O plano para 2021? Intuição, estudo e prática

O ano começou sem mudanças imediatas em relação a 2020. Para quem precisa de uma nova trilha em 2021 a alternativa envolve usar a intuição, mas talvez não do jeito que você imagina

por Revista FHOX Publicado há 1 semana atrás | por Leo Saldanha

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Feliz ano novo. O ano começa com diversos desafios. Quando começa a vacinação de fato e em quanto tempo teremos um quadro mais claro de retomada para 2021? Melhor do que oferecer respostas temos que nos ater mesmo aos questionamentos. Esse post é para falar de uma trilha mínima para enfrentarmos o que vem pela frente. Eu não vou propor um roteiro de planejamento. Até porque basta lembrarmos de janeiro de 2020, o cenário de planejamento é na minha opinião bem difuso para esse momento. Então vou me prender nas três palavras que formam o título desse texto. Começando por intuição. 

No livro Originais, o autor Adam Grant traz o exemplo de como a intuição pode ser traiçoeira. No exemplo de ninguém menos do que Steve Jobs que apostou que o Segway seria um grande sucesso. Segway é aquele veículo que é usado por seguranças de shoppings ou em condomínios. A ideia do inventor é que esse produto seria revolucionário e foi um grande fiasco. Aliás, a Apple de Jobs chegou a lançar uma câmera digital bem antes do iPhone e também foi um grande fiasco. Mas voltando, o que Grant diz no livro é que os exemplos de quando a intuição funciona são pontuais. Jobs acertou em cheio com o iPod e outros produtos porque aquilo fazia parte da sua bagagem. Jobs era uma figura genial e intuitiva que não acreditava muito no poder das pesquisas. Para ele, o consumidor não sabia muito bem o que queria. É aí que entra a intuição. Outro livro, de Malcolm Gladwell, traz a outra ponta do poder da intuição. Blink trata de especialistas que em poucos segundos conseguem tomar decisões certeiras ou descobrir se uma escultura ou pintura é falsa com precisão. O que ele traz no livro é que o profundo estudo e experiência no assunto nos leva a ter a intuição aguçada e precisa. Originais não é contra a intuição. O que o livro mostra é que os empreendedores e geniais têm muitas ideias. Só que colocam em prática, testam e acertam na base da tentativa e erro. A intuição só funciona quando o idealizador entende do assunto. Blink trata da mesma forma, você só consegue intuir de forma assertiva quando traz uma bagagem aprofundada sobre determinado assunto. 

O que me leva ao ponto que eu queria chegar: a intuição funciona no seu ofício quando você estuda, trabalha e se esforça muito para entender sobre o tema. Aquela ideia clássica: de jogar as regras fora quando dominar de verdade o que você faz. Só que para tanto você precisa de experiência, vivência, estudo e errar bastante para aprender. 

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Em 2021 vamos precisar muito da intuição para o trabalho. Das decisões dos caminhos e das estratégias. Aqui entra a parte do estudo. O que o livro Originais traz é que não dá para ser intuitivo com aquilo que não dominamos. Então, você pode usar sua intuição com a parte fotográfica. Já com relação ao resto…melhor é estudar. Então vale mais a pena colocar no papel o que você necessita aprender: marketing, vendas, psicologia, administração, finanças? Minha provocação aqui é que não vai dar para usar a intuição nesses assuntos. Você vai ter que estudar para fazer diferente. E também não terá os resultados que espera em poucos meses. O problema é que na prática vemos uma corrida para soluções instantâneas, milagrosas. Faz sentido? 

Estude para se diferenciar –  O ato estudar sobre os assuntos que não domina é um processo constante. A única certeza para quem quer viver da fotografia é estudar sempre e o ano inteiro. Talvez a intuição entre com importância no que estudar. Adianta estudar mais daquilo que você já estuda. Não que não seja importante. Mas é melhor equilibrar os assuntos que você não domina nessa conta. 

E então finalmente entra a prática. Aqui é mais fácil e ao mesmo tempo mais complicado. É praticar o que aprendeu, errar e adaptar. A palavra de 2020 não foi reinvenção, mas sim adaptação. A capacidade de cada um em se moldar diante dos desafios. Para 2021 esse processo continua. O quadro para esse começo de ano não está tão claro e infelizmente as incertezas seguem presentes. Sobretudo para os próximos 6 meses. Então, além de praticar a fotografia, pratique também nos objetivos de aprendizado que definir. Seja no marketing, relacionamento, cultura e afins. Mergulhe naquilo que você mais precisa, primeiro estudando e depois praticando. Com muito esforço (e também sorte) quem sabe a nesse caso e depois de muito aprendizado e tentativas a intuição não aparece mais certeira?  

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Dá para esperar? 2021 começa com índices alarmantes de casos da Covid-19 em um ambiente desafiador tanto na realidade das questões sanitárias quanto no macro-econômico e sua influência no consumo. Um ano depois do anúncio do primeiro caso oficial do novo coronavírus, o estudo, a capacidade de adaptação e a prática me parecem que de fato farão toda a diferença até o impacto da vacina ser sentido por todos. E será um diferencial na hora que as coisas de fato melhorarem…

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