográficos e casamento.